Tenho uma imensa alegria, a Ana Lívia. Quando minha irmã se foi, pediu para que eu cuidasse de sua filha. E eu serei a sua verdadeira mãe. A amo, como se só ela existisse na minha vida
Amo também os outros filhos, o Felipe e a Nádia. Engraçado falar da Nádia. Quando ela era pequeni-
na, eu achava que ela não gostava de mim. Ela nunca me abraçava. Eu achava que ela só gostava do pai. Eu
descobri que ela me amava, e que sentia a minha falta, quando eu tive que passar por uma cirúrgia, e ela ficou doente. Ela teve febre de saudades, como pode isso? Eu pareço uma bobona, tenho ciúmes mortal dos meus filhos, principalmente da Ana. Eu queria que a Nádia fosse mesmo morar com o pai dela. Hoje não quero mais. Queria ficar ao lado dos três filhos, até o último dia de vida, não quero mais. Quero meus filhos felizes, e que consigam tudo que eu não consegui. Quero que o Felipe vá morar no Canadá, que a Nádia aprenda Inglês e vença na vida. Vou cuidar da minha filhinha Ana, até que eu durma para sempre. Hoje abri a minha cabeça para o mundo. E se eu tivesse uma chance para sair do País, eu também iria. Amo o Brasil, porém acredito que tudo poderia ser diferente. A cultura deveria estar mais inserida nas vidas ddas crianças, e dos jovens.
A minha intenção é falar da minha vida. Contar tudo o que me lembro desde a minha infãncia, até os dias de hoje. A vida passa e você esquece quase tudo. Entre um intervalo e outro, vão acontecendo, coisas que vale a pena relatar. Para as pessoas de sua família, para àqueles que te acham exemplo de vida. Ou simplesmente para que, entreis na imortalidade.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
terça-feira, 28 de junho de 2011
NOS DIAS DE HOJE.
Semana dificil. Problemas financeiros, dinheiro contado. E o pior, a doença perseguindo a todos. Quando não é isso, é a dor. Em 2004 descobriram no Hospital das Clinicas, que tenho uma doença incurável. A Artrite Reumatóide, desde lá venho sofrendo muito. No começo as dores eram violentas. Eu acordava pela manhã com as articulações travadas. A dor era tão intensa, que eu nem conseguia me levantar da cama. Houve um dia, em que a minha filha Nádia, teve que me dar banho, pois com a mobilidade reduzida, não conseguia, nem tomar banho sózinha. E houve várias vezes que eu não conseguia por o sutiã, ou vestir a blusa. Isso é muito triste. Imagine para uma auxiliar de enfermagem, ter que passar o dia, na cama. E os corticóides que nos fazem ficar com a cara de lua cheia. Estou com 51 anos, tenho dores constantes. Espero mais alguns anos para a minha aposentadoria. Estou agora na Terapia do Movimento. Essa terapia é uma lei acreditada por mim. Eu acredito que quanto mais movimento, melhor. Todos os dias acordo ainda com dor, não tomo medicação, porque a Artrite não tem cura. Hoje estou com uma dor imensa. Tenho que ir trabalhar. Preciso aguentar essa dor, que me incomoda, pois daqui a pouco estarei livre. As vezes brinco com o pensamento e a dor some. E a dor compartilhada não é dor diminuída. Porém o movimento ajuda a diminuir a dor. Então Viva o Movimento!
domingo, 12 de junho de 2011
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Quando Peguei a Ana
Tomei á minha filha nos braços e fui pra casa de minha mãe. Lá tinha muitas roupinhas que a Patricia havia conseguido com as pessoas que tanto amavam a Vera. A Paty é uma irmã que amo muito. Foi uma festa, todos estavam esperando que a criança ficasse com eles na casa da minha mãe. Então eu disse á eles que ela não poderia ficar lá, pois havia prometido á minha irmã, que cuidaria da criança. E também prometí à própria criança, que eu seria uma boa mãe pra ela. Houve um rebuliço, a minha irmã caçula fez umas manhas, para ficar com a criança, más eu ganhei. Peguei tudo o que tinham comprado para a criança e fui com ela pra vila Santa Isabel. O bairro onde morava com os meus outros filhos, Felipe e Nadia. E agora? Como ia cuidar? Estava triste, meu coração partido de dor, e saudades da minha irmã Vera. Estava alí com a filhinha dela nos braços e um monte de perguntas no ar. Meus filhos Felipe e Nádia eram jovens, e eu agora com uma recém nascida em casa. Meus filhos não gostaram da idéia, más aceitaram, a minha opinião.
Agora urgente, teria que arrumar uma pessoa de confiança para cuidar da bebê, quando eu estivesse trabalhando. A final ela era uma recém nascida e doente, não poderia ficar com os meus filhos eles não saberiam cuidar corretamente.
