terça-feira, 31 de julho de 2012

O Nascimento de Beto

A família, composta por três membros, moravam naquela casa pequena.
                     Descrição da casa. A casa era dividida em cômodos. Cada cômodo morava uma família. Era uma casa bem grande com um quintal em volta. Hoje eu sei que aquilo poderia ser um cortiço. Verina estava grávida de seis meses. Seu marido já era alcólatra e sempre que chegava em casa, não perdia a mania de maltratá-la. As vezes ele corría toda extensão do quintal atras de Severina,, tentava alcansa-la com uma vassoura. Ela corría em volta da casa até que uma alma boa, de uma das casas a salvasse de seu algoz. Seu marido era um carrasco, mais ela de alguma forma gostava, ou tinha medo de ficar sem marido.
 Enquanto isso, sua filha nenê com 5 anos de idade chorava, sofría muito vendo a vida difícil da mãe.
E chegou o dia, que Severina começou a sentir as dores do parto. Gemia muito, acho que era uma dor insuportável, andava pra lá e pra cá. Como Dedé não estava em casa, ela pediu o auxílio dos vizinhos. Ligaram para uma ambulância. E a ambulância chegou gemendo como Verina Úóóóóóóóóó! A filha nenê ficou com uma vizinha, e Verina foi levada para o hospital. Dois dias depois Verina chegou com aquele menininho no colo. Ah, ele era tão bonitinho, tão fortinho, tão engraçadinho. O menininho chorava muito, e ficava o tempo todo sugando as mamas cheias de leite de Verina. Seu marido ao ver o menininho, ficou numa felicidade incontida. Ao menino, deram o nome de José Roberto. Nenê adorava cuidar de Beto assím ela o chamava. E ele foi ficando cada vez mais bonito e fofo. Quando Beto havia completado seis meses de idade, Verina já saía pra trabalhar, e deixava o menino sobre os cuidados de Nenê. A menina brincava com Beto, fingía que o bebê era seu filho, e o menino dava boas gargalhadas com as palhaçadas de Nenê. Certo dia Nenê ao colocar o bebê no colo o deixou escapar, e:_ Pumba no chão! Beto sofreu um traumatismo na região frontal, ficou com um galo, na testa. Verina quando chegou e viu aquele galo na cabeça do bebê, deu uns cascudos na filha.
_ Onde se viu, deixar o minino cair!Pulseira eletrônica para bebês

E Ela Sofreu



Minha mãe. Foi uma mulher que enquanto esteve viva sofreu. Acordava as seis da manhã, preparava o café dos filhos, e seguia para o trabalho. Tinha uma doença: Ùlcera Varicosa, e mesmo com as pernas em feridas, icansavelmente limpava e lavava uma casa de dez cômodos, e as vezes, quando sobrava tempo, passava roupas. Na volta para sua casa, entrava em um ônibus lotado,  depois de um dia dificil, vinha espremida como sardinha em lata. Passava no mercado, e gastava todo o dinheiro do dia, em comida para os seus filhos, que a aguardavam ansiosos por um arroz com feijão. O marido, ébrio a  esperava para jantar e já gritava:_ Onde tu tava muié? Isso é hora de uma mãe de famia chegar em casa? Onde tú tava vagabunda? Estava por aí dando pra teus machos? Severina chorava. A mulher passava o dia inteiro limpando e arrumando casa de rico. E, ao chegar em casa recebía as pauladas de Dedé. Para ela o marido era tudo, ela o amava, não comprendia o porquê de tanta agressividade. Chegava em casa cansada, com dor nas pernas, ao invés de sossego, o que recebia? Era o mal estar de Dedé. Bêbado e doente de ódio só prestava mesmo era para atormentar a pobre mulher.
Ela com lágrimas nos olhos respondia: _ Oh meu Deus! Eu estava trabaiando, fiquei o dia todo, lavando e passando, pra trazer dinheiro pra nóis, e tu fica desse jeito homi! E ele retrucava: Sei, tú, tava é por aí cum teus machos!
A pobre mulher só chorava, não adiantava responder nada pra aquele traste, se ela falasse muito seria pior, então a coitada, ficava quieta. E aí dela, se abrísse a boca! Ele investiria sobre ela em socos. Muitas vezes, ela era salva por alguma alma caridosa, que segurava Dedè pelos braços, e só assim ele parava.
Ela preparava o jantar e colocava os pratos feitos para todos o cinco filhos, dava sempre o primeiro prato pra ele. O Rei da Pinga. Depois de comer, muitas vezes ele chamava pra pegarem o prato vazio, se demorassem, jogava o prato no chão. Só, que não era todo dia assim, havia dias piores. Quando Severina fazia o prato dele com ovo, ele queria carne, e esbravejava: _ Quero carne! Quando a comida estava morna, jogava o prato no chão, e dizia que não era cachorro pra comer comida fria, na verdade ele sempre achava um jeito para dilacerar o coração deSeverina.
Quando alguém palpitava: Mulher, deixa esse homem! Se fosse comigo! E ela defendia coitado, ele é bom, quando não está bêbado! Tem meis que me dá todo o dinheiro!
Tia Anália muitas vezes era quem dava um auxílio para Severina. Levava frutas nos fins de semana e as crianças atacavam. E Anália dizia: 
_ Mais mulher, o mês passado tu estava doente, e esse teu marido gastou todo o salário no bar! Porque, tú não larga esse homi, isso não serve pra nada, só sabe fazer filho, e batê em tú!
Severina gostava do marido e defendia o mau feitor. Ela só o abandonaria se ele morresse. E Dedè bebeu tanto que um dia ficou muito doente. Cirrose Hepática. Foi levado para o hospital, ficou sobre cuidados médicos, vloltou pra casa. Houve uma melhora não sei direito. Sei que me contaram que houve um dia em que foi para o hospital e não voltou, morreu, complicações pela pinga. Gostava tanto da pinga, que morreu por causa da mesma. Que destino!
O Enterro
No dia do que féretro saiu, todos os bêbados da região estavam lá. Era gente que não acabava mais. Alugaram ônibus para acompanhar o corpo de Dedé até o cimitério São Luís perto de Santo Amaro.
Ele tinha muitos amigos. Eram a grande maioria de pinguços. Essagente jamais sobe das atrocidades de Dedè.
Pra mim ele era um pobre doente, psiquiátrico que não teve cura.
Severina ficou como que enlouquecida no dia de seu enterro. Gritava que queria ir junto com ele. Foi um teatro! Morreu deixou sete filhos e uma viúva triste, que jamais se casaria novamente.
Foi tarde! Se tivesse ido antes teria feito maior bem a minha mãe.

