domingo, 30 de setembro de 2012

Lembranças Boas E Ruins

Gostaria muito do fundo de meu coração que algumas lembranças fossem totalmente esquecidas, más essas as piores estão latentes em meu cérebro.
Lembro de quando eu tinha 13 anos na época das músicas românticas do Elvis Preley. Eu morava em um cômodo com minha mãe, meu padrasto e meus três irmãos, Beto, Carlos e Vera. Havia uma casa com dois cômodos onde morava a irmã de meu padrasto Ana. Eu adodorava ela e a tratava como tia. A chamava de Tia Ana. Eu naquela idade tinha amigas e amigos, as vezes brincávamos de beijo, abraço, aperto de mão, e ainda inventamos o passeio no jardim.
Fazíamos uma roda e uma pessoa da turma ficava apontando:
_ É esse?  É esse? Enquanto a gente com uma venda nos olhos ia respondendo:
_ Não! Não! Não! Até que por vontade própria e nosse consentimento a pessoa que perguntava nos mostrava atravéz de um sinal que aquele era o menino que queríamos, então  pedíam para escolhermos, beijo, abraço, aperto de mão, ou passeio no jardim?
Eu adorava passeio no jardim, pois o casal saía da roda e dava uma voltinha, muito raramente saía um beijo no rosto, e de mãos dadas e morrendo de vergonha voltávamos. Eh tempo bom. Brincavamos de roda, as vezes esqueço que fui criança e adolescente devido as responsabilidades que minha família me impunha.
Lembranças que não gosto.
O dia em que meu padrasto bateu. Tomei uma surra tão grande, que fiquei com os dois olhos roxos, hoje chamo de equimose, aprendí a falar isso no curso de enfermagem. Meu padrasto, bateu, com todas as suas forças, quase me matou, e com uma vassoura. Quebrou-a em minhas costas. Minha mãe não conseguiu fazer com que, ele parasse. Acho que meu padrasto era um sádico, gostava de fazer eu sentir dor, pois quanto mais eu gritava, mais ele batia. Fiquei tão machucada e dolorida que até hoje dói, só de pensar. Não esqueço nem um detalhe daquele massacre infantil. Eu era uma criança. Não tinha maldade, não pensava em sexo, não entendia de nada.
 E fui convidada para ir a uma festinha de aniversário de uma amiga, na rua de baixo, pertinho de minha casa. Voltei 3horas da manhã e não a meia noite. E eu teria que ter retornado para casa á meia noite. Esse foi o horário estipulado pelo meu padrasto. Perdí a hora, estava tão boa a festa! Tinha tantas coisas boas pra comer! Apanhei, por ser desobediente. Foi isso que ele alegou, acreditando que era um ensinamento, me espancar. Dessa forma eu aprenderia a obedecer. Tadinho dele!

Coitado de você Dedé! Precisava de tratamento, ninguém sabia disso, eram todos ignorantes. Todos precisavam de saúde e educação. Eu sei que foi por falta de educação e por ser doente. Você está perdoado.

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