quinta-feira, 9 de junho de 2011

A visita.

Naquele dia, parece que ela chegou, só para se despedir. Veio com os filhos, me contou que seu coração estava transbordando de tanta dor. Falou muito do homem que ela amava ,e que lhe prometeu um porto seguro, porém no momento que soube da gravidez, lhe jogou um balde de água fria na cabeça. Sua dor era muito grande. Veio passar uns dias na minha casa para espairecer. Fomos no banco e ela pegou o dinheiro da bolsa família. Estava com muita vontade de comer frango e salada de cenoura, que segundo ela só eu sabia fazer. No largo do Carrão ela me falou assim...do nada...Má, se eu morrer, você cuida da minha criança! Eu sei que você será uma boa mãe pro meu filho, pois você cuida muito bem dos seus.
Lhe respondi que sim, que eu cuidaria, más que ela parasse de falar bobagens. Minha irmã, a querida Vera Lúcia estava gràvida de seis meses. Assim se passaram seis dias. Naquela tarde depois do almoço ela foi embora, para  casa da minha mãe. E eu jamais pensei que iria ser mãe novamente. Afinal eu ja tenho uma certa idade tenho dois filhos jovens e não queria mais filho.

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