Ela era fraquinha e magrinha. Os médicos me indicaram dar para ela leite Nan. Todo o leite que eu dava, ela vomitava.Tinha horas que eu pensava que ela ia morrer, pois vomitava o tempo todo. Todos os dias fazia massagens, e conversava muito com ela. colocava músicas para ela ouvir. Ela tinha também bronquite. E as crises eram violentas. Ainda bem que a minha chefe do HC, foi boa comigo, me deu alguns dias para eu cuidar da nenen. E me deu tempo, para eu conseguir uma babá. Escolhí uma pessoa que morava pertinho da minha casa. Seu nome Marcia. Foi uma pessoa maravilhosa. Eu não saberia viver sem o auxílio da Marcia. Foi uma grande aliada em minha vida.
Agora urgente, teria que arrumar uma pessoa de confiança para cuidar da bebê, quando eu estivesse trabalhando. A final ela era uma recém nascida e doente, não poderia ficar com os meus filhos eles não saberiam cuidar corretamente.
Ela era fraquinha e magrinha. Os médicos me indicaram dar para ela leite Nan. Todo o leite que eu dava, ela vomitava.Tinha horas que eu pensava que ela ia morrer, pois vomitava o tempo todo. Todos os dias fazia massagens, e conversava muito com ela. colocava músicas para ela ouvir. Ela tinha também bronquite. E as crises eram violentas. Ainda bem que a minha chefe do HC, foi boa comigo, me deu alguns dias para eu cuidar da nenen. E me deu tempo, para eu conseguir uma babá. Escolhí uma pessoa que morava pertinho da minha casa. Seu nome Marcia. Foi uma pessoa maravilhosa. Eu não saberia viver sem o auxílio da Marcia. Foi uma grande aliada em minha vida.
Enfrentando o Hospital Zona Sul.
Em 23de março de 2004, a minha irmã Vera Lúcia, deixou essa vida, más deixou uma linda sementinha, Ana Lívia. Imaginem a minha dor, acabei de perder a minha irmã, e ainda tendo que ir todos os dias no Hospital Zona Sul. Sim, porque minha irmã faleceu, más deixou sua filhinha que ficou entre a vida e a morte. Cheguei ao hospital, me apresentei como irmã da mãe da criança, e como apartir daquele momento: seria á mãe da recém-nascida. A criança era bem pequenina, tinha que ficar no hospital para ganhar peso. Seus bracinhos pareciam gravetos, bem fininhos, ela era tão bonitinha, á amei desde aquele primeiro momento. E eu disse á mim mesma: _ Eu havia prometido á minha irmã! Vou cuidar com muito amor dessa criança! Fique em paz minha irmã!
A criança nasceu com anóxia, com baixo peso, e pela dificuldade para respirar, ficaria internada até melhorar. Recebia alimento por uma sonda e ficava em uma isolete (berço aquecido).
Todos os dias eu a visitava. Ficava com ela, conversava, dizia que eu seria uma boa mãe, para ela. Que compraria roupinhas, que iria comprar um bercinho, e que em breve iria pra casa comigo. Durante as minhas visitas briguei várias vezes com o pessoal da portaria. Muitas vezes me perguntavam o que eu era da criança, e eu respondia que era a tia. Então me falavam que eu não poderia visitar, que só a mãe podia subir, pois lá era uma UTI. Eu ficava possessa e gritava: como eu não poderia ver a minha sobrinha? Ela só tinha á mim! Vocês mataram a mãe dela! Nossa que forte, né! Más naquele momento eu estava triste, chorando, e vinham ainda me cutucar. O que queriam? Uma certa vez, pedi pra falar com a Assistente Social. Eu disse á ela que eles precisavam fazer as coisas direito, que assim, não poderia continuar, pois todas as vezes que eu ia visitar a minha sobrinha, era uma briga. Que eu trabalhava no Hospital das Clínicas, ficava 12 horas no plantão. Não podia ficar perdendo tempo com encrencas. Eles que resolvessem logo. Enfim fizeram uma autorização para que eu pudesse entrar, e acabaram os problemas. Agora eu ia todos os dias visitar a criança, e esperava que ela ganhasse peso logo, para eu tirá-la daquele lugar. Tive que obter uma autorização do pai da criança para levá-la comigo.
Ele era casado e tinha vontade de levar para a casa dele, más eu disse á ele que a minha irmã pediu em vida, para eu cuidar da filhinha dela, e que ele não iria levá-la. Ele concordou mais ou menos comigo.
Os dias foram passando e a criança, foi ganhando peso, ficando fortinha. Tiraram a sonda., porém ainda estava no oxigênio. Estava ficando lindinha. E eu cada vez mais apaixonada.
A criança nasceu com anóxia, com baixo peso, e pela dificuldade para respirar, ficaria internada até melhorar. Recebia alimento por uma sonda e ficava em uma isolete (berço aquecido).
Todos os dias eu a visitava. Ficava com ela, conversava, dizia que eu seria uma boa mãe, para ela. Que compraria roupinhas, que iria comprar um bercinho, e que em breve iria pra casa comigo. Durante as minhas visitas briguei várias vezes com o pessoal da portaria. Muitas vezes me perguntavam o que eu era da criança, e eu respondia que era a tia. Então me falavam que eu não poderia visitar, que só a mãe podia subir, pois lá era uma UTI. Eu ficava possessa e gritava: como eu não poderia ver a minha sobrinha? Ela só tinha á mim! Vocês mataram a mãe dela! Nossa que forte, né! Más naquele momento eu estava triste, chorando, e vinham ainda me cutucar. O que queriam? Uma certa vez, pedi pra falar com a Assistente Social. Eu disse á ela que eles precisavam fazer as coisas direito, que assim, não poderia continuar, pois todas as vezes que eu ia visitar a minha sobrinha, era uma briga. Que eu trabalhava no Hospital das Clínicas, ficava 12 horas no plantão. Não podia ficar perdendo tempo com encrencas. Eles que resolvessem logo. Enfim fizeram uma autorização para que eu pudesse entrar, e acabaram os problemas. Agora eu ia todos os dias visitar a criança, e esperava que ela ganhasse peso logo, para eu tirá-la daquele lugar. Tive que obter uma autorização do pai da criança para levá-la comigo.
Ele era casado e tinha vontade de levar para a casa dele, más eu disse á ele que a minha irmã pediu em vida, para eu cuidar da filhinha dela, e que ele não iria levá-la. Ele concordou mais ou menos comigo.
Os dias foram passando e a criança, foi ganhando peso, ficando fortinha. Tiraram a sonda., porém ainda estava no oxigênio. Estava ficando lindinha. E eu cada vez mais apaixonada.
- Chegou o dia. Ela estava de alta. Quando entrei no hospital tudo era diferente. Agora eu já era á mãe da nenen. Só que na alta eu precisava da autorização do pai, para sair com a criança do hospital. Telefonei para ele e fiquei uma três horas esperando. Nossa, eu estava apavorada, com receio que ele não me deixasse levá-la comigo. E quando ele chegou e assinou á autorização, foi uma festa no meu coração.
Artrite Reumatóide: Geriatria Sair ou Ficar
Artrite Reumatóide: Reumatismo e o Inverno. A dor começa quando você abre os olhos, e tenta se movimentar, as mãos estão travadas, suas articulações estão como uma fechadura inferrujada. Eu já tentei por duas vezes mudar de setor. Pedi para a minha chefe me transferir para um lugar que fosse menos pesado. Afinal, a Geriatria para uma pessoa com o meu problema de saúde, não é indicado. A chefe da Divisão de enfermagem Dona Cristina, falou que não existe lugar leve dentro do hospital. Eu sei que é má vontade de todos. Mostrei uma carta da médica pro serviço médico me disseram que tenho que ter um laudo, pedi um laudo pra minha reumatologista, e a mesma colocou no papel (provável diagnóstico de artrite reumatóide), eles não aceitaram. Eu trabalho com grande esforço, tenho dores horríveis dia e noite. Fazem 2 anos que não tomo medicação para a doença, desde não faziam mais nenhum efeito positivo, só negativo, foi que eu desisti. Estou agora nesse inverno com muita dor. Trabalho bastante, porque preciso. A minha terapia para enganar a dor é o movimento. Cada vez me movimentando mais. Já aprendi a conviver com a dor, pelo menos meus órgãos vitais agradecem, por não me encher de medicação. Eu amo demais trabalhar na geriatria, que pena que tenho que sair.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
A Grande Dor.
- Estava eu na minha casa, quando senti um sopro no ouvido. Foi um estranho vento. Pensei nossa, mas o que é isso? Derepente a minha irmã Patricia veio me visitar, e me contou que a Vera estava internada no Hospital Zona Sul. Me disse assim: Má ela está grave. Ontem fomos vê-la. Ela está edemaciada, com hipertensão arterial, e sofre com falta de ar. Eu perguntei porque ela não foi para o Hospital das Clínicas. e a Paty me respondeu que não deu tempo. E assim eu ainda estava pensando, sobre... quando o telefone toca: a vóz do outro lado me disse: oi Má tudo bem? Eu nem esperei ela falar mais nada, senti uma ângustia tão grande. E naquele dia 23 de março de 2004 minha irmã Vera Lúcia morria de parto.
A visita.
Naquele dia, parece que ela chegou, só para se despedir. Veio com os filhos, me contou que seu coração estava transbordando de tanta dor. Falou muito do homem que ela amava ,e que lhe prometeu um porto seguro, porém no momento que soube da gravidez, lhe jogou um balde de água fria na cabeça. Sua dor era muito grande. Veio passar uns dias na minha casa para espairecer. Fomos no banco e ela pegou o dinheiro da bolsa família. Estava com muita vontade de comer frango e salada de cenoura, que segundo ela só eu sabia fazer. No largo do Carrão ela me falou assim...do nada...Má, se eu morrer, você cuida da minha criança! Eu sei que você será uma boa mãe pro meu filho, pois você cuida muito bem dos seus.
Lhe respondi que sim, que eu cuidaria, más que ela parasse de falar bobagens. Minha irmã, a querida Vera Lúcia estava gràvida de seis meses. Assim se passaram seis dias. Naquela tarde depois do almoço ela foi embora, para casa da minha mãe. E eu jamais pensei que iria ser mãe novamente. Afinal eu ja tenho uma certa idade tenho dois filhos jovens e não queria mais filho.
Lhe respondi que sim, que eu cuidaria, más que ela parasse de falar bobagens. Minha irmã, a querida Vera Lúcia estava gràvida de seis meses. Assim se passaram seis dias. Naquela tarde depois do almoço ela foi embora, para casa da minha mãe. E eu jamais pensei que iria ser mãe novamente. Afinal eu ja tenho uma certa idade tenho dois filhos jovens e não queria mais filho.
domingo, 5 de junho de 2011
Vera, Minha Irmã Fan, Nunca A Esquecerei
Estamos em 2004. Em fevereiro desse ano recebi a visita da minha irmã querida. Vera Lúcia, e os dois sobrinhos, Rafael e Jeferson. Ficaram quase uma semana na minha casa, na vila Santa Isabel. Minha irmã estava grávida, e estava passando por maus pedaços na casa de minha mãe. Me disse que a outra irmã, a caçula da família a estava maltratando muito. Me falou que queria ficar alguns dias em minha casa, queria pensar na vida, denotava uma tristeza no olhar. Durante sua estadia em minha casa fiz tudo para que ela ficasse melhor. Todos os dias caminhávamos, levávamos as crianças para passear na Praça Sampaio Vidal. Minha irmã estava com uma tristeza de dar dó, me disse que não sabia o que fazer com o Nenê que estava esprando e que a irmã havia dito que quando ela tivesse o nenê teria que arranjar um lugar pra ficar, que na casa de minha mãe ela não poderia ficar. e disse também ou a Vera ou ela. Isso ela me relatou aquele dia. Eu falei pra ela que tudo daria certo. Me pediu para fazer um frango pra ela comer, e me confidenciou que estava com muita vontade d comer o frango que só eu sabia fazer. Eu fiz com prazer o frango mais delicioso do mundo, e ela comeu feliz. Ficou quase uma semana comigo.
Estávamos indo ao mercado quando do nada ela me pediu:
_ Marcia, se acontecer aluma coisa de ruim comigo, você cuida de meu bebê! Sabe, eu sei que você cuida bem dos seus filhos! Eu confio que se eu vier a falecer você será uma boa mãe pra minha criança. Então eu lhe respondí.
_ Credo Vera, pára de falar bobagens! Você não vai morrer!
E ela insistiu:
Sabe Marcia, se você não quizer cuidar, pode dar pra Tia Anália que tem melhores condições de vida, mas eu prefiro que fique com você!
Daquele momento em diante eu saberia do fundo do meu coração, que se minha querida irmã falecesse eu iria dar a minha vida pela criança dela.
Dia 23 de março de 2004 as 17:00horas, a Paty veio me visitar e me falou que a minha irmã Vera estava muito mal, nquele hospital do capeta, o Regional Sul de Santo Amaro. Eu havia dito que visitaria ela no dia seguinte, pois como sempre, estava cansada por ter saido naquele dia do plantão.
Eis que o telefone toca e vóz que falava era de uma conhecida de minha mãe que nunca havia telefonado antes. E o meu coração de irmã já sentiu que era má notícia.
E comunicou que minha irmã Vera havia acabado de falecer. Meu chão caiu. Fiquei estranha. Não acreditei. Uma angustia muito grande tomou conta do meu ser. E nem pensei que em breve eu assumiria mais uma vez o papel de mãe.
Fui lá no Jardim Angela, fui conversar com os meus irmãos e mãe. Preparamos tudo e no dia seguinte foi o enterro de minha doce irmã.
Depois de tudo fui ao hospital para assumir a minha sobrinha querida que estava entre a vida e a morte na UTI neonatal. Desde a primeira vez que vi aquela vida, eu disse serás minha filha! Te amarei para sempre. Prometi a minha irmã que cuidaria de ti. Pode ficar tranquila! Minha irmã amou tanto sua filha, que mesmo sentindo que partiria, pensou em protegê-la, e não descuidou do cuidado de mãe. Mesmo sabendo que não estaria mais nessa terra, arrumou uma mãe em vida, pra quando partir, sua filha ficar abrigada com tanto amor quanto o que ela teria pra dar.
Estávamos indo ao mercado quando do nada ela me pediu:
_ Marcia, se acontecer aluma coisa de ruim comigo, você cuida de meu bebê! Sabe, eu sei que você cuida bem dos seus filhos! Eu confio que se eu vier a falecer você será uma boa mãe pra minha criança. Então eu lhe respondí.
_ Credo Vera, pára de falar bobagens! Você não vai morrer!
E ela insistiu:
Sabe Marcia, se você não quizer cuidar, pode dar pra Tia Anália que tem melhores condições de vida, mas eu prefiro que fique com você!
Daquele momento em diante eu saberia do fundo do meu coração, que se minha querida irmã falecesse eu iria dar a minha vida pela criança dela.
Dia 23 de março de 2004 as 17:00horas, a Paty veio me visitar e me falou que a minha irmã Vera estava muito mal, nquele hospital do capeta, o Regional Sul de Santo Amaro. Eu havia dito que visitaria ela no dia seguinte, pois como sempre, estava cansada por ter saido naquele dia do plantão.
Eis que o telefone toca e vóz que falava era de uma conhecida de minha mãe que nunca havia telefonado antes. E o meu coração de irmã já sentiu que era má notícia.
E comunicou que minha irmã Vera havia acabado de falecer. Meu chão caiu. Fiquei estranha. Não acreditei. Uma angustia muito grande tomou conta do meu ser. E nem pensei que em breve eu assumiria mais uma vez o papel de mãe.
Fui lá no Jardim Angela, fui conversar com os meus irmãos e mãe. Preparamos tudo e no dia seguinte foi o enterro de minha doce irmã.
Depois de tudo fui ao hospital para assumir a minha sobrinha querida que estava entre a vida e a morte na UTI neonatal. Desde a primeira vez que vi aquela vida, eu disse serás minha filha! Te amarei para sempre. Prometi a minha irmã que cuidaria de ti. Pode ficar tranquila! Minha irmã amou tanto sua filha, que mesmo sentindo que partiria, pensou em protegê-la, e não descuidou do cuidado de mãe. Mesmo sabendo que não estaria mais nessa terra, arrumou uma mãe em vida, pra quando partir, sua filha ficar abrigada com tanto amor quanto o que ela teria pra dar.
O Beijo.
Acabou. Tchau. Fim. Que coisa chata! Uma pessoa falando sobre um tal de beijo que nem aconteceu como tinha que acontecer. E a emoção esperada? Não era amor. O que era então? Nada. Quando somos muito jovens acreditamos que o desconhecido pode ser bom, poderá ser emocionante. Então corremos, e quando nos deparamos com aquilo que tanto almejavamos, vamos ver, que não era bem aquilo que queríamos.
O Beijo.
Fui novamente á casa de uma amiga que morava perto da casa de minha mãe. Conversei com ela sobre o Marcio, lhe disse sobre o beijo que eu estva com medo, e que não sabia como fazer para recebê-lo, nunca havia beijado ninguém, ai ai o que fazer? Ela me falou que eu tinha que relaxar e deixar acontecer. Então fiquei esperando o Marcio aparecer. E quando ele apareceu eu fui até ele. Ele parou perto de mim, me olhou bem no fundo dos olhos, e lá estava eu com a boca dele na minha, eu me atrapalhei toda bati os dentes na boca dele e foi um terror, mas enfim conseguimos nos ajeitar, e o beijo saiu. Só sei dizer que não foi daquela vez, que aprendi a beijar. Desisti também de namorar. Afinal eu o amava platonicamente e agora com o beijo, o sentimento foi embora.
Difícil Esquecer O Primeiro Namorado
Tive poucos namorados, porém, três nomes importantes. Marcio, o primeiro namorado. Tinha uns 13 anos e estava no quintal lavando louças, quando vi ,aquele rapaz alto, branco, com cabelos encaracolados pretos e que ao passar lançou-me um olhar, que me deixou com tontura. Fiquei totalmente hipnotizada por aquele olhar. Todas as vezes que o via era a mesma coisa. Então um certo dia ele me chamou e perguntou o meu nome, ao responder, que era Marcia, ele me deu um belo sorriso e tentou me beijar, no que me esquivei, e fugi correndo. Naquela época eu ainda não sabia como era um beijo na boca, e tinha vergonha de errar. Passei uma semana pensando, o que eu faria, quando chegasse o momento!
O Beijo. Finalmente chegou o dia. Quando o vi passar, novamente aquele olhar que me queimava...
Fui á casa da minha amiga Alcina e perguntei como era o beijo na boca. Ela falou, que eu tinha que usar a língua, fiquei assustada, e ao mesmo tempo ansiosa para experimentar, o tal beijo de língua. E quando estava anoitecendo, lá vinha ele todo lindo, e eu apavorada. Ele se aproximou e segurou em minha cintura, fiquei extasiada. E quando tocou sua boca na minha, encostei os babios na boca dele, porém minha boca ficou fechada, a sua boca da minha ficou complicado, tentava fazer com que eu abrisse a boca mais eu me enrolei toda. Me soltei dele e saí correndo. O beijo não aconteceu.Sonei mais três meses com aquele beijo que não aconteceu.
Naquela linda tarde já tinha esquecido o ocorrido quando saí bem arrumada, era domingo e eu fui a padaria pra comprar pão pra minha mãe. E qual não foi a minha surpresa ao encontrar no caminho Marcio. Fiquei toda tímida, não sabia o que falar e o que fazer. Ele me hipnotizando com o seu belo olhar, colocou as minhas mãos em seus ombros e as suas na minha cintura, e sua boca se encontrou com a minha e aconteceu, tres tentativas frustradas e na quarta o beijo de novela. O meu corpo todo se esquentou minhas mãos ficaram úmidas e após...mais uma vez saí correndo. Mais uma semana sonhando.
O Beijo. Finalmente chegou o dia. Quando o vi passar, novamente aquele olhar que me queimava...
Fui á casa da minha amiga Alcina e perguntei como era o beijo na boca. Ela falou, que eu tinha que usar a língua, fiquei assustada, e ao mesmo tempo ansiosa para experimentar, o tal beijo de língua. E quando estava anoitecendo, lá vinha ele todo lindo, e eu apavorada. Ele se aproximou e segurou em minha cintura, fiquei extasiada. E quando tocou sua boca na minha, encostei os babios na boca dele, porém minha boca ficou fechada, a sua boca da minha ficou complicado, tentava fazer com que eu abrisse a boca mais eu me enrolei toda. Me soltei dele e saí correndo. O beijo não aconteceu.Sonei mais três meses com aquele beijo que não aconteceu.
Naquela linda tarde já tinha esquecido o ocorrido quando saí bem arrumada, era domingo e eu fui a padaria pra comprar pão pra minha mãe. E qual não foi a minha surpresa ao encontrar no caminho Marcio. Fiquei toda tímida, não sabia o que falar e o que fazer. Ele me hipnotizando com o seu belo olhar, colocou as minhas mãos em seus ombros e as suas na minha cintura, e sua boca se encontrou com a minha e aconteceu, tres tentativas frustradas e na quarta o beijo de novela. O meu corpo todo se esquentou minhas mãos ficaram úmidas e após...mais uma vez saí correndo. Mais uma semana sonhando.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Ainda em tempos de dificuldade, porém agora os problemas eram outros, e de ordem financeira. Quando entrei no HC, a cada dia que passava o banco ia mais e mais me dando crédito. E quando eu estava devendo o limite, o cartão de crédito eles me chamaram para negociar a dívida e me deram um empréstimo. Esse seria para eu pagar o cartão, o limite, e a minhas dívidas de casa? Paguei parte disso e daquilo e fiquei com uma dívida ainda maior. Até que um certo dia; no dia do pagamento, cadê o salário? De repente eu não tinha nem o meu salário, estava devendo muito. Fiquei desesperada, não tinha o que fazer, nem pra onde ir. E o meu aluguel? Fui na Crefisa e fiz um emprestimo. E dai no mês seguinte paguei a Crefisa e fiquei devendo o aluguel. A situação ficou insustentável. Fui na casa da minha ex patroa e pedi ajuda.
- A dona Albina, nora da senhora que eu havia cuidado tantos anos, me deu uma casa lá na vila Carrão, para eu morar. Fiquei morando alguns anos pagando um aluguel bem baratinho, na verdade, era só pra constar, pois falaram que se eu ficasse sem pagar, e por muitos anos, entraria na lei da usocapião. Pior que agora pagando pouco, eu abusava do meu dinheiro. Comprava tudo que via. Perdi o direito ao cartão de crédito, e ao cheque. Agora eu teria que pagar uma dívida imensa e sobreviver. Ja nessa época eu vivia como gato e rato com meu marido. As dividas eram uma constante na minha vida. Eu acreditava que um dia ia melhorar.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Não Sei Lidar Com Dinheiro.
- Muitos gastos, dívidas, e o nome indo pra o espaço do SPC, eu estava no inferno dando benção ao Capeta. Minha vida estava um caos, e nem que eu ganhasse o maior dinheiro do mundo não teria jeito. Eu não tinha dinheiro nem mais para pagar o aluguel. E falando nisso meu aluguel ficou caro. Tinha as contas em geral, e eu nem tinha telefone. Minha irmã ainda morava comigo e sofria também. A vida é um Buraco gigante. Não se deve dar o passo maior que o pé, ne não você cai, e não consegue levantar. Minha vida está um caos. Fazem 22 anos que ando de maneira errada. Descobri que tenho uma doença. Não sei lidar com dinheiro. Assim cai em um buraco e não consigo sair.
Meus Filhos, Minha, Vida. Pedaços de uma existência.
E com 27 anos fiquei grávida. Sempre tomei cuidado pra isso não acontecer, más, quando conheci meu marido foi uma paixão tão louca, que rápidinho eu estava esperando meu primeiro filho. A minha patrôa me falou que eu deveria casar. Minha mãe também me orientou:
_ Filha, uma criança não pode nascer sem ter pai. Depois você vai ficar falada. Ninguém vai respeitar você! Retrógrada, como eu era, pensei...tenho que casar com esse homem. Depois ele era boa pinta. Bonitão, falava bem. Tinha pinta de jornalista. Eu naquela época era uma completa retardada. Fazia tudo o que os outros falavam. Era uma completa imbecil. Apaixonada, parecia uma louca varrida. Sonhava com ele dia e noite. E ele nem aí. A única coisa que acredito, era que ele ficou feliz com a idéia do filho. Então, lá fui eu procurar casa, pra gente morar. Saí da Bela vista com destino ao Glicério. E alí na Rua: Helena Zerrener achei uma kit que foi a nossa primeira casa. Depois de alugada montamos a nossa residência. Moramos alí por algum tempo, e fomos um pouco felizes. Um dia o meu marido sofreu um acidente e foi parar no hospital Bandeirantes. Foi atropelado por um automóvel e sofreu traumatismo craniano. Ficou inconsciente, quando acordou perdeu a memória. Ele trabalhava naquela época na General Motors do Brasil. Ele trabalhava á noite. Naquele dia do acidente, ele havia saído para trabalhar. Então no outro dia, quando ele não chegou em casa, eu fiquei desesperada. Após procurá-lo em vários lugares, inclusive no IML, e até ir reconhecer um corpo lá, que tinha todas as características do meu marido. Fui conversar com uma médica amiga da gente, e patroa minha. Ela o encontrou no Hospital Bandeirantes. Fui até lá ele não me reconheceu, e estava deitado numa cama e nu. Eu imediatamente fizemos a alta pedida e o internamos no Hospital Alvorada. Afinal ele tinha convênio com a Sulamérica. Poucos dias depois ele teve alta. E assim fomos levando a vida. Já tínhamos o nosso primeiro filho, que era o xodó do meu marido.
