A minha intenção é falar da minha vida. Contar tudo o que me lembro desde a minha infãncia, até os dias de hoje. A vida passa e você esquece quase tudo. Entre um intervalo e outro, vão acontecendo, coisas que vale a pena relatar. Para as pessoas de sua família, para àqueles que te acham exemplo de vida. Ou simplesmente para que, entreis na imortalidade.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
O Dia Que Meu Cachorro Caiu No Poço
Bidú, era um cachorrinho vira-lata pretinho que tínhamos, eu amava aquele bichinho, ele me acompanhava para todos os lugares, as vezes eu ficava triste, pois não tinha nada pra dar para o coitadinho comer. E pensava: _ Não temos comida nem pra nós, nem pro cachorro! Meu padastro dava chutes no cachorrinho. O nosso cachorro era bem sapeca, e estava sempre feliz. Minha mãe falava que ele ficava sempre assim porque ele não sabia o preço do feijão.
Uma vez, Bidú estava na rua, cachorro de pobre vive na rua, ainda mais o nosso, não tinha comida em casa, acho que ele saia para caçar. Outro dia chegou com um rato na boca. Ficamos horrorizados, mais ele estava feliz, abanava o rabo e as orelhas.
Uma vez, o Bidú foi levado pelo homem da carrocinha. Eu saí como uma alucinada em desandada carreira, corrí chorando atras do caminhão, e pedi para o homem: _ Solta meu cachorro por favor! O homem ao ver os meus olhos cheios de lágrimas soltou Bidú. O nosso cachorrinho era muito amado!
O Poço
O dia em que Bidú caiu no poço. Não sei quem foi que deixou o poço aberto? So sei que escutei um Chuáá! E depois latidos. Corrí para o quintal quando me deparei com o poço aberto, fiquei em pânico quando percebí que nosso cachorrinho Bidù havia caído dentro do poço. Que tristeza a minha, e agora, pensava, minha mãe vai me matar! Eu apanhava por qualquer coisa, imagine se meu padrasto visse que eu tinha derrubado o cachorro no poço! Lá embaixo, dentro do poço estava Bidú, balançando o rabinho, feliz da vida ao me ver. Latía, não sei se de medo ou de preocupação. Eu e meus irmãos ficamos gritando com o cachorro, queríamos que ele nos entendesse. Gritávamos para que ele entrasse no balde. _ Mais que cachorro burro! Ele não entende, teremos que descer até o fundo do poço! Descemos um balde para dentro do poço. Teríamos que fazer o cachorro entender que queríamos que ele entrasse no balde, para podermos puxá-lo para fora. Bidú, latía um latido engraçado, parecia mais uma lamentação. Então depois de muito insistir com ocachorro e ele não entender, eu mesma resolví descer no poço. Com muito medo pedí para os meus irmãos me descerem. Falei para eles que se eles soltassem a corda eu poderia morrer. Então eles me desceram com muito cuidado. Chegando lá dentro do poço, sentí que a água do poço era geladinha e o cheiro de terra molhada ficou como que impregnada em minhas narinas e em minha mente. Peguei o cachorro no colo e gritei: _Me puxem! E eles me puxaram para cima, e o Bidú ficou feliz. E nós comemoramos pelo Bidú estar vivo. Foi uma aventura!
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