domingo, 18 de dezembro de 2011

Nova Queda

Caramba! Caí mais uma vez. E dessa vez foi um tombaço! Estava eu no quintal quando ouví a Ana chamando o Felipe: lipe! lipe!
Como ele não respondia, fiquei muito brava; entrei na sala como um furacão, e não vi o pé do meu filho, que estava na minha frente e me fez tropeçar, ou fui eu que tropecei devido não ter olhado. Ando muito estressada. Reclamo o tempo todo da bagunça que tem na minha casa, e na verdade é uma verdadeira bderna, tudo fora do lugar, minha casa ´um local apropriado para causar acidentes, eu já caí tres vezes dentro de casa. Tenho que tomar uma atitude. Andar mais devagar, diminuir o estresse, e ser mais tolerante, as vezes eu acho que sou muito calma, outras vezes, eu saio de mim.
Meus filhos esquecem que tenho artrite, e não fazem nada pra me ajudar. Tem dias que saio do trabalho um verdadeiro trapo humano, tamanho é o meu cansaço, e eles nem se movem pra me auxiliar. Horas acho que tenho que ir embora deixá-los para que vivam sozinhos. Tenho medo que eles sofram, mais não viverei para sempre; eu sei que um dia a vida que habita em mim se extinguira. Eu acredito que eles poderam ficar melhores sem mim.
Um dia me contaram uma história. Havia um monge e seu  discípulo, que viajavam por muitos lugares, certa vez, passaram  a noite por uma fazenda e viram uma imensa mata, caminharam mais ou menos uns trinta minutos e só viam mato, após muito esforço conseguiram chegar em uma casinha. Chamaram e de dentro da casa saiu um homem, que era a figura da pobreza. O monge perguntou do que eles viviam. E o homem disse: tenho uma vaquinha que dá muito leite. A gente tira o leite vende compra alguma coisa pra comer, quando acaba a gente bebe só o leite, e vai vivendo!
No dia seguinte o monge observou a imagem da preguiça naquele lugar. O homem ficava se balançando numa rede, a mulher observando e assim ficaram metade do dia. Na parte da tarde, a mulher cozinhou feijão e todos comeram com farinha e só. O dia passou e eles não fizeram nada mais do que isso.
E o monge disse pra seu discípulo: pegue a vaca e jogue no precipício!
O discipulo disse: mais mestre eles não têm como sobreviver sem a vaca! E o monge disse faça o que mando! E o discípulo jogou a vaca do precipício. Ja era bem de noitinha e todos dormiam, quando os dois se foram.
Muitos anos depois o mestre e o discípulo resolveram voltar para visitar a família; e qual não foi a surprêsa do discipulo ao ver que as terras já não pareciam as mesmas de outrora. Havia árvores frutíferas, a casa tinha um curral onde moravam as vacas, tinha estábulo onde havia cavalos e tudo parecia estar tão em perfeita ordem que o discípulo falou: mestre, o casal se mudou, devem  ter vendido a propriedade!
Chamaram  e da casa enorme saiu o casal. E qual não foi a surprêsa do discípulo ao constatar  que eram o mesmo casal de tantos anos atrás que estavam alí na sua frente. O monge falou, vocês moram muito tempo por aqui? E o homem respondeu.
_ Moramos a muitos anos nessas bandas, tínhamos uma vaquinha, mais um dia encontramos morta, então eu disse pra mulher, vamos roçar esse mato, vamos plantar, senão, vamos é morrer de fome! Então com muito trabalho hoje estamos com essa belezura de chácara...
Eu acredito que eu sou a vaca. E o dia em que eu morrer meus filhos ficam ricos. Será que essa queda me leva, dessa pra melhor?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Amigos

Tenho alguns colegas de trabalho, que considero amigos, porém tenho muito mais colegas. Amigos são poucos.
O que vem a ser uma amigo? Aquela pessoa que você liga quando precisa. Aquele que está sempre ao seu lado, ou simplesmente aquele que pega no seu pé quando você nescessita. Aquele que tem coragem de dizer tudo o que pensa, ou aquele que concorda com tudo. Quem é seu amigo?
Já passaram muitas pessoas pela minha vida e disseram, sou seu amigo pra o que der e vier. No final não era amigo coisa nenhuma, queria minha amizade só para o que der, e como me recusei o dar a amizade acabou, outra coisa, o verdadeiro amigo não pede nada em troca de sua amizade, não aborrece o amigo com comentários maldosos. O amigo de verdade sabe a hora de intervir, se isso for preciso. Meus amigos hoje estão na rede social. Esses são os amigos virtuais ou não. Tem os queridos e cheios de meiguice no caso de Robson e Christina, tem os críticos, que gostam de intervir principalmente quando ninguém quer saber a opinião deles; bem mais isso até que é bom, pois horas somos seres acertáveis, outra hora somos seres que as besteira tornam uma constante em nossas vidas; assim esses também são importantes. Mais tem aqueles que só te procuram quando estão em uma sinuca, e o pior: falam pelos cotovelos de suas vidas mediocres, reclamam o tempo todo, de tudo e de todos e acham que o teu ouvido é um pinico. Ah esses estou riscando de meu mapa. Hoje estou aceitando as pessoas que tem alegria em seus corações, cujo os problemas não fazem deles seres insuportáveis, buscam as soluções em suas próprias cabeças. Estou cansada da gente que fica nos atrasando com suas mentes pequeninas. Façamos o que é bom para o próximo, o que nos fazem bem para o coração e deixaremos de ser seres tristes. Buscamos a satisfação pessoal através de nossos próprios méritos. Estudamos, corremos atras de nossos valores. Maravilhoso é fazer aquilo que se quer, quando se pode, se não der não se frustrar. Obrigada aos amigos de verdade. Quem ler saberá.