Caramba! Caí mais uma vez. E dessa vez foi um tombaço! Estava eu no quintal quando ouví a Ana chamando o Felipe: lipe! lipe!
Como ele não respondia, fiquei muito brava; entrei na sala como um furacão, e não vi o pé do meu filho, que estava na minha frente e me fez tropeçar, ou fui eu que tropecei devido não ter olhado. Ando muito estressada. Reclamo o tempo todo da bagunça que tem na minha casa, e na verdade é uma verdadeira bderna, tudo fora do lugar, minha casa ´um local apropriado para causar acidentes, eu já caí tres vezes dentro de casa. Tenho que tomar uma atitude. Andar mais devagar, diminuir o estresse, e ser mais tolerante, as vezes eu acho que sou muito calma, outras vezes, eu saio de mim.
Meus filhos esquecem que tenho artrite, e não fazem nada pra me ajudar. Tem dias que saio do trabalho um verdadeiro trapo humano, tamanho é o meu cansaço, e eles nem se movem pra me auxiliar. Horas acho que tenho que ir embora deixá-los para que vivam sozinhos. Tenho medo que eles sofram, mais não viverei para sempre; eu sei que um dia a vida que habita em mim se extinguira. Eu acredito que eles poderam ficar melhores sem mim.
Um dia me contaram uma história. Havia um monge e seu discípulo, que viajavam por muitos lugares, certa vez, passaram a noite por uma fazenda e viram uma imensa mata, caminharam mais ou menos uns trinta minutos e só viam mato, após muito esforço conseguiram chegar em uma casinha. Chamaram e de dentro da casa saiu um homem, que era a figura da pobreza. O monge perguntou do que eles viviam. E o homem disse: tenho uma vaquinha que dá muito leite. A gente tira o leite vende compra alguma coisa pra comer, quando acaba a gente bebe só o leite, e vai vivendo!
No dia seguinte o monge observou a imagem da preguiça naquele lugar. O homem ficava se balançando numa rede, a mulher observando e assim ficaram metade do dia. Na parte da tarde, a mulher cozinhou feijão e todos comeram com farinha e só. O dia passou e eles não fizeram nada mais do que isso.
E o monge disse pra seu discípulo: pegue a vaca e jogue no precipício!
O discipulo disse: mais mestre eles não têm como sobreviver sem a vaca! E o monge disse faça o que mando! E o discípulo jogou a vaca do precipício. Ja era bem de noitinha e todos dormiam, quando os dois se foram.
Muitos anos depois o mestre e o discípulo resolveram voltar para visitar a família; e qual não foi a surprêsa do discipulo ao ver que as terras já não pareciam as mesmas de outrora. Havia árvores frutíferas, a casa tinha um curral onde moravam as vacas, tinha estábulo onde havia cavalos e tudo parecia estar tão em perfeita ordem que o discípulo falou: mestre, o casal se mudou, devem ter vendido a propriedade!
Chamaram e da casa enorme saiu o casal. E qual não foi a surprêsa do discípulo ao constatar que eram o mesmo casal de tantos anos atrás que estavam alí na sua frente. O monge falou, vocês moram muito tempo por aqui? E o homem respondeu.
_ Moramos a muitos anos nessas bandas, tínhamos uma vaquinha, mais um dia encontramos morta, então eu disse pra mulher, vamos roçar esse mato, vamos plantar, senão, vamos é morrer de fome! Então com muito trabalho hoje estamos com essa belezura de chácara...
Eu acredito que eu sou a vaca. E o dia em que eu morrer meus filhos ficam ricos. Será que essa queda me leva, dessa pra melhor?
A minha intenção é falar da minha vida. Contar tudo o que me lembro desde a minha infãncia, até os dias de hoje. A vida passa e você esquece quase tudo. Entre um intervalo e outro, vão acontecendo, coisas que vale a pena relatar. Para as pessoas de sua família, para àqueles que te acham exemplo de vida. Ou simplesmente para que, entreis na imortalidade.
domingo, 18 de dezembro de 2011
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Amigos
Tenho alguns colegas de trabalho, que considero amigos, porém tenho muito mais colegas. Amigos são poucos.
O que vem a ser uma amigo? Aquela pessoa que você liga quando precisa. Aquele que está sempre ao seu lado, ou simplesmente aquele que pega no seu pé quando você nescessita. Aquele que tem coragem de dizer tudo o que pensa, ou aquele que concorda com tudo. Quem é seu amigo?
Já passaram muitas pessoas pela minha vida e disseram, sou seu amigo pra o que der e vier. No final não era amigo coisa nenhuma, queria minha amizade só para o que der, e como me recusei o dar a amizade acabou, outra coisa, o verdadeiro amigo não pede nada em troca de sua amizade, não aborrece o amigo com comentários maldosos. O amigo de verdade sabe a hora de intervir, se isso for preciso. Meus amigos hoje estão na rede social. Esses são os amigos virtuais ou não. Tem os queridos e cheios de meiguice no caso de Robson e Christina, tem os críticos, que gostam de intervir principalmente quando ninguém quer saber a opinião deles; bem mais isso até que é bom, pois horas somos seres acertáveis, outra hora somos seres que as besteira tornam uma constante em nossas vidas; assim esses também são importantes. Mais tem aqueles que só te procuram quando estão em uma sinuca, e o pior: falam pelos cotovelos de suas vidas mediocres, reclamam o tempo todo, de tudo e de todos e acham que o teu ouvido é um pinico. Ah esses estou riscando de meu mapa. Hoje estou aceitando as pessoas que tem alegria em seus corações, cujo os problemas não fazem deles seres insuportáveis, buscam as soluções em suas próprias cabeças. Estou cansada da gente que fica nos atrasando com suas mentes pequeninas. Façamos o que é bom para o próximo, o que nos fazem bem para o coração e deixaremos de ser seres tristes. Buscamos a satisfação pessoal através de nossos próprios méritos. Estudamos, corremos atras de nossos valores. Maravilhoso é fazer aquilo que se quer, quando se pode, se não der não se frustrar. Obrigada aos amigos de verdade. Quem ler saberá.
O que vem a ser uma amigo? Aquela pessoa que você liga quando precisa. Aquele que está sempre ao seu lado, ou simplesmente aquele que pega no seu pé quando você nescessita. Aquele que tem coragem de dizer tudo o que pensa, ou aquele que concorda com tudo. Quem é seu amigo?
Já passaram muitas pessoas pela minha vida e disseram, sou seu amigo pra o que der e vier. No final não era amigo coisa nenhuma, queria minha amizade só para o que der, e como me recusei o dar a amizade acabou, outra coisa, o verdadeiro amigo não pede nada em troca de sua amizade, não aborrece o amigo com comentários maldosos. O amigo de verdade sabe a hora de intervir, se isso for preciso. Meus amigos hoje estão na rede social. Esses são os amigos virtuais ou não. Tem os queridos e cheios de meiguice no caso de Robson e Christina, tem os críticos, que gostam de intervir principalmente quando ninguém quer saber a opinião deles; bem mais isso até que é bom, pois horas somos seres acertáveis, outra hora somos seres que as besteira tornam uma constante em nossas vidas; assim esses também são importantes. Mais tem aqueles que só te procuram quando estão em uma sinuca, e o pior: falam pelos cotovelos de suas vidas mediocres, reclamam o tempo todo, de tudo e de todos e acham que o teu ouvido é um pinico. Ah esses estou riscando de meu mapa. Hoje estou aceitando as pessoas que tem alegria em seus corações, cujo os problemas não fazem deles seres insuportáveis, buscam as soluções em suas próprias cabeças. Estou cansada da gente que fica nos atrasando com suas mentes pequeninas. Façamos o que é bom para o próximo, o que nos fazem bem para o coração e deixaremos de ser seres tristes. Buscamos a satisfação pessoal através de nossos próprios méritos. Estudamos, corremos atras de nossos valores. Maravilhoso é fazer aquilo que se quer, quando se pode, se não der não se frustrar. Obrigada aos amigos de verdade. Quem ler saberá.
domingo, 13 de novembro de 2011
Nesses Dias Pensei Crônica
Estava pensando como será morrer? Pensei numa grande festa, onde todos os convidados seriam especialmente chamados para essa festa onde estariam de preto, e eu estaria no meio da sala dentro de um Caixão. Todos teriam que ficar meia hora em silêncio velando meu corpo vivo. Na hora do aniversário eu levantava do caixão e cantaria Parabéns. Isso seria uma maneira de me despedir de todos já que não terá um corpo na hora de minha morte. Estou pensando seriamente em doar o meu corpo para a ciência. Existem estudantes que até pagaria para ter um cadáver para estudar.
Eu seria respeitada, amada, falariam de mim com carinho, e mais. Um dia uma neta, um neto, um bisneto talvez me encontrasse numa faculdade qualquer e então dissesse:
Vovó! Vovó Marciaaaaaaaa! Muito legal! Mais que 10!!!
Eu seria respeitada, amada, falariam de mim com carinho, e mais. Um dia uma neta, um neto, um bisneto talvez me encontrasse numa faculdade qualquer e então dissesse:
Vovó! Vovó Marciaaaaaaaa! Muito legal! Mais que 10!!!
Qual o Sentido da Vida
É nascer, crescer e se desenvolver através de condições, de outros indivíduos. Você nasceu começa a envelhecer. Outras pessoas também crescem, ou não. Alguns ficam estagnados e não percebem que a vida passa por eles. Outros buscam a intensa sabedoria. Tem uns que vivem a vida dos outros, não conseguem ter vida própria. Outros não conseguem entender a tua felicidade. Outros só ficam felizes quando conseguem ver a tua tristeza.
Fico preocupada com aqueles que tentam me incomodar com a sua estagnação. Com a maldita crítica de falso moralismo, ou a falta de ter o que fazer.
Minha vida tem deixado de ser uma vida chata. Últimamente tenho sido o que sempre quis ser, mais tinha medo. Me procupava com o que os outros iriam pensar. who care! Que se dane tudo o que você pensa. Eu não respeito você. Eu não me interesso pelas tuas idéias. Eu sou o que sou. Os livros e a vida me deram o que sou, e o que sou não é nada, más estou partindo para um Universo único. Nesse lugar não tem espaço para você.
Cuide de sua vida mediocre e deixe que a minha cuido eu.
Fico preocupada com aqueles que tentam me incomodar com a sua estagnação. Com a maldita crítica de falso moralismo, ou a falta de ter o que fazer.
Minha vida tem deixado de ser uma vida chata. Últimamente tenho sido o que sempre quis ser, mais tinha medo. Me procupava com o que os outros iriam pensar. who care! Que se dane tudo o que você pensa. Eu não respeito você. Eu não me interesso pelas tuas idéias. Eu sou o que sou. Os livros e a vida me deram o que sou, e o que sou não é nada, más estou partindo para um Universo único. Nesse lugar não tem espaço para você.
Cuide de sua vida mediocre e deixe que a minha cuido eu.
sábado, 12 de novembro de 2011
Os Dias Passam Correndo
Todos os dias, fico a pensar porque as coisas em minha vida simplesmente não tomam novos rumos? Preciso mudar o quê? E o quê é nescessário rever? Se tem algo errado. onde se passa esse erro?
Ontem uma pessoa disse que eu estaria com depressão. Então lhe respondi, que a minha mente criadora quer criar o tempo todo; e dessa forma eu não posso estar depressiva, pois se estivesse eu não teria vontade de fazer nada. Ela retrucou, que se estou fazendo muita coisa é sinal de depressão, que quero é escapar de mim mesma. Estou com vontade de sumir. Um sumiço bom, para algo que me dê alegria. Olhe aí de novo a minha mente criadora, querendo me levar pra algo que nem sei.
Os dias passam correndo, vou acabar perdendo o foco, ou não! O quê eu sou? Para onde irei? O que farei?
E as minhas escolhas estão todas confusas. Eu quero mesmo é ser feliz.
Não me importo com o que falam. Só pensarei a repeito de tudo que dizem. Nem tudo que reluz é ouro. Nem tudo que balança cai.
Ontem uma pessoa disse que eu estaria com depressão. Então lhe respondi, que a minha mente criadora quer criar o tempo todo; e dessa forma eu não posso estar depressiva, pois se estivesse eu não teria vontade de fazer nada. Ela retrucou, que se estou fazendo muita coisa é sinal de depressão, que quero é escapar de mim mesma. Estou com vontade de sumir. Um sumiço bom, para algo que me dê alegria. Olhe aí de novo a minha mente criadora, querendo me levar pra algo que nem sei.
Os dias passam correndo, vou acabar perdendo o foco, ou não! O quê eu sou? Para onde irei? O que farei?
E as minhas escolhas estão todas confusas. Eu quero mesmo é ser feliz.
Não me importo com o que falam. Só pensarei a repeito de tudo que dizem. Nem tudo que reluz é ouro. Nem tudo que balança cai.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Um Sonho Que Mudou
Quando criança sofrida, filha da fome, da dor e da pobreza, pensava e sonhava: queria crescer, casar com um homem bom e trabalhador. Queria morar em uma casa, que tivesse um quarto, com uma cama pra dormir sózinha. Sonhava que nessa casa e teria uma geladeira pra eu tomar água gelada, e uma televisão pra assistir as novelas da Globo. Naquela época as novelas eram muito boas.
Meu sonho era pequeno, dessa forma crescí. Passaram-se muitos anos. Parei de passar fome. Afinal ninguém merece ficar sem comer. Infelizmente não consegui uma casa decente para morar.
Minha casa é pequena como a do meu sonho de infância. Eu tenho uma televisão más não assisto mais as novelas. Tenho uma geladeira cheia de água gelada.
Hoje o meu sonho é quase o mesmo, com a diferença, que eu quero uma casa decente. O que é uma casa decente?
É uma casa que tenha pelo menos dois quartos, e que minha família tenha a privacidade para ler, estudar, e etc. Eu só serei feliz por completo quando isso acontecer. Poxa! Ainda bem que tenho a minha Ana. Obrigada a minha amada irmã Vera Lúcia, que não se encontra no meio de nós, más que deixou a pedra mais preciosa comigo. Prometo ensinar e dar uma boa educação pra princesa Ana.
Meu sonho era pequeno, dessa forma crescí. Passaram-se muitos anos. Parei de passar fome. Afinal ninguém merece ficar sem comer. Infelizmente não consegui uma casa decente para morar.
Minha casa é pequena como a do meu sonho de infância. Eu tenho uma televisão más não assisto mais as novelas. Tenho uma geladeira cheia de água gelada.
Hoje o meu sonho é quase o mesmo, com a diferença, que eu quero uma casa decente. O que é uma casa decente?
É uma casa que tenha pelo menos dois quartos, e que minha família tenha a privacidade para ler, estudar, e etc. Eu só serei feliz por completo quando isso acontecer. Poxa! Ainda bem que tenho a minha Ana. Obrigada a minha amada irmã Vera Lúcia, que não se encontra no meio de nós, más que deixou a pedra mais preciosa comigo. Prometo ensinar e dar uma boa educação pra princesa Ana.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Minha Melhor Amiga, a Internet
Não consigo pensar em viver sem musica. As vezes eu ficava em casa a tarde assistia filmes da Globo, ou simplesmente dormia, agora passo a maior parte do meu tempo assistindo vídeos, cantores que amo no youtube.Engraçado, as vezes eu via o meu filho horas a fio no Youtube e eu brigava. Eu falava como que ele conseguia ficar tanto tempo no youtube, ou mesmo na internet, me perguntava o que tinha de tão bom na internet?
Agora o meu filho não passa mais o dia todo na internet, pois a tarde ele trabalha. Advinha quem passa a maior parte do dia no computador? Eu, fico vendo e estudando, escrevo, conmverso com os meus amigos, jogo Buraco. Enfim, agora eu dou razão ao meu filho lindo. Graças a ele e a minha filha Nádia eu apreendi a curtir a maravilhosa net. Que delícia curtir a Internet! Eu não tenho uma casa decente, não tenho guarda-roupas, mas tenho um Canal no Youtube, Blogger, Facebook, MSN, e terei tudo que eu gostar e aparecer na Internet. Eu amo a internet. Sou apaixonada pelo Youtube. Estou inventando uma maneira deliciosa de curtir melhor o Youtube.
Agora o meu filho não passa mais o dia todo na internet, pois a tarde ele trabalha. Advinha quem passa a maior parte do dia no computador? Eu, fico vendo e estudando, escrevo, conmverso com os meus amigos, jogo Buraco. Enfim, agora eu dou razão ao meu filho lindo. Graças a ele e a minha filha Nádia eu apreendi a curtir a maravilhosa net. Que delícia curtir a Internet! Eu não tenho uma casa decente, não tenho guarda-roupas, mas tenho um Canal no Youtube, Blogger, Facebook, MSN, e terei tudo que eu gostar e aparecer na Internet. Eu amo a internet. Sou apaixonada pelo Youtube. Estou inventando uma maneira deliciosa de curtir melhor o Youtube.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
E é a Vida
O que será de nossas gerações futuras? Fico preocupada, com o que poderá acontecer, com os meus netos e bisnetos que ainda não nasceram.
Eu penso as vezes na morte...assim você morre e os seus sofrem por você ter ido. Depois esquecem, cada um segue o seu rumo, o seu curso. Tudo passa. Eu não tenho sossego em minha alma, pois penso o tempo todo, na falta da água, na poluição, na falta de alimentos nutritivos para a raça humana. Eu não consigo parar de pensar nisso.Tenho verdadeiro pavor da fome. Só sabe, quem já passou por isso. Darei valor a qualquer pedaço de pão. Vejo por aí pessoas jogando grandes quantidades de comida no lixo, isso me deixa triste. Quando vejo pessoas lavando as calçadas, eu chego até chorar, é pavorosa, é dolorido. Vejo pessoas com sêde.
Quando assisto alguma reportagem do povo africano, vejo crianças magras. Qual ser, não se sensibiliza com a fome? Fome não tem graça!
Eu penso as vezes na morte...assim você morre e os seus sofrem por você ter ido. Depois esquecem, cada um segue o seu rumo, o seu curso. Tudo passa. Eu não tenho sossego em minha alma, pois penso o tempo todo, na falta da água, na poluição, na falta de alimentos nutritivos para a raça humana. Eu não consigo parar de pensar nisso.Tenho verdadeiro pavor da fome. Só sabe, quem já passou por isso. Darei valor a qualquer pedaço de pão. Vejo por aí pessoas jogando grandes quantidades de comida no lixo, isso me deixa triste. Quando vejo pessoas lavando as calçadas, eu chego até chorar, é pavorosa, é dolorido. Vejo pessoas com sêde.
Quando assisto alguma reportagem do povo africano, vejo crianças magras. Qual ser, não se sensibiliza com a fome? Fome não tem graça!
sábado, 13 de agosto de 2011
A Morte
Tema dificil de se abordar. Eu tinha mais medo da morte antes dos 30 anos. Quando eu era menor de idade, não pensava na morte, mas depois que nasceram os meus filhos eu fiquei preocupada que eu foss morrer eos deixasse sozinhos. A vida da as vezes nos prega peças. Quando o meu primeiro filho nnasceu, fiquei apavorada, tive uma tal de Depressão pós parto, e fiquei com medo de morrer. Estava sózinha em casa e o bebe chorava, tinha leite no peito mais ele insistia em não mamar, depois de tantas tentativas ele pegou o peito,mas não sugava direito e tive mastite( uma inflamação nas mama, ficam túrgidas e dolorosas, é uma dor infernal. Me deu um desespero, e pensei que ia morrer. Hoje lido com a morte todos os dias.
Certa vez um paciente, me segurou a mão e disse que ia partir para o outro mundo. Eu senti uma angustia muito grande, porém ela era uma pessoa muito querida e só queria a minha companhia para ir em paz, fiquei ao seu lado até ela ir. Isso aconteceu só uma vez. Se tivesse uma pessoa de sua família não teria acontecido isso. Provavelmente a paciente seguraria na mão do parente ou não. As pessoas têm muito medo da morte.
Tenho medo dos cuidados palliativos. Mais hoje sei que Esses cuidados são prestados quando não se pode mais investir em exames ou medicações. Quando ja se tentou de tudo em termos de tecnologia e não adiantou nada, o tratamento, não teve efeito positivo.
Na perda dos 3 entes queridos da minha vida, me deparei da forma mais triste possível, com a morte.
Certa vez um paciente, me segurou a mão e disse que ia partir para o outro mundo. Eu senti uma angustia muito grande, porém ela era uma pessoa muito querida e só queria a minha companhia para ir em paz, fiquei ao seu lado até ela ir. Isso aconteceu só uma vez. Se tivesse uma pessoa de sua família não teria acontecido isso. Provavelmente a paciente seguraria na mão do parente ou não. As pessoas têm muito medo da morte.
Tenho medo dos cuidados palliativos. Mais hoje sei que Esses cuidados são prestados quando não se pode mais investir em exames ou medicações. Quando ja se tentou de tudo em termos de tecnologia e não adiantou nada, o tratamento, não teve efeito positivo.
Na perda dos 3 entes queridos da minha vida, me deparei da forma mais triste possível, com a morte.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
A Capa do Blog
Tudo na minha vida é fonte de inspiração. Os amigos, meus vizinhos, os amigos do facebook, o meu orkut, o programa do Jô, o samba do meu querido Adoniran Barbosa. Tenho que contar uma inspiração de primeira linha, Hospital das Clínicas. Sem ele eu não teria a maioria das minhas inspirações. O lugar onde passo a maior parte dos meus dias, cuidando, apreendendo e principalmente crescendo como ser humano. Lugar onde acontece as maiores histórias de vida da Terra. Desde que entrei no HC eu tenho acompanhado o óbito de tantas pessoas, de tantos doentes, paliativos ou não. E todos esses anos, são 20anos trabalhado. Todos esses anos e eu ainda não apreendi a conviver com a morte, fico triste com a partida, as vezes até choro. Me identifico com alguns parentes dos pacientes, com o tipo de óbito, com a dor dessas pessoas.
Dessa forma, a capa do Blog é uma homenagem ao Hospital das Clínicas, e a essas belas criaturas da foto.
Dessa forma, a capa do Blog é uma homenagem ao Hospital das Clínicas, e a essas belas criaturas da foto.
Preciso De Uma Casa...
Minha casa fica em uma zona previlegiada. Temos tudo o que precisamos no bairro, padaria em frente à nossa casa. Três supermercados a cem metros de distância, posto de saúde, ônibus para todas as partes, e a maioria vão dar na cara do metrô.
A única coisa que me entristece. A casa onde moro é grudada em outra casa. O meu quintal é passagem para a torcida do Corinthians. Lavo o quintal tres vezes por semana, mas ele está sempre sujo. Pra alugar uma outra casa vou ter que procurar muito, no momento não tenho esse tempo. Pretendo me aposentar em três anos. Quero sair de São Paulo. Meu objetivo é construir uma casa em qualquer lugar do interior de São Paulo, onde eu possa sentar à sombra de uma árvore e contar histórias para a minha filha. Um lugar onde eu possa por a minha fonte inspiradora para funcionar.
Dessa forma eu tenho que permanecer aquí, mais três anos. Estou com um resceio, ou é medo mesmo. O teto de minha casa fica estralando a noite, e acordo assustada, tenho a impressão que o teto vai desmoronar, más não tenho condições de sair agora.
A única coisa que me entristece. A casa onde moro é grudada em outra casa. O meu quintal é passagem para a torcida do Corinthians. Lavo o quintal tres vezes por semana, mas ele está sempre sujo. Pra alugar uma outra casa vou ter que procurar muito, no momento não tenho esse tempo. Pretendo me aposentar em três anos. Quero sair de São Paulo. Meu objetivo é construir uma casa em qualquer lugar do interior de São Paulo, onde eu possa sentar à sombra de uma árvore e contar histórias para a minha filha. Um lugar onde eu possa por a minha fonte inspiradora para funcionar.
Dessa forma eu tenho que permanecer aquí, mais três anos. Estou com um resceio, ou é medo mesmo. O teto de minha casa fica estralando a noite, e acordo assustada, tenho a impressão que o teto vai desmoronar, más não tenho condições de sair agora.
sábado, 6 de agosto de 2011
Camas Com Manivelas
Não fosse pelas camas quebradas, poderia ser uma ótima clínica. Eu já falei muitas vezes, qualquer dia acontecerá um acidente com um desses idosos, e aí tomarão providências, mas aí, será tarde demais, nossos semblantes serão estampados nos jornais, a televisão vai detonar os profissionais que trabalham com afinco, seremos envergonhados por causa da inércia de alguns. As camas estão velhas, as grades quebradas, as manivelas giram com dificuldade, os funcionários tem que fazer um esforço subhumano para elevar o decúbito dos pacientes. ESTAMOS PEDINDO SOCORRO. Quem poderá nos ajudar?
Os funcionários são os melhores, mais humanizados, os pacientes mais felizes. É uma clínica pesada. O peso que falamos, é das grades duras, que não sobe, é das manivelas duras. Precisamos de camas como as do PS(ala nova), lá tudo funciona com o toque do pé. Nossos braços doem quando temos que rodar aquelas manivelas como se estivéssemos puxando água de um poço. Muitas vezes durante o plantão temos rodado, e rodado as manivelas, depois pela manhã vamos ao médico com os braços esbudegados, as bursites da vida, muitas se devem a essas camas. Ainda bem que a recompensa é o sorriso dos idosos. Uns até cantam, enquanto cuidamos.
Muitas vezes na hora da higienização perguntamos: _ A senhora quer trocar as fraldas? E a paciente fala:
_Não minha filha! Fiz só um pouquinho, deixa pra hora do banho!
Então pedimos licença, fazemos uma higiene quando percebemos a nescessidade, e trocamos as fraldas.
A paciente nos oferece um lindo sorriso de agradecimento. Isso não tem preço! Adoro a Geriatria. Entre todas as Clinicas pra se trabalhar é a melhor.
Os funcionários são os melhores, mais humanizados, os pacientes mais felizes. É uma clínica pesada. O peso que falamos, é das grades duras, que não sobe, é das manivelas duras. Precisamos de camas como as do PS(ala nova), lá tudo funciona com o toque do pé. Nossos braços doem quando temos que rodar aquelas manivelas como se estivéssemos puxando água de um poço. Muitas vezes durante o plantão temos rodado, e rodado as manivelas, depois pela manhã vamos ao médico com os braços esbudegados, as bursites da vida, muitas se devem a essas camas. Ainda bem que a recompensa é o sorriso dos idosos. Uns até cantam, enquanto cuidamos.
Muitas vezes na hora da higienização perguntamos: _ A senhora quer trocar as fraldas? E a paciente fala:
_Não minha filha! Fiz só um pouquinho, deixa pra hora do banho!
Então pedimos licença, fazemos uma higiene quando percebemos a nescessidade, e trocamos as fraldas.
A paciente nos oferece um lindo sorriso de agradecimento. Isso não tem preço! Adoro a Geriatria. Entre todas as Clinicas pra se trabalhar é a melhor.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
A Educação à 6 Mãos
Em uma reunião, do primeiro bimestre na escola da minha filha eu ouvi o seguinte:( a educação tem que ser mantida a seis mãos), o professor, a criança e os pais. Não adianta apenas mandar a criança para a escola. É preciso participar ativamente do processo educativo. Aqui em casa, usamos a net para participar da educação da Ana. Juntas entramos no mundo do faz de conta. Na net a gente viaja, com os desenhos animados, as histórias do Walt Disney, e as brincadeiras do Discovery Kids. Gostamos da cultura, Futura, Cartoon Net Work. Ouvimos música, e as vezes interpretamos. Aos sábados e domingos, vamos ao Sesc Belém, participamos das brincadeiras, assistimos aos contadores de história, e as vezes também vamos visitar as esposições. O espaço do Sesc é ideal para curtir com as crianças. Também brincamos de roda no quintal, tento resgatar as brincadeiras de roda da minha infância. Lemos todos os dias. Quando chego do trabalho pela manhã, auxilio na liçao de casa, só depois vou dormir.Tento fazer tudo para que a minha filha seja uma criança feliz, e que mais tarde se torne uma maravilhosa adulta.. Creio que ela será uma pessoa com um diferencial, saberá discernir entre o bem e o mal. Eu sei que depende de todos nós, a educação das crianças do Brasil. Cada brasileiro é reponsavel pela educação de seus filhos. Cada um tem que fazer a sua parte.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Minha Irmã, Paty
Essa, é uma pessoa que para sempre eu ficarei devendo toda a minha gratidão. Irmã querida. Se não fosse você, como eu poderia fazer o meu curso. Eu não tinha com quem deixar o Felipe. Ele não ficava bem com ninguém, não se adaptou na creche. Então o que fazer? Chamei minha irmã para morar comigo. Ela me ajudou muito. Hoje se tenho uma profissão devo a Patricia.
Aluguel! Oh, dó!
As casas em que morei, depois de casada. A primeira era na baixada do Glicério. Eu odiava aquela casa. Era lá na rua Helena Zerrener. A minha casa ficava em frente a um enorme prédio de mais ou menos 200 apartamentos, ou seria apertamentos? As pessoas que habitavam àquele edifício, eram todas malucas, ou doentes. Todos os dias, eu via elas jogando todo tipo de objeto na rua, das janelas de seus apertamentos. As vezes eu pensava...será que estão tristes? E assim jogando as sujeiras de suas casas, ficam mais felizes!
E quando chovia? Era um caos, o lixo ficava acumulado nos bueiros, e atrapalhava o escoar da água. E a água não conseguia descer para os bueiros, e todos sofriam. Os que jogavam o lixo, e os outros que não tinham nada a ver com aquilo.
Certa vez, estava chovendo muito, e eu voltava pra casa. Era noite, estava frio, e eu estava grávida de seis meses. Parei um pouco esperando a aguá abaixar, porém estava demorando muito, e eu estava com muito frio, não tive dúvida, resolvi enfrentar a enchente. Eu tenho 1.63 de altura. A água chegava na minha cintura. Era uma água preta com cheiro de esgoto, eu estava apavorada, e chorava, e amaldiçoava aquele lugar. Atravessei vagarosamente a rua, morrendo de medo de cair naquela água suja. A chuva já havia parado, porém a água não baixava. Finalmente cheguei no predio em que morava. Entrei no apartamento e corrí para o banho. Precisava lavar o corpo, tirar aquele cheiro insuportável. Passei tres natais naquele lugar. Nunca esquecerei o sofrimento daquela casa.
Quase morrí! Sim, uma certo dia estava eu passando roupa na sala, e derepente resolvi parar e dormir. Só sei que ouví um estrondo na tampa da radiovitrola. Levantei, e qual não foi a minha surprêsa, quando encontrei um projetil de revólver. Fiquei desesperada. Meu marido naquela época estava trabalhando na General Motors do Brasil. Fomos procurar saber de onde havia vindo o tiro, o síndico falou que no prédio em frente, aconteceu uma briga, e alguém atirou. Tudo bem, pelo menos ninguém queria me matar!
Meu marido trabalhava a noite, lá em São Caetano dos Campos. Um dia quando voltava pra casa, foi abordado por assaltantes, bateram nele, e muito, porque não tinha dinheiro para dar, pisaram em cima dos seus óculos quebrando... só de raiva, e maldade. O pior é que o pobre míope de pai e mãe, quase não consegue chegar em casa.
Eu tinha uma amiga querida. Ela morava na mesma rua, e sempre vinha me visitar. Um dia ficou doente e morreu.
Lá naquela casa também passei por maus pedaços, a Nádia ficou doente. Ficamos três dias indo e vindo de hospitais e nada era resolvido. Minha filha com 1ano e 6 meses apresentava os seguintes sintomas: dor abdominal, diarréia, vômito, febre alta e tosse seca. Eu a levei no instituto da Criança, lá no Hospital das Clínicas, três dias seguidos. Por ser funcionária do hospital, eu acreditava que seríamos melhores cuidadas. Porém...os pediatras de lá falavam o tempo todo a mesma coisa! Mãe dá soro caseiro pra menina! Ela está desidratada! E eu falava, como vou dar soro, se ela vomita tudo que entra! Mais eles não me ouviam. No terceiro dia cansei e fui em busca de outro serviço médico. Ela ficou em um hospital lá na Liberdade, hoje nem me lembro o nome. Só sei que lá ela chegou toda molinha, mal respirava. Fizeram imediatamente um raiox, descobriram que a coitadinha estava com pneumonia, puncionaram uma veia, instalaram soro, e falaram que ela ficaria internada até melhorar, não me deixaram ficar ao lado da minha filha. Eu só poderia visitar e sair. Todos os dias eu saía chorando, por não poder ficar com ela. Afinal era uma UTI infantil.. A febre não cedia, e eu cada vez mais triste. Tinha medo de perder a minha filhinha. Minha companheira das idas e vindas do trabalho. Depois de 5 dias ela ainda não havia melhorado, más, após 15 dias de antibioticoterapia, ela estava de alta. E foi a minha maior alegria. A levei para casa. E no outro dia, lá fomos nós felizes e juntinhas para o HC. Eu saía as 600horas da manhã de casa todos os dias. Trabalhava das 7 as 12horas, tinha horário especial, pois fazia o curso de auxiliar de enfermagem. Abraçadinha com a minha baby, e as duas mochilas nas costas, pegávamos o coletivo na liberdade que passava no Hospital das Clinicas.
Quanta coisa triste passei naquela casa. Estava na hora de procurar uma nova casa. E como sempre eu tinha que encontrar a casa sozinha. E encontrei uma casinha, lá no bairro da Casa Verde Alta. Mudamos. Ufa!!!
E quando chovia? Era um caos, o lixo ficava acumulado nos bueiros, e atrapalhava o escoar da água. E a água não conseguia descer para os bueiros, e todos sofriam. Os que jogavam o lixo, e os outros que não tinham nada a ver com aquilo.
Certa vez, estava chovendo muito, e eu voltava pra casa. Era noite, estava frio, e eu estava grávida de seis meses. Parei um pouco esperando a aguá abaixar, porém estava demorando muito, e eu estava com muito frio, não tive dúvida, resolvi enfrentar a enchente. Eu tenho 1.63 de altura. A água chegava na minha cintura. Era uma água preta com cheiro de esgoto, eu estava apavorada, e chorava, e amaldiçoava aquele lugar. Atravessei vagarosamente a rua, morrendo de medo de cair naquela água suja. A chuva já havia parado, porém a água não baixava. Finalmente cheguei no predio em que morava. Entrei no apartamento e corrí para o banho. Precisava lavar o corpo, tirar aquele cheiro insuportável. Passei tres natais naquele lugar. Nunca esquecerei o sofrimento daquela casa.
Quase morrí! Sim, uma certo dia estava eu passando roupa na sala, e derepente resolvi parar e dormir. Só sei que ouví um estrondo na tampa da radiovitrola. Levantei, e qual não foi a minha surprêsa, quando encontrei um projetil de revólver. Fiquei desesperada. Meu marido naquela época estava trabalhando na General Motors do Brasil. Fomos procurar saber de onde havia vindo o tiro, o síndico falou que no prédio em frente, aconteceu uma briga, e alguém atirou. Tudo bem, pelo menos ninguém queria me matar!
Meu marido trabalhava a noite, lá em São Caetano dos Campos. Um dia quando voltava pra casa, foi abordado por assaltantes, bateram nele, e muito, porque não tinha dinheiro para dar, pisaram em cima dos seus óculos quebrando... só de raiva, e maldade. O pior é que o pobre míope de pai e mãe, quase não consegue chegar em casa.
Eu tinha uma amiga querida. Ela morava na mesma rua, e sempre vinha me visitar. Um dia ficou doente e morreu.
Lá naquela casa também passei por maus pedaços, a Nádia ficou doente. Ficamos três dias indo e vindo de hospitais e nada era resolvido. Minha filha com 1ano e 6 meses apresentava os seguintes sintomas: dor abdominal, diarréia, vômito, febre alta e tosse seca. Eu a levei no instituto da Criança, lá no Hospital das Clínicas, três dias seguidos. Por ser funcionária do hospital, eu acreditava que seríamos melhores cuidadas. Porém...os pediatras de lá falavam o tempo todo a mesma coisa! Mãe dá soro caseiro pra menina! Ela está desidratada! E eu falava, como vou dar soro, se ela vomita tudo que entra! Mais eles não me ouviam. No terceiro dia cansei e fui em busca de outro serviço médico. Ela ficou em um hospital lá na Liberdade, hoje nem me lembro o nome. Só sei que lá ela chegou toda molinha, mal respirava. Fizeram imediatamente um raiox, descobriram que a coitadinha estava com pneumonia, puncionaram uma veia, instalaram soro, e falaram que ela ficaria internada até melhorar, não me deixaram ficar ao lado da minha filha. Eu só poderia visitar e sair. Todos os dias eu saía chorando, por não poder ficar com ela. Afinal era uma UTI infantil.. A febre não cedia, e eu cada vez mais triste. Tinha medo de perder a minha filhinha. Minha companheira das idas e vindas do trabalho. Depois de 5 dias ela ainda não havia melhorado, más, após 15 dias de antibioticoterapia, ela estava de alta. E foi a minha maior alegria. A levei para casa. E no outro dia, lá fomos nós felizes e juntinhas para o HC. Eu saía as 600horas da manhã de casa todos os dias. Trabalhava das 7 as 12horas, tinha horário especial, pois fazia o curso de auxiliar de enfermagem. Abraçadinha com a minha baby, e as duas mochilas nas costas, pegávamos o coletivo na liberdade que passava no Hospital das Clinicas.
Quanta coisa triste passei naquela casa. Estava na hora de procurar uma nova casa. E como sempre eu tinha que encontrar a casa sozinha. E encontrei uma casinha, lá no bairro da Casa Verde Alta. Mudamos. Ufa!!!
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Iniciativa
É preciso correr atrás do prejuizo, já não consigo ver com os meus olhos. Preciso dos olhos dos meus filhos. O meu financeiro acabaria me levando para a psiquiatria, não posso deixar os problemas acabarem comigo. Tive uma ótima idéia, coloquei os meus filhos à frente do financeiro. Estava sofrendo à anos com esse impasse. Percebi que se não tomasse uma posição, acabaria levando toda a família para um buraco sem fim. Hoje, estou mais sossegada. Meu filho, será o meu assistente financeiro. Por enquanto ele ficará com toda a responsabilidade financeira da casa. Em breve, deixarei que o mesmo faça todas as transações financeira do meu salário total. E isso durou um mês. E as coisas estão aparentemente voltando aos eixos...ou não?
quinta-feira, 21 de julho de 2011
O Amadurecimento
É diferente a mãe que fui ontem, para a mãe que sou agora. Quando o Felipe nasceu minhas expectativas eram outras. Estava o tempo todo preocupada com o trabalho, vivia em busca da felicidade apenas no trabalho, não conseguia pensar na família no financeiro. Também naquela época, eu estudava. Tinha a minha casa, o meu filho, o marido, o curso de auxiliar. Eram tantas coisas, que a minha cabeça era fraca para entender. Eu queria ter a sabedoria de hoje naquele tempo. Poxa! Se eu pensasse ontem como penso agora, eu seria uma pessoa equilibrada financeiramente falando. Eu entro nesse assunto, porque já me deixou noites revirando na cama, eu buscava uma solução, mais não conseguia articular, seja lá com quem fosse. Estou feliz agora que poderei contar com o meu filho. Sei que poderemos ir longe. Conversar com os credores é uma ótima solução, só me dei conta agora, não é um bicho de sete cabeças. Também sei, que o que quero é preparar os meu filhos para poderem viver sem mim. No calabouço em que me encontrava, não era mais possível continuar vivendo, mesmo porque não era vida, eu estava vegetando. É triste, trabalhar o mês inteiro, e no final, não conseguir arcar com as contas devido o mal cuidado do dinheiro. Acredito ter achado a solução para o meu problema. Que bom que não preciso do show da vida, para me auxiliar. Queridos filhos, espero que realmente consigamos viver melhor, sem medo do futuro.
sábado, 16 de julho de 2011
O Hospital
Com 20 anos eu trabalhava na casa de Dona Albina, eu era acompanhante da Dona Maximina uma linda idosa.
A dona Albina pagava um convênio para mim na época que se chamava CLAM, era do grupo Silvio Santos. Era um ótimo convênio. Tