A minha intenção é falar da minha vida. Contar tudo o que me lembro desde a minha infãncia, até os dias de hoje. A vida passa e você esquece quase tudo. Entre um intervalo e outro, vão acontecendo, coisas que vale a pena relatar. Para as pessoas de sua família, para àqueles que te acham exemplo de vida. Ou simplesmente para que, entreis na imortalidade.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
O Amadurecimento
É diferente a mãe que fui ontem, para a mãe que sou agora. Quando o Felipe nasceu minhas expectativas eram outras. Estava o tempo todo preocupada com o trabalho, vivia em busca da felicidade apenas no trabalho, não conseguia pensar na família no financeiro. Também naquela época, eu estudava. Tinha a minha casa, o meu filho, o marido, o curso de auxiliar. Eram tantas coisas, que a minha cabeça era fraca para entender. Eu queria ter a sabedoria de hoje naquele tempo. Poxa! Se eu pensasse ontem como penso agora, eu seria uma pessoa equilibrada financeiramente falando. Eu entro nesse assunto, porque já me deixou noites revirando na cama, eu buscava uma solução, mais não conseguia articular, seja lá com quem fosse. Estou feliz agora que poderei contar com o meu filho. Sei que poderemos ir longe. Conversar com os credores é uma ótima solução, só me dei conta agora, não é um bicho de sete cabeças. Também sei, que o que quero é preparar os meu filhos para poderem viver sem mim. No calabouço em que me encontrava, não era mais possível continuar vivendo, mesmo porque não era vida, eu estava vegetando. É triste, trabalhar o mês inteiro, e no final, não conseguir arcar com as contas devido o mal cuidado do dinheiro. Acredito ter achado a solução para o meu problema. Que bom que não preciso do show da vida, para me auxiliar. Queridos filhos, espero que realmente consigamos viver melhor, sem medo do futuro.
sábado, 16 de julho de 2011
O Hospital
Com 20 anos eu trabalhava na casa de Dona Albina, eu era acompanhante da Dona Maximina uma linda idosa.
A dona Albina pagava um convênio para mim na época que se chamava CLAM, era do grupo Silvio Santos. Era um ótimo convênio. Tinha um carocinho na mama esquerda, e estava me deixando preocupada, pois eu tinha dor. Era uma discreta dor mais eu estava com muito medo medo. Fui ao médico e após exames detectaram um nódulo. Contei para a dona Albina, e ela me disse para eu não me preocupar. Falou também que se eu tivesse que operar ficaria comigo, que eu não iria ficar sózinha no hospital. Um mês depois veio a notícia inesperada:_ Você sofrerá uma intervenção cirúrgica! Fiquei com tanto medo! Preparei tudo e me internei. Dona Albina esteve o tempo todo ao meu lado. Na internação a Dona Albina estava comigo, me deu segurança a sua presença. Quando eu estava em cima da maca e preparada para ir para o centro cirúrgico, dona Albina pegou em minha mão, e disse:_ Boa sorte! Tudo dará certo! Eu estarei aqui quando você voltar da cirurgia. E eu falava pra ela: Me perdoe se fiz algo errado pra senhora. Eu sei que vou morrer. Ela ria e falava: _ Fiteira! E fui. Quando acordei estava no meu quarto com a minha acompanhante. Já tinha acontecido a cirurgia e não vi nada. Estava alí agora me levantando para ir ao banheiro, e ela me ajudava. Dona Albina a mãe que eu queria para mim. Nada demais, só um nódulo benigno. Foi isso, que o médico falou.
