segunda-feira, 9 de julho de 2012

A Light E A Minha Revolta

Os Maus Momentos de  Minha Vida



Em 1988, o Felipe tinha 7 meses de vida, eu estava ainda trabalhando na casa de Teresa. Morando na  Baixada do Glicério, saía de lá as 8 horas e chegava as 9 na rua Santo Amaro, subia a Conde de Sarzedas, passava pela Praça de Sé e descia o viaduto dona Paulina, entrava na Rua Maria Paula , e estava na Rua Santo Amaro, onde trabalhava de doméstica. Na verdade o prédio em que trabalhava ficava entre Maria Paula e Santo Amaro já que não me lembro o nome no momento. A pouco,  tinha me mudado pra Baixada do Glicério. Levava o meu filho comigo para o trabalho e voltava para casa só as 20:00 horas. Ao chegar no apartamento, acionei o botão pra ligar a luz...cadê a luz? Descí as escadas furiosa, perguntei ao porteiro porque, não havia luz em minha casa, o mesmo disse que a light havia cortado a luz por falta de pagamento. Fiquei tensa, e agora, minhas contas estavam em dia, não havia nenhuma conta em atraso.
_ Estou aquí com as minhas contas pagas e mesmo assím, vocês cortaram a minha energia. Eu quero que por favor religuem a minha luz! O rapaz olhou e me disse: _ Em 48 horas será religada! Então falei:
 _ como assim? Vão a minha casa, desligam a energia elétrica, e ainda tem a capacidade de dizer que vão religar em 48 horas! O homem chamou outro, e outro, e todos afirmaram a mesma coisa. Tive que parecer louca e mandei aos berros! _ Eu, que-ro- a-mi-nha luz! Com meu filho no colo, alí estava uma super mulher, sem medo, cheia de razão. O meu filho começou a chorar, digo a berrar! Eu sentei na porta da Light saquei a mama e coloquei na boca de meu filho, mas, mesmo assim ainda chorava, acho que ele sentia o quanto estava nervosa e captava a minha dor. Um homem me chamou e me explicou que eu devia 4 meses e por esse motivo a energia tinha sido cortada. Bem aí eu pirei de vez. O quê? O senhor tem coragem de me cobrar por uma energia que não consumí? Imaginem só,  pagar por outros que deixaram de pagar, mas não mesmo! .
Falei para o homem, que se ele não mandasse, que ligassem a minha luz, eu iria dormir alí com meu filho. Claro, não arredaria o pé de lá. Meu filho se pôs a chorar novamente! O homem falava, e eu  gritava, meu filho chorava na maior confusão, então saiu um chefão não sei de onde, e falou que a luz seria ligada no dia seguinte. Então berrei, que queria que a luz fosse ligada naquele momento, não queria nem saber o que eles iriam fazer, queria a minha luz e pronto, já estava até chorando também. Fui até a porta, e me sentei com o meu filho, acalmei-o e disse para todos que  não sairia , até que fosse ligada a energia da minha casa. Quero a minha luz! Já provei que não estou devendo. Não tem porque não religarem a luz hoje! O homem da Light me disse que não tinha como dar ordem para ligarem, então eu soltei:_ Como? Pra que que serve o telefone, o celular, o rádio, o raio que os parta! Vocês ligam hoje ou durmo aqui, não aceito ficar no escuro!
Bem o papo acabou, o homem chefão falou pra mim ir pra casa sossegada, que eles iriam ligar a minha luz ainda naquele dia. Eu saí  e fui visitar uma amiga, contei tudo o que havia passado, e que estava muito nervosa por ter passado maus momentos discutindo com os homens donos da luz. Quando cheguei em casa eis a minha luz! Aleluia! Se eu devo tudo bem, mais se eu não devo eu chuto o pau da barraca!

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