domingo, 29 de julho de 2012

Visita Familiar

Hoje foi um dia especial, esteve aqui em casa, Paty, Thaira e Kiara, ou seja minha irmã e minhas sobrinhas. Fiz macarronada, minha irmã comprou coca-cola e uma torta deliciosa de morango. Amoçamos, conversamos bastante, demos boas gargalhadas. Minha irmã lembrou do tempo que minha mãe estava ainda nesse mundo. Minha mãe era muito engraçada, não podia ver uma pessoa magra, que logo falava que o mesmo precisava comer. Minha irmã também lembrou da nossa tia Anália, quando meu peso era de 50kg, ela sempre dizia que eu era magrinha, e quando eu a visitava ela mandava eu comer, dizendo que a minha magreza era falta de comida. Eu fico pensando, hoje estou acima do peso, 63kg. Se minha mãe ainda estivesse nessa terra diria que eu me encontro bem agora. E estou desesperada, me sinto obesa.
É muito bom receber a família para o almoço de domingo. Obrigada irmã pelo carinho. Estou feliz por esse dia.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Estou Amarrada No Cartão De Crédito

O Cartão de Crédito
Devíamos pedir uma idenização aos bancos por nos deixarem em maus lençóis com o sistema financeiro. Eu não fui ao banco pedir um cartão de crédito, foram eles que ligaram pra minha casa e me ofereceram crédito. A gente gasta x, o banco quer que você pague x ao quadrado. Bem o banco quando quer o teu dinheiro te chama como se fossem Um Deus, te fazem acreditar que todos seus problemas serão resolvidos, e quando você está no fundo do poço, viram um diabo de xifre e tudo, não podem fazer nada, você que se vire! E você saí do banco como fosse o pior ser do mundo. Estou de mal cm o cartão de crédito. Vou pagar parcelado sim, quero ficar pra sempre sem pedir empréstimo, não quero saber de dinheiro emprestado do banco, estou encalacrada com o Banco Santander e o Banco do Brasil, quero distâncias dos dois. Assim que terminar de pagar o meu empréstimo, quero receber meu salário integral em qualquer banco menos nesses dois e ponto.

Eu e Meus Amigos

Havia um tempo, em que tudo me sufocava, e o que eu não gostava na verdade era de ser contrariada. Muitas coisas ocorreram em minha vida desde então, e pude entender e perceber que temos que aceitar as diversidades, nem tudo é do jeito que pensamos e queremos, temos que nos adequar. Foi pensando nisso que me desloquei da minha insignificância e me coloquei em um novo patamar. As coisas não poderiam ser do meu jeito para que me sentisse gratificada. Tudo permanecia em mudanças. Quando comecei no meu trabalho com 27 anos de idade eu era feliz demais da conta, era uma alegria quase idiota, tive que mudar umas coisinhas e fiquei do jeito que sou . Os que estão todos os dias fazendo parte de sua vida, esses devem ser respeitados amados, bom ajudar aos que pracisam. Você só não póde deixar que assumam o comando de sua vida. É você quem terá que assumir o comando. Sua vóz precisa ser ativa e objetiva.Você tem que saber o que está falando. Você também precisa ouvir as vozes interiores. Nossos problemas são resolvidos quando sabemos ouvir, quando paramos para escutar o nosso eu. Quando os problemas se tornam um sufoco para você... é só colocar a cabeça no travesseiro e pedir auxílio a sua vóz interior. Gosto de rir e fazer rir, gosto de ver as gargalhadas das pessoas que me cercam. Gosto do sorriso de meus pacientes, adoro massagear o ego dos meus mais queridos amigos. Hoje estou tão feliz que poderia sair voando para outro universo, talvez um lugar onde o esquecimento de tudo seria plausível, e tudo que fiz nessa vida teria surtido efeito satisfatório. Hoje não sou apenas eu. Hoje sou eu e meus amigos.