A dona Albina pagava um convênio para mim na época que se chamava CLAM, era do grupo Silvio Santos. Era um ótimo convênio. Tinha um carocinho na mama esquerda, e estava me deixando preocupada, pois eu tinha dor. Era uma discreta dor mais eu estava com muito medo medo. Fui ao médico e após exames detectaram um nódulo. Contei para a dona Albina, e ela me disse para eu não me preocupar. Falou também que se eu tivesse que operar ficaria comigo, que eu não iria ficar sózinha no hospital. Um mês depois veio a notícia inesperada:_ Você sofrerá uma intervenção cirúrgica! Fiquei com tanto medo! Preparei tudo e me internei. Dona Albina esteve o tempo todo ao meu lado. Na internação a Dona Albina estava comigo, me deu segurança a sua presença. Quando eu estava em cima da maca e preparada para ir para o centro cirúrgico, dona Albina pegou em minha mão, e disse:_ Boa sorte! Tudo dará certo! Eu estarei aqui quando você voltar da cirurgia. E eu falava pra ela: Me perdoe se fiz algo errado pra senhora. Eu sei que vou morrer. Ela ria e falava: _ Fiteira! E fui. Quando acordei estava no meu quarto com a minha acompanhante. Já tinha acontecido a cirurgia e não vi nada. Estava alí agora me levantando para ir ao banheiro, e ela me ajudava. Dona Albina a mãe que eu queria para mim. Nada demais, só um nódulo benigno. Foi isso, que o médico falou.
Um Homem do Mal
E tive infância? Não me lembro de brincadeiras quando criança, não me lembro de dias felizes, não tenho recordações de festa de aniversário. Minha infância foi de fome, dor, tristeza, e muito choro. Eu tinha um padrasto que me odiava. Hoje eu acredito que quando ele olhava pra mim, pensava: essa menina é o homem que a minha mulher teve antes de mim. Só pode ser isso, porque nada difere disso, nem explica tanta maldade.
Quando nasceu o meu irmão José Roberto, as coisas ficaram piores para o meu lado. Ele dizia, que agora tinha seu filho. Eu parecia um cachorrinho, vivia triste, era difícil ganhar um carinho mesmo da minha mãe, que tinha os olhos o tempo todo voltado, para a criança e para o seu amor. O meu padrasto era etilista crônico, todos os dias, ingeria pinga pura, bebia até cair, e quando isso acontecia, saía do bar e seguia para casa, onde atormentava toda a família. Chegava em casa como se fosse UM Diabo, batia na minha mãe, e eu não podia fazer nada, se eu derrubasse uma tampa de panela no chão, um tabefe chegava na cabeça. Ele me espancava por qualquer coisa. Morávamos numa casa pequena, lá no Jardim Mírian. Tínhamos vários vizinhos, já que pra mim parecia um cortiço. Era uma confusão a minha casa, pois todas as vezes que meu padrasto chegava totalmente bêbado, começava uma briga, oras porque a comida estava quente, oras porque a comida estava fria, oras, porque não tinha carne, oras, porque tinha só ovo. Qualquer motivo, era motivo para o início de uma briga, ele queria confusão. E eu só chorava, as vezes ficava em um cantinho desejando a morte do infeliz.
Quando nasceu o meu irmão José Roberto, as coisas ficaram piores para o meu lado. Ele dizia, que agora tinha seu filho. Eu parecia um cachorrinho, vivia triste, era difícil ganhar um carinho mesmo da minha mãe, que tinha os olhos o tempo todo voltado, para a criança e para o seu amor. O meu padrasto era etilista crônico, todos os dias, ingeria pinga pura, bebia até cair, e quando isso acontecia, saía do bar e seguia para casa, onde atormentava toda a família. Chegava em casa como se fosse UM Diabo, batia na minha mãe, e eu não podia fazer nada, se eu derrubasse uma tampa de panela no chão, um tabefe chegava na cabeça. Ele me espancava por qualquer coisa. Morávamos numa casa pequena, lá no Jardim Mírian. Tínhamos vários vizinhos, já que pra mim parecia um cortiço. Era uma confusão a minha casa, pois todas as vezes que meu padrasto chegava totalmente bêbado, começava uma briga, oras porque a comida estava quente, oras porque a comida estava fria, oras, porque não tinha carne, oras, porque tinha só ovo. Qualquer motivo, era motivo para o início de uma briga, ele queria confusão. E eu só chorava, as vezes ficava em um cantinho desejando a morte do infeliz.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Meu Filho...Felipe!
