Quando ele nasceu, a vida sorria para mim, eu estava no auge da paixão com o meu marido. Passávamos até 8 horas se curtindo. Eu era doente por meu marido. Ele nem tanto. O que fazia bem era amor. Eu era doméstica. Quando o Felipe nasceu eu fiquei um mês em casa, depois fui trabalhar, levava ele comigo, minha patroa era a neta da dona Maximina, a senhora com a qual trabalhei 11anos, e só a deixei porque ela morreu. O nome dela era Teresa. Ela é médica, especialista em doenças infecciosas, e também uma ótima amiga. Me ajudou muito. Eu cuidava da casa dela, e cuidava do Felipe, que era um chorão. Chorava o dia todo. Espertinho...só ficava quieto, quando eu o colocava no babybag, e deixava grudado nas minhas costas. Enquanto eu arrumava a casa ele acompanhava tudo com o olhar. Ele dormia placidamente, enquando eu lavava. passava e cozinhava. E quando eu o botava na cama ele gritava, berrava, alucinado, parecia que estavam matando! Gritava muito, eu botava ele no colo, dava o peito. Mamava até não querer mais. Só não queria ficar na cama, eu o colocava na cama e ficava com o corpo encostado nele, e ele dormia. Eu colocava uma almofada nas costas dele, e saía. Era o tempo de descer as escadas, e lá estava o Felipe se esgoelando. Mamamia! Como o Felipe chorava. Só queria ficar no peito ou no colo. Ele mamou três anos. Quando a Nádia Nasceu, pensa que ele parou de mamar? Que nada, ele pegava um peito e a Nádia pegava o outro. E eu parecia que ia morrer. A Patricia morou comigo. Ela foi a irmã que mais me ajudou.
Enquanto eu amamentava gritava:
_ Patricia...pelo amor de Deus me dá água! Esses dois vão me matar!!! ahahahahahahah. Era fogo!Meus filhos mamavam. Eu emagrecia. Pesava 49 kg, com 1.63. Parecia uma caveira. Quando estava na rua e aparecia um pé de -de-vento, tinha medo. Me falavam. O vento vai te levar! Nossa! Como você está magra!
- Eu só tinha o couro e o osso, e os peitos enormes. Minha mãe dizia: Meu Deus! Como essa menina tah magra! Precisa comer! Eu comia muito, más parece... que eles me sugavam toda a minha comida pelos bicos do peito. Eles mamavam, e eu trabalhava. A Paty ajudava arrumar a casa. E a noite ela ia pra escola. O meu marido trabalhava na General Motors do Brasil. Fui pro Hospital das Clínicas em 1989.
Nenhum comentário:
Postar um comentário