Em 1989 eu participei de um concurso público, e dessa forma deixei de ser doméstica. Passei a ser Atendente de enfermagem. O meu filho não se adaptou na creche. Então, tive que arrumar alguém para cuidar dele em casa. Primeiro ele ficou com uma mulher que também tinha uma criança da mesma idade. Depois por eu não confiar na mesma, arranjei uma moça de nome Alda, que ele adorava. Ele era um pequeno prodígio. Era muito lindo e inteligente. O meu marido o ensinou a ler. O menino com 2 anos de idade lia qualquer coisa.
Trabalhando no Hospital das Clínicas, fiz o meu Ensino Médio e ganhei o curso de Auxiliar de enfermagem. Grávida da segunda filha. Mamamia! Eu andava estressada, nervosa, não tinha paciência com nada. Vivia pra trabalhar e estudar. Minha irmã tadinha, ficava em casa cuidando de tudo para mim. Ela era uma adolescente, mas, me ajudava muito. Quando eu entrei no HC e recebi o meu primeiro salário, foi o dia mais feliz da minha vida. Depois recebi vale-refeição, vale-transporte, uma cesta básica maravilhosa, recebi dois talões de cheque do Banco Banespa e um cartão de crédito. Fiquei doidinha. Nunca tinha visto tanta coisa! Quando a cesta básica chegou em casa eu não sabia o que fazer de tanta felicidade. Nossa! Quanta comida! Fiquei felicíssima! Sai gastando como se não houvesse amanhã. Eu pagava o meu aluguel, e gastava pra caramba. Morar no Glicério era um inferno. Alí era chamado de Favela Vertical. No Natal o povo jogava lixo a noite toda para comemorar a chegada do mesmo. A meia noite do Ano Novo era a mesma coisa! Aquilo era o inferno na terra. Eu e o meu marido já não éramos mais os mesmos. Ele foi demitido da General Motors e agora eu ganhava mais do que ele. Nossas brigas eram constantes. Ele era bem mais inteligente do que eu, e a todo momento fazia questão de me por pra baixo. Parece que a alegria dele era me atormentar, espezinhar.
_ Filha, uma criança não pode nascer sem ter pai. Depois você vai ficar falada. Ninguém vai respeitar você! Retrógrada, como eu era, pensei...tenho que casar com esse homem. Depois ele era boa pinta. Bonitão, falava bem. Tinha pinta de jornalista. Eu naquela época era uma completa retardada. Fazia tudo o que os outros falavam. Era uma completa imbecil. Apaixonada, parecia uma louca varrida. Sonhava com ele dia e noite. E ele nem aí. A única coisa que acredito, era que ele ficou feliz com a idéia do filho. Então, lá fui eu procurar casa, pra gente morar. Saí da Bela vista com destino ao Glicério. E alí na Rua: Helena Zerrener achei uma kit que foi a nossa primeira casa. Depois de alugada montamos a nossa residência. Moramos alí por algum tempo, e fomos um pouco felizes. Um dia o meu marido sofreu um acidente e foi parar no hospital Bandeirantes. Foi atropelado por um automóvel e sofreu traumatismo craniano. Ficou inconsciente, quando acordou perdeu a memória. Ele trabalhava naquela época na General Motors do Brasil. Ele trabalhava á noite. Naquele dia do acidente, ele havia saído para trabalhar. Então no outro dia, quando ele não chegou em casa, eu fiquei desesperada. Após procurá-lo em vários lugares, inclusive no IML, e até ir reconhecer um corpo lá, que tinha todas as características do meu marido. Fui conversar com uma médica amiga da gente, e patroa minha. Ela o encontrou no Hospital Bandeirantes. Fui até lá ele não me reconheceu, e estava deitado numa cama e nu. Eu imediatamente fizemos a alta pedida e o internamos no Hospital Alvorada. Afinal ele tinha convênio com a Sulamérica. Poucos dias depois ele teve alta. E assim fomos levando a vida. Já tínhamos o nosso primeiro filho, que era o xodó do meu marido.
Em 1989 eu participei de um concurso público, e dessa forma deixei de ser doméstica. Passei a ser Atendente de enfermagem. O meu filho não se adaptou na creche. Então, tive que arrumar alguém para cuidar dele em casa. Primeiro ele ficou com uma mulher que também tinha uma criança da mesma idade. Depois por eu não confiar na mesma, arranjei uma moça de nome Alda, que ele adorava. Ele era um pequeno prodígio. Era muito lindo e inteligente. O meu marido o ensinou a ler. O menino com 2 anos de idade lia qualquer coisa.