Quando ele nasceu, a vida sorria para mim, eu estava no auge da paixão com o meu marido. Passávamos até 8 horas se curtindo. Eu era doente por meu marido. Ele nem tanto. O que fazia bem era amor. Eu era doméstica. Quando o Felipe nasceu eu fiquei um mês em casa, depois fui trabalhar, levava ele comigo, minha patroa era a neta da dona Maximina, a senhora com a qual trabalhei 11anos, e só a deixei porque ela morreu. O nome dela era Teresa. Ela é médica, especialista em doenças infecciosas, e também uma ótima amiga. Me ajudou muito. Eu cuidava da casa dela, e cuidava do Felipe, que era um chorão. Chorava o dia todo. Espertinho...só ficava quieto, quando eu o colocava no babybag, e deixava grudado nas minhas costas. Enquanto eu arrumava a casa ele acompanhava tudo com o olhar. Ele dormia placidamente, enquando eu lavava. passava e cozinhava. E quando eu o botava na cama ele gritava, berrava, alucinado, parecia que estavam matando! Gritava muito, eu botava ele no colo, dava o peito. Mamava até não querer mais. Só não queria ficar na cama, eu o colocava na cama e ficava com o corpo encostado nele, e ele dormia. Eu colocava uma almofada nas costas dele, e saía. Era o tempo de descer as escadas, e lá estava o Felipe se esgoelando. Mamamia! Como o Felipe chorava. Só queria ficar no peito ou no colo. Ele mamou três anos. Quando a Nádia Nasceu, pensa que ele parou de mamar? Que nada, ele pegava um peito e a Nádia pegava o outro. E eu parecia que ia morrer. A Patricia morou comigo. Ela foi a irmã que mais me ajudou.
Enquanto eu amamentava gritava:
_ Patricia...pelo amor de Deus me dá água! Esses dois vão me matar!!! ahahahahahahah. Era fogo!Meus filhos mamavam. Eu emagrecia. Pesava 49 kg, com 1.63. Parecia uma caveira. Quando estava na rua e aparecia um pé de -de-vento, tinha medo. Me falavam. O vento vai te levar! Nossa! Como você está magra!
Enquanto eu amamentava gritava:
_ Patricia...pelo amor de Deus me dá água! Esses dois vão me matar!!! ahahahahahahah. Era fogo!Meus filhos mamavam. Eu emagrecia. Pesava 49 kg, com 1.63. Parecia uma caveira. Quando estava na rua e aparecia um pé de -de-vento, tinha medo. Me falavam. O vento vai te levar! Nossa! Como você está magra!
- Eu só tinha o couro e o osso, e os peitos enormes. Minha mãe dizia: Meu Deus! Como essa menina tah magra! Precisa comer! Eu comia muito, más parece... que eles me sugavam toda a minha comida pelos bicos do peito. Eles mamavam, e eu trabalhava. A Paty ajudava arrumar a casa. E a noite ela ia pra escola. O meu marido trabalhava na General Motors do Brasil. Fui pro Hospital das Clínicas em 1989.
Minha Filha Nádia Cristina
O seu nascimento foi esperado, e não deu trabalho para nascer. Senti uma pequena cólica pela manhã, então falei para o meu marido, vou esperar o momento certo, para ir ao hospital. Quando chegar lá, quero que tirem a minha filha rápido. Não quero sofrer como do primeiro parto! E foi assim mesmo. Como eu havia planejado. Fiquei o dia todo em casa, aguardando a hora. Quando foi as 21:00horas senti uma dorzinha, tipo(cólica), e veio mais uma e outra, em um intervalo de 10 minutos. Liguei pra minha ginecologista, pois naquela época eu tinha um ótimo convênio. A mesma pediu para que eu fosse esperá-la, no Hospital Santa izabel, lá na Santa Cecília. Ao chegar, já fui recebida pela médica que me aguardava. Foi o tempo de verificarem os sinais vitais e me levarem para o centro cirúrgico, a médica rompeu a bolsa, me ligaram um soro, e a Nádia nascia, dia 2 de julho de 1992. Que coisinha bonitinha, tão fofinha. A médica falou:_ é a criança que tem o nariz mais bonito do berçário! Eu fiquei muito feliz.
Minha felicidade estava completa, eu sempre sonhei com dois filhos. E eu queria um casal. Já tinha o Felipe com 2 anos de idade. Agora eu tinha duas crianças. Eu já trabalhava no HC. Agora precisava arranjar creche para a minha filhinha. Ela não queria pegar o peito, porém com muito esforço consegui que ela pegasse. E mamou 9 meses. Era um doce de criança. Só chorava quando estava com fome ou com as fraldas sujas, caso contrário, ficava quietinha no berço.
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