quarta-feira, 25 de julho de 2012

Tudo Tem Um Final

Em um certo dia, recebí a fatídica notícia. Sua irmã faleceu. Muita dor! A dor era tão intensa que pela maneira que eu descrevia...alguns falavam, que parecia que eu havia perdido um filho. Doía dentro do peito, sentia uma angustia interminável, e a única impressão é que nunca teria fim.
Na mesma semana que esse acontecimento triste aconteceu...desgraça pouca é bobagem! Falavam outros.
Estava namorando um homem, que era a alegria em forma de ser, e ainda por cima tinha os olhos azuis. Então na mesma semana do dia 23 de março de 2004 esse namorado, a paixão de minha vida sumiu. Isso mesmo! Sumiu sem deixar vestígio...e o pior quando eu telefonava o mesmo não atendia. Eu chorava a dor da perda da minha irmã e o o homem que eu acreditava que gostava de mim se foi também. Não, ele não morreu, simplesmente se foi. Ficamos um ano de amor, más, acabou. Eu sei de coisas, que foram contadas a mim, porém, não fui procurar a veracidade.
E ainda capengando com os chutes da vida, quem vem com toda força? A artrite reumatóide, chegou me matando. E agora?
Eu tinha que cuidar da minha filhinha que tinha acabado de nascer, e precisava de mim. Precisava reunir forças, e fui buscar a força. O trabalho foi minha força, pois foi lá que conseguí forças pra cuidar da minha filha, e pra cuidar dos sintomas da artrite. Durante um tempo cuidei dos sintomas.
Depois aconteceu um acidente horrível com o meu irmão Carlinhos. Eu o chamava carinhosamente de Tio Carlos. Ele estava voltando pra casa de minha mãe, quando colidiu a moto com um poste, ou muro, não me recordo bem agora, também haja dor! E quando toda dor tinha dado um repouso em minha alma...minha mãe também vai pra perto de Deus. Hoje estamos aquí, sentindo as saudades que apertam. Tenho saudades dos meus que se foram. Quando algum parente querido se vai, deixa a dor. Um dia a dor se vai, se transforma em saudade.

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