Me Importo Com Minha Vida

Meter-se na vida dos outros, odeio essa gente! Uns falam: _Nossa, tantos anos trabalhando e não comprou sua casa? Eu poderia ter comprado a minha casa, a muitos anos, só que não deu, o meu dinheiro foi gasto com outras coisas. Gastei muito dinheiro com doença. Eu não posso me queixar, afinal, tinha dinheiro, ganho com o suor do trabalho, esse dinheiro foi gasto quando foi nescessário. Odeio alguns evangélicos, principalmente os hipócritas. Esse povo de aparência santa, fala mal de todo mundo e se diz crente no amor de Deus.
Devemos respeitar, todos os nossos semelhantes, temos que ser nós mesmos, não temos que provar nada pra ninguém. Parabéns se você tem, pra ajudar o seu próximo. Se ganhou o seu dinheiro com seu trabalho eu sou sua amiga. Se conseguiu tudo de maneira excusa eu te abomino e ponto. Respeito é bom pra quem tem. Cuide da sua vida, que da minha cuido eu! Meus defeitos e erros já foram julgados, eu estou pagando caro pelo meus erros, não me venha dizer o que fazer de minha vida!

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Mamoplastia De Novo Não

Eu tinha mamas que me dava vergonha, e sabem por quê. Meu peso era 50kg e minhas mamas eram imensas, para o meu peso. Quando adolescente sofria com aqueles mamões gigantes, tinha vergonha, usava camisetas imensas para esconder as mamas, com o passar do tempo, ficava pior, eles pesavam, doía a minha coluna. Quando eu namorava era um inferno, tinha pavor que alguém tocasse, eu não deixava mesmo, quando casei e tive meus filhos eu sonhava com uma mamoplastia redutora, como trabalhava no Hospital das Clínicas e estavam fazendo cirúrgia gratuíta, eu corrí e arrumei um jeito de me livrar das mamas. Fiz os exames e em uma semana estava tudo pronto! E lá estava eu, indo para o centro crúrgico. Me lembro que a doutora Roberta, marcou onde iria cortar nas minhas mamas, deu um medo, e de repente gritei: _ Não tire tudo! Não tire tudo, só um pouquinho!
A médica disse, para ficar tranquila, que não iria deixar sem as mamas, deixaria manequim 44, então, acalmei. Depois da cirurgia fiquei linda, estava me sentindo maravilhosa.
A médica falou : _ Você tem que andar, no passo do dinossaurinho! Sem fazer movimentos bruscos, o pós- óperatório muito importante.
No dia seguinte fui pra casa de metrô. Três semanas depois já estava trabalhando e exibindo minhas mamas durinhas, lindas, maravilhosas. Certo dia estava no metrô, com uma blusinha sexy. Lá vinha eu toda exibida com um decote generoso, quando vejo dois homens lindos vindo em sentido contrário, eis que um comenta. _ Nossa que linda! Você viu,  os peitos dela? E o outro responde:_ Páraa! Não pecebes que é um traveco! Presta atenção o peito nem se mexe! É silicone meu!
Que óoooooooodiooooo! Fiquei com vontade de gritar: _ Seus filho de uma puta! Eu sou muito mulher!
Enquanto a natureza foi boa me dando peito demais, deu bum-bum de menos. Na fila pra bunda chegueí atrasada. Eu gostaria de ter um lindo bum-bum igual as Sheilas do tcham. Acho bonito mulher que tem o bum-bum redondinho. Um dia eu fico rica e ponho uma bunda nova! E arrumo um namorado tanquinho!
E voltando a cirúrgia, os anos passaram, estava com manequim 44, engordei um pouquinho e imaginem! Estou com manequim 46, caraca! Minhas mamas voltaram ao tamanho anterior, será? Ah, magoei!

Tudo Tem Um Final

Em um certo dia, recebí a fatídica notícia. Sua irmã faleceu. Muita dor! A dor era tão intensa que pela maneira que eu descrevia...alguns falavam, que parecia que eu havia perdido um filho. Doía dentro do peito, sentia uma angustia interminável, e a única impressão é que nunca teria fim.
Na mesma semana que esse acontecimento triste aconteceu...desgraça pouca é bobagem! Falavam outros.
Estava namorando um homem, que era a alegria em forma de ser, e ainda por cima tinha os olhos azuis. Então na mesma semana do dia 23 de março de 2004 esse namorado, a paixão de minha vida sumiu. Isso mesmo! Sumiu sem deixar vestígio...e o pior quando eu telefonava o mesmo não atendia. Eu chorava a dor da perda da minha irmã e o o homem que eu acreditava que gostava de mim se foi também. Não, ele não morreu, simplesmente se foi. Ficamos um ano de amor, más, acabou. Eu sei de coisas, que foram contadas a mim, porém, não fui procurar a veracidade.
E ainda capengando com os chutes da vida, quem vem com toda força? A artrite reumatóide, chegou me matando. E agora?
Eu tinha que cuidar da minha filhinha que tinha acabado de nascer, e precisava de mim. Precisava reunir forças, e fui buscar a força. O trabalho foi minha força, pois foi lá que conseguí forças pra cuidar da minha filha, e pra cuidar dos sintomas da artrite. Durante um tempo cuidei dos sintomas.
Depois aconteceu um acidente horrível com o meu irmão Carlinhos. Eu o chamava carinhosamente de Tio Carlos. Ele estava voltando pra casa de minha mãe, quando colidiu a moto com um poste, ou muro, não me recordo bem agora, também haja dor! E quando toda dor tinha dado um repouso em minha alma...minha mãe também vai pra perto de Deus. Hoje estamos aquí, sentindo as saudades que apertam. Tenho saudades dos meus que se foram. Quando algum parente querido se vai, deixa a dor. Um dia a dor se vai, se transforma em saudade.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Monólogo Com Minha Mãe

Oi mãezinha, saudades da senhora. Mãe, sabe o que mais me lembra a senhora a hora de dormir, e sabe por quê? Você rezava pra todos de nossa família, eu me lembro que você rezava para cada filho, e na hora da oração você falava cada nome. Mãe muitas vezes tenho tanta saudades, me sinto tão culpada por nao ter pego você e trazido pra minha casa. Mãe aquele dia que você me ligou e disse que estava sofrendo, disse que estava doente, eu não acreditei, sabe mãe, você reclamava tanto, que eu não sabia quando acreditar em você. Mãe, lembra quando saí do plantão e fui tomar café na sua casa? Você estava tão feliz. Mãe eu pareço com você, sabe que tem dias que canto durante todo o tempo que lavo as roupas! Mãe tá doendo, ta doendo muito as saudades! Mãe queria tanto te ver, nem que fosse em sonho! Sabe mãe você tinha medo de certas coisas que estão acontecendo com a nossa família, mãezinha você tinha razão! Mãe a Ana está bem! Conta pra mim, como está a minha querida irmã Vera Lúcia? Fala pra ela mãezinha que a filhinha dela, sabe tudo sobre e ela, e que eu vou ajudar, pra que ela vença no amor de Deus, mãe, sabia que a Ana é muito caridosa? Onde você estiver, que esteja na paz de Cristo!

domingo, 22 de julho de 2012

Momentos

http://b.vimeocdn.com/ts/270/010/270010405_960.jpgVinda da fome, onde a única constante em minha vida era a falta de de comida, a coisa que mais me lembro eram os almoços na casa da Dona Albina, uma senhora, que pra mim foi um dos seres humanos que tanto respeitei e que jamais esquecerei. Aos domingos na casa dela o almoço eram bons demais, nhoque era a comida que que ela era mestre em fazer, pra mim, era a melhor aozinheira do mundo. A comida era cheirosa, dava vontade de comer só de sentir o cheirinho. Eu era adolescente e adorava ficar vendo a senhora Albina cozinhar. Eu era acompanhante de Dona Maximina. Eu ganhava pra ficar cuidando da idosa, porém quando esta estava no descanso, lá corría eu para a cozinha, ficava ajudando, uma hora eu lavava verduras, outras lavava o arroz, e algumas vezes dona Albina deixava eu cozinhar, o arroz, feijão, fritar um ovo. Dona Albina me ensinou a comer verduras. Quando saí lá do Jardim Ângela bairro onde morava a minha família, nunca comíamos legumes e verduras. Eu conhecia bem arroz, feijão e farinha, mais na casa da Dona Albina eu aprendí a comer bem. Ela me ensinou muitas coisas boas. Nos dias de hoje minha filha fala que sou a melhor cozinheira, eu afirmo se ela comesse a comida da dona Albina ela mudadria de idéia.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

O Poço

Hoje Marcia tem 52 anos. Há 45 anos no bairro de Santo Amaro, Jardim Santa Lúcia não hávia água encanada na casa de Severina. Ela era uma mulher muito pobre, morava em um barraco, e para lavar as roupas, pra cozinhar, ou tomar banho era preciso puxar água no poço. Seus filhos eram muitos, Marcia, Beto, Carlos,Vera e Reginaldo. Dona Severina trabalhava de doméstica e ganhava por dia. Marcia era a filha mais velha, ficava em casa e cuidava dos irmãos menores. A menina ainda com seis anos de idade ficava em casa e tinha a obrigação de cuidar de Beto seu irmão por parte de mãe. Seu marido O Dé era um beberrão, todas as noites chegava em casa totalmente ébrio, e parece que só sabia brigar. Severina fazia tudo pra agradar seu marido. Ele porém nunca ficava satisfeito, brigava se tinha comida, quando não tinha brigava também, batia em Severina quando a comida estava quente, e se estivesse fria, jogava tudo no chão.
Severina foi uma mulher que nasceu pra sofrer, muitas vezes chorava, e não tinha ninguém para confortá-la. Eu do seu lado me sentia a pessoa mais triste do mundo. O Dedé era uma homem doente. Havia dias que chegava em casa e caía na cama de tão bêbado, todavia se houvesse qualquer barulho, acordava e dava safanões em Marcia. Ele dizia que ela não era sua filha, e batia na menina por qualquer coisa. A mãe não podia fazer nada, pois apanhava quase todos os dias. Ele porém quando estava sóbrio era bom. As  vezes a família comia  carne. No começo do mês comíamos carne de segunda, porém a única comida que tínhamos era feijão, arroz e farinha de mandióca. Isso é, quando  tínhamos. A fome era uma constante em nossas vidas.
Com o passar dos anos quando Márcia tinha 10 anos de idade e sua mãe não estava em casa, era ela quem cuidava de tudo. Era ela quem puxava a água do poço, para fazer a limpeza da casa, e dar banho nos pequenos...Beto, Carlos Vera e Naldo, que vida desgraçada era aquela! Além de passar fome, e trabalhar como se fosse uma adulta, ainda vivia apanhando. Mais um dia acabou.
Ah, um dia Marcia foi visitar sua família, e o progresso havia passado por lá. A Sabesp! Adeus poço!

A Fome

Ficheiro:Banana Flower.jpgQuando eu era pequenina, filha da fome, dormí muitas vezes sem comer. Minha pobre mãe trabalhava de doméstica e como aquele dia teve um mal súbito, ficou o dia todo na cama, e não tínhamos nada pra comer. Meus irmãos eram pequeninos e brincavam o dia todo e nem lembravam de comida. Eu pedia para as minhas vizinhas emprestar uma xícara de arroz, uma xícara de feijão, as vezes eu pedia também café. E falava:_ quando minha mãe voltar do trabalho, eu pago! E pagava mesmo.
Houve um dia que por conta da doença de minha mãe, nós fomos pra cama sem jantar. Naquele dia, fizemos uma refeiçao e bem mal feita, pela manhã. A noite minha mãe nos mandou pra cama. Meu irmão pediu comida, minha mãe falou :- Dorme meu filho, que a fome passa! O pior é que não passava, a barriga roncava de tanta fome. Fomos dormir e lá pela tres horas da manhã, um tio que trabalhava numa chácara, foi nos visitar, nos levou um cacho de bananas, estavam verdes, mais mesmo assim minha mãe nos acordou...comemos muita banana, até ficarmos saciados, depois voltamos pra cama. No dia seguinte todos chorávamos de dor na barriga, e ficamos até com diarréia.

Dinheiro Bom Pra Gastar

Eu gosto de dinheiro, porém não consigo trabalhar bem com ele. No início quando recebi o meu primeiro salário, quase fiquei doida de tanta alegria. Saí como uma maluca desnfreada e comecei a gastar, até aquele momento nunca havia visto tanto dinheiro, já que trabalhei a vida toda de doméstica ganhando grande parte da minha vida, metade de um salário. Depois passei a ganhar um salário mínimo.

Nova Nota de Dinheiro Real   2   5   10   20   50   100 reais   Fotos  2012Porém quando recebí o primeiro salário do Hospital das Clínicas fui a loucura, fiquei tão feliz que não sabia nem bem o que fazer. Então comprei roupas para os filhos, sapatos e meias para mim, comprei também o meu uniforme de atendente de enfermagem, e quando cheguei em casa, só tinha dinheiro para pagar água, luz, e fazer as compras do mês. Atrasei o aluguel, nossa, tamanha doidice eu fiz no primeiro mês. Depois mandaram a minha cesta-básica, caramba...eu nunca havia visto tanta comida! Eu filha da fome quando abrí a caixa de alimentos até chorei de tanta felicidade. No mês  seguinte me chamaram e me ofereceram um talão de cheque, um não dois. _ Mamamia eu vou endoidecer de vez! Saí como uma alucinada, nunca havia pego na mão um talão de cheques! Eu não pensava! Todas as vezes que precisava pagar algo, eu preenchia uma folha do talão de cheques e me sentia a Deusa do dinheiro. O pior de tudo era que não fazia contas, não sabia que o talão de cheques era o meu dinheiro que ainda não havia recebido, e quando ocorresse eu não teria mais dinheiro pra nada. Bem então as coisas foram piorando, e nada melhorava, e o banco Santander me chamou e me deu o primeiro empréstimo, o começou o meu inferno. Só sei dizer que estou no décimo empréstimo, estou negativada no SPC. Será que existe brasileiros que estão na mesma situação que eu? Um dia saio disso! Pelo menos agora estou conseguindo receber 70% do meu salário. Eu falo agora, eu não quero nunca mais empréstimo, nem do Santander, nem do Banco do Brasil, eu acredito que minha vida financeira está horrível e devo á esses dois bancos. Sairei desse inferno só em 2014, não aceito que nenhum banco me ofereça dinheiro, nunca mais!

Wanderléia

Era uma vez uma cadelinha muito simpática que atendia pelo nome de Wanderléia. Essa cachorrinha, foi encontrada na rua. Um senhor totalmente bêbado a encontrou, e a levou pra casa. A cadelinha foi crescendo e com os cuidados de Nenê, Beto, Carlos e Vera. Eram crianças, filhos da fome e da tristeza, que a cachorrinha servía para alegrá-los em seus dias.
Certa vez a cachorrinha ficou prenha. Quando chegou a época dela dar cria, ficou muito preocupada, afinal ela precisava encontrar um local seguro para ter os seus filhotes, corria de um lado pra outro, e sabem onde ela se escondeu? Lá, embaixo da cama de Dedé. E ficou lá quietinha tendo os filhotinhos. Nasceu seis lindos cachorrinhos, ela ficou lá curtindo os bichinhos, mal sabia que o seu porto seguro não era tão seguro assim.
E Dedé chegou, e bêbado, e sem coração, e os defensores de animais que não estavam lá, e nós crianças indefesas que não podíamos fazer nada? E Dedé ficou com muito ódio, tentava retirar a cadela debaixo da cama, más ela não queria sair. Ele então numa fúria imortal a retirou de lá, e a levou para o quintal, e a matou com enxadadas. Nós ficamos sofrendo, choramos todos os quatro abraçados. O que poderíamos fazer? Naquele maldido tempo não existia direitos do cachorro. Eu queria que ele ficasse preso na cadeia e sofresse pela morte da cachorrinha. Havia um problema, o senhor Dedé era um homem muito estranho, e apresentava um desvio de comportamento digno de um cuidado psiquiátrico. A cadelinha tinha um namorado que sempre passava no quintal. E aquele homem todas as vezes que encontrava Wanderléia namorando, dava chutes enormes na pobrezinha. As crianças ficavam muito tristes, porém o malvado não dava a mínima. Um dia Del chegou em casa com o capeta, assim falava dona Marocas a mulher de Del. E ao ver a cadelinha de namoro com um vira-lata da região bradou: _ De hoje ela não me escapa! Essa vagabunda! Tah pensando o quê? E mandou a esposa por as crianças parabarulho sinistro, e um grito horripilante, que imaginaram que saiu da boca de Wanderléia. Depois desse ocorrido a dor das crianças foi intensa, choraram dias pela provável morte da  amiga fiel. O senhor Del quando enchia a cara de pinga tinha uns momentos estranhos, oras era bom! Oras era mal!Entendo, que o Sr: Del sofría de um transtorno, era um doente psiquiátrico. que o lugar dele era internado, porém naquela época, não se falava muito nessas doenças, e depois desde quando alguém corre pra tentar ajudar pobre?

terça-feira, 17 de julho de 2012


O Quadro
O Quadro

Certa vez Anita recebeu a visita de seus amigos Gabriel e Júlia, as crianças vieram para estudar para a prova de Português. Anita pediu para esperarem na sala que iria buscar um refresco já que o calor estava insuportável. Anita foi pra cozinha e quando voltou não viu Gabriel, e Júlia estava na porta da sala observando as plantas. Anita quis saber onde estava Gabriel, más Júlia não soube explicar._Ele estava aqui agorinha mesmo! Eu não o ví passar! Bem, Anita achou que Gabriel estaria querendo pregar uma peça nas duas e foram estudar. Quando terminaram, Júlia foi pra sua casa e Anita ficou preocupada com Gabriel. Telefonou pra casa do mesmo e a mãe disse que o menino não chegou em casa. Anita ficou desesperada...como assim? Onde esse levado teria ido?
Anita chamou sua melhor amiga Amanda para brincar em sua casa. As duas corriam pra lá e pra cá no quintal. Em um certo momento Anita resolveu brincar de esconde-esconde. Anita ficou no quintal contando até dez e Amanda iria se esconder. Amanda correu e foi pra sala, pôs a mão no caminho do quadro e zupt, o quadro começou a sugar a menina para dentro dele_ Ei o que é isso? Anita entrou antes do tempo e viu os pézinhos de Amanda se batendo dentro do quadro, então os segurou e começou a puxá-los; como o quadro era muito mais forte, a menina começou a gritar: _Mãeeeeeeeeeee! Sua mãe entrou correndo na sala e imediatamente segurou os pés de sua filha. O pai de Anita nesse momento cheegava em casa, e segurou os pés de sua esposa., e foorçaaaaaaaaaaaa! E de repente todos cairam no chão da sala. Gabriel, Amanda, Anita, a mãe e o pai e qual não foi a surpresa ao verem que Gabriel estava alí cheio de saúde.
Então o menino começou a falar. _Cuidado com esse quadro! Ele é encantado! O pai de Anita pegou o quadro e pôs fogo.
O Bloger mais interessante do mundo

 Quero escrever muito, histórias para crianças, contos sobre o meu cotidiano, e tudo sobre o que minha mente for capaz de lembrar e principalmente criar. A nossa mente é um turbilhão de idéias. Todo ser é capaz de escrever. Contar histórias é típico de todas as pessoas, pois cada ser tem sua história pra contar. Ouvimos todos os dias histórias contadas, é na tv, no ônibus, no metro, em todos lugares. Temos porém que estar atentos para não perder nenhum detalhe. As melhores estão com aqueles que pensam que não tem nada pra contar. Estou feliz por poder falar sobre as histórias para criança. Em breve terei mais uma nova pra contar.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

QUEM SABE EM 2013, PODEREI VIAJAR

Todos os anos fico sonhando com a chegada das férias, porém quando a bendita chega nada dá certo. Esse ano de 2012 o meu sonho era ir para o Rio Grande do Norte, queria ficar na casa da minha amiga Juliana, curtir uma praia limpa e sossegada com a minha filha Ana, porém já no início, a receita federal me levou quatrocentos e cinquenta reais, o Coren me levou duzentos e sessenta, meu dinheiro nem bem entrou na minha conta corrente já saiu de asinhas e voou para bem longe. Tinha tantas contas pra pagar que nem sei se vou viajar nos próximos 10 anos. Eu ainda não sei o que acontece com o meu dinheiro, talvez porque sou sózinha pra tudo. Ou simplesmente porque não sei guardar dinheiro, e me pergunto...será que um dia saberei? Minha casa fica em uma área privilegiada, porém é uma casa horrível, está anos luz fora dos meus planos e sonhos. Eu não comprarei móveis para essa casa, se um dia eu possuir uma casa decente então aí sim!

A Light E A Minha Revolta

Os Maus Momentos de  Minha Vida



Em 1988, o Felipe tinha 7 meses de vida, eu estava ainda trabalhando na casa de Teresa. Morando na  Baixada do Glicério, saía de lá as 8 horas e chegava as 9 na rua Santo Amaro, subia a Conde de Sarzedas, passava pela Praça de Sé e descia o viaduto dona Paulina, entrava na Rua Maria Paula , e estava na Rua Santo Amaro, onde trabalhava de doméstica. Na verdade o prédio em que trabalhava ficava entre Maria Paula e Santo Amaro já que não me lembro o nome no momento. A pouco,  tinha me mudado pra Baixada do Glicério. Levava o meu filho comigo para o trabalho e voltava para casa só as 20:00 horas. Ao chegar no apartamento, acionei o botão pra ligar a luz...cadê a luz? Descí as escadas furiosa, perguntei ao porteiro porque, não havia luz em minha casa, o mesmo disse que a light havia cortado a luz por falta de pagamento. Fiquei tensa, e agora, minhas contas estavam em dia, não havia nenhuma conta em atraso.
_ Estou aquí com as minhas contas pagas e mesmo assím, vocês cortaram a minha energia. Eu quero que por favor religuem a minha luz! O rapaz olhou e me disse: _ Em 48 horas será religada! Então falei:
 _ como assim? Vão a minha casa, desligam a energia elétrica, e ainda tem a capacidade de dizer que vão religar em 48 horas! O homem chamou outro, e outro, e todos afirmaram a mesma coisa. Tive que parecer louca e mandei aos berros! _ Eu, que-ro- a-mi-nha luz! Com meu filho no colo, alí estava uma super mulher, sem medo, cheia de razão. O meu filho começou a chorar, digo a berrar! Eu sentei na porta da Light saquei a mama e coloquei na boca de meu filho, mas, mesmo assim ainda chorava, acho que ele sentia o quanto estava nervosa e captava a minha dor. Um homem me chamou e me explicou que eu devia 4 meses e por esse motivo a energia tinha sido cortada. Bem aí eu pirei de vez. O quê? O senhor tem coragem de me cobrar por uma energia que não consumí? Imaginem só,  pagar por outros que deixaram de pagar, mas não mesmo! .
Falei para o homem, que se ele não mandasse, que ligassem a minha luz, eu iria dormir alí com meu filho. Claro, não arredaria o pé de lá. Meu filho se pôs a chorar novamente! O homem falava, e eu  gritava, meu filho chorava na maior confusão, então saiu um chefão não sei de onde, e falou que a luz seria ligada no dia seguinte. Então berrei, que queria que a luz fosse ligada naquele momento, não queria nem saber o que eles iriam fazer, queria a minha luz e pronto, já estava até chorando também. Fui até a porta, e me sentei com o meu filho, acalmei-o e disse para todos que  não sairia , até que fosse ligada a energia da minha casa. Quero a minha luz! Já provei que não estou devendo. Não tem porque não religarem a luz hoje! O homem da Light me disse que não tinha como dar ordem para ligarem, então eu soltei:_ Como? Pra que que serve o telefone, o celular, o rádio, o raio que os parta! Vocês ligam hoje ou durmo aqui, não aceito ficar no escuro!
Bem o papo acabou, o homem chefão falou pra mim ir pra casa sossegada, que eles iriam ligar a minha luz ainda naquele dia. Eu saí  e fui visitar uma amiga, contei tudo o que havia passado, e que estava muito nervosa por ter passado maus momentos discutindo com os homens donos da luz. Quando cheguei em casa eis a minha luz! Aleluia! Se eu devo tudo bem, mais se eu não devo eu chuto o pau da barraca!

Ana Lívia, Minha Fonte


Eu Vivo Pela Minha Filha Ana
 

Minha alegria é o sorriso de Ana. Voltando lá em 2004, Artrite Reumatóide me consumindo, dores horrendas a me maltratar as articulações, o fim do namoro com Backin, o namorado que mais amei na vida, a morte da minha amada irmã, após o parto, a recém-nascida Ana saindo de alta após 40 dias de internanação. A minha preocupação: tenho que cuidar dela, sobreviverá! Minha única preocupação, apesar da dor na alma, era a melhora da bebê.
A vida foi passando e com muita dificuldade conseguí. Meus amigos do HC, os médicos e tudo mais ajudaram a transformar a saúde de minha filha. Foi internada três vezes, chorei muito com medo que ela fosse a óbito. Gritei muito, e tive grandes acessos de raiva para que ela fosse atendida, quando eu a levava ao serviço médico, principalmente quando a via cianótica e dispneica. Ah, quando minha filha estava com falta de ar, e rouxinha, eu ia ao hospital com 5 pedras na mão, grave, com febre alta, e eles não davam prioridade, então eu descía das tamancas! Infelizmente nesse País, só são respeitados, os que gritam mais alto. Se estiver no seu direito grite! Bem alto! Não escutam, quando falamos polidamente, nem nos dão atenção, porém quando gritamos...todos prestam atenção e resolvem. Bem, os maus momentos passaram. Hoje a minha Ana está bem. Passaram 8 anos. Ela está linda e cheia de vida. Eu não choro mais por causa da doença. E viva a saúde!
 O que é um prematuro ?!Quem diria, que ela iria sobreviver? E ficou linda! Minha princesa. Minha maior alegria

Conflito Interno

Medo de Perdê-los


Estou preocupada com esse meu sentimento, pois se as pessoas que amo estão felizes, eu então deveria ficar bem por estarem alegres? Não estou contente, pois acho que meus filhos escolhem qualquer coisa á minha companhia, bem é o que penso, passei um fim de ano sozinha em casa porque os dois saíram, quando reclamo dizem que não tenho amigos. O maior problema é que os criei para o mundo, porém, todavia, contudo, eu sinto falta de meus filhos. A maioria das vezes estou em casa com a minha Ana, só de pensar que em breve ela também estará com suas próprias asas, já me dá um medinho. Eu tenho amigos sim, más me recuso entrar muito na vida das pessoas, talvez por receio devido a ter quebrado a cara várias vezes. Meus filhos tem vergonha de mim. Será? Quem sabe eu não soube criá-los? Talves, se minha vida não tivesse sido tão dura no início, teria melhor forma para educá-los. Dói e muito, as vezes me peguei chorando. Sei que tem horas que passo dos limites, más o que fazer quando não se conseguiu viver a criança existente em nós um dia. O que fazer se as vezes ao voltar pra infância só encontro uma criança fazendo o papel de adulta! Será que isso não tem cura? Será que estou conflitando a mãe, a criança, e por isso os meus filhos ficam tristes comigo. Pode ser.
Eu sempre sonhei com uma casa onde houvesse uma mesa gigante e todos pudessem almoçar juntos, isso ficou na mente sonhadora.  Porque quando chego em casa, após três dia seguidos trabalhando a noite, não encontro a minha casa arrumada, da forma que deixei? Será que o descaso é castigo por eu não ter sido uma mãe presente quando precisavam de mim? Tinha que trabalhar. Dinheiro não chega sozinho em casa, temos que ir atrás dele! 
Tenho uma alegria muito grande. Quando estou com os meus pacientes fico bem. Gosto de trabalhar.
Quero que meus filhos cresçam, financeiramente. Espero que sejam felizes. Eu amo os meus filhos, espero que eles nunca esqueçam disso!