sexta-feira, 20 de julho de 2012

Wanderléia

Era uma vez uma cadelinha muito simpática que atendia pelo nome de Wanderléia. Essa cachorrinha, foi encontrada na rua. Um senhor totalmente bêbado a encontrou, e a levou pra casa. A cadelinha foi crescendo e com os cuidados de Nenê, Beto, Carlos e Vera. Eram crianças, filhos da fome e da tristeza, que a cachorrinha servía para alegrá-los em seus dias.
Certa vez a cachorrinha ficou prenha. Quando chegou a época dela dar cria, ficou muito preocupada, afinal ela precisava encontrar um local seguro para ter os seus filhotes, corria de um lado pra outro, e sabem onde ela se escondeu? Lá, embaixo da cama de Dedé. E ficou lá quietinha tendo os filhotinhos. Nasceu seis lindos cachorrinhos, ela ficou lá curtindo os bichinhos, mal sabia que o seu porto seguro não era tão seguro assim.
E Dedé chegou, e bêbado, e sem coração, e os defensores de animais que não estavam lá, e nós crianças indefesas que não podíamos fazer nada? E Dedé ficou com muito ódio, tentava retirar a cadela debaixo da cama, más ela não queria sair. Ele então numa fúria imortal a retirou de lá, e a levou para o quintal, e a matou com enxadadas. Nós ficamos sofrendo, choramos todos os quatro abraçados. O que poderíamos fazer? Naquele maldido tempo não existia direitos do cachorro. Eu queria que ele ficasse preso na cadeia e sofresse pela morte da cachorrinha. Havia um problema, o senhor Dedé era um homem muito estranho, e apresentava um desvio de comportamento digno de um cuidado psiquiátrico. A cadelinha tinha um namorado que sempre passava no quintal. E aquele homem todas as vezes que encontrava Wanderléia namorando, dava chutes enormes na pobrezinha. As crianças ficavam muito tristes, porém o malvado não dava a mínima. Um dia Del chegou em casa com o capeta, assim falava dona Marocas a mulher de Del. E ao ver a cadelinha de namoro com um vira-lata da região bradou: _ De hoje ela não me escapa! Essa vagabunda! Tah pensando o quê? E mandou a esposa por as crianças parabarulho sinistro, e um grito horripilante, que imaginaram que saiu da boca de Wanderléia. Depois desse ocorrido a dor das crianças foi intensa, choraram dias pela provável morte da  amiga fiel. O senhor Del quando enchia a cara de pinga tinha uns momentos estranhos, oras era bom! Oras era mal!Entendo, que o Sr: Del sofría de um transtorno, era um doente psiquiátrico. que o lugar dele era internado, porém naquela época, não se falava muito nessas doenças, e depois desde quando alguém corre pra tentar ajudar pobre?

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