Trabalhando no Hospital das Clínicas, fiz o meu Ensino Médio e ganhei o curso de Auxiliar de enfermagem. Grávida da segunda filha. Mamamia! Eu andava estressada, nervosa, não tinha paciência com nada. Vivia pra trabalhar e estudar. Minha irmã tadinha, ficava em casa cuidando de tudo para mim. Ela era uma adolescente, mas, me ajudava muito. Quando eu entrei no HC e recebi o meu primeiro salário, foi o dia mais feliz da minha vida. Depois recebi vale-refeição, vale-transporte, uma cesta básica maravilhosa, recebi dois talões de cheque do Banco Banespa e um cartão de crédito. Fiquei doidinha. Nunca tinha visto tanta coisa! Quando a cesta básica chegou em casa eu não sabia o que fazer de tanta felicidade. Nossa! Quanta comida! Fiquei felicíssima! Sai gastando como se não houvesse amanhã. Eu pagava o meu aluguel, e gastava pra caramba. Morar no Glicério era um inferno. Alí era chamado de Favela Vertical. No Natal o povo jogava lixo a noite toda para comemorar a chegada do mesmo. A meia noite do Ano Novo era a mesma coisa! Aquilo era o inferno na terra. Eu e o meu marido já não éramos mais os mesmos. Ele foi demitido da General Motors e agora eu ganhava mais do que ele. Nossas brigas eram constantes. Ele era bem mais inteligente do que eu, e a todo momento fazia questão de me por pra baixo. Parece que a alegria dele era me atormentar, espezinhar.
- Fomos morar na Casa Verde Alta, eu arranjei uma casa lá, porque o aluguel ficou muito caro no Glicério. E é claro que com meus gastos o que eu poderia fazer? Então fomos morar na rua Antonio Antunes Maciel. Ficamos um bom tempo lá e as coisas iam ficando cada vez piores. Eu e o meu marido nos separamos, As brigas constantes. Ele desempregado, eu trabalhando e estudando. Minha irmã que cuidava dos meus filhos. Eu não tinha tempo pra nada. Enfim minha vida estava um inferno! A separação era oportuna.
Dívida eterna
Realmente agora morando na Bela Vista e Vila Olimpia, não tinha nenhuma vontade de ir ao Jardim Ângela. Bem esporadicamente, nos finais de semana eu partia para o bairro da minha mãe. Lá chegando brincava com os meus irmãos, conversava com minha mãe, e matava ás saudades das amigas. Tudo seria perfeito, se todos os meses eu não tivesse que dar todo o meu salário, para a minha mãe. Á vida na casa da minha mãe continuava difícil, meu padrasto continuava bebendo, e muito. Todos os meses era a mesma história. Minha mãe falava que não tinha feijão, não tinha arroz, e me pedia dinheiro. Eu pegava o salário do mês e ainda vivia de empréstimo com a minha patroa Dona Maria, ela era a minha verdadeira amiga. Me ensinava matemática, me ensinava a melhorar a oratória, e me dava diariamente lição de vida. Ela falava que a gente tem que ensinar a pescar, e não dar o peixe.
Eu só tinha roupas, porque a Maria Cristina dava. Maria Cristina era sobrinha da dona Maria. Dona Maria era esposa do senho José. O senhor José era filho da idosa a quem eu tomava conta. . A idosa que eu acompanhava era a dona Maximina, uma senhora bem magrinha, a quem eu acompanhava dia e noite, morei com essa família 14 anos de minha vida, fiquei uns 10 anos com a idosa e depois fui ser empregada na casa de Teresa, neta da dona Maximina.
Durante todo o tempo que passei na vila Carrão, todo o meu salário era pra ajudar na casa de minha mãe. Meu padrastro como sempre bebia muita pinga e não tinha emprego fixo, minha mãe era quem sustentava a casa e seus 8 filhos, e eu mandava todo o meu pequeno salário para ajudar minha mãe a terminar de criar os meus irmãos. Dona Maria e o Seu José eram os que me pagavam. Todos os meses, depois de receber o meu salário, eu ainda pedia mais emprestado, estava sempre devendo, minha dívida nunca chegava ao fim.
Eu só tinha roupas, porque a Maria Cristina dava. Maria Cristina era sobrinha da dona Maria. Dona Maria era esposa do senho José. O senhor José era filho da idosa a quem eu tomava conta. . A idosa que eu acompanhava era a dona Maximina, uma senhora bem magrinha, a quem eu acompanhava dia e noite, morei com essa família 14 anos de minha vida, fiquei uns 10 anos com a idosa e depois fui ser empregada na casa de Teresa, neta da dona Maximina.
Durante todo o tempo que passei na vila Carrão, todo o meu salário era pra ajudar na casa de minha mãe. Meu padrastro como sempre bebia muita pinga e não tinha emprego fixo, minha mãe era quem sustentava a casa e seus 8 filhos, e eu mandava todo o meu pequeno salário para ajudar minha mãe a terminar de criar os meus irmãos. Dona Maria e o Seu José eram os que me pagavam. Todos os meses, depois de receber o meu salário, eu ainda pedia mais emprestado, estava sempre devendo, minha dívida nunca chegava ao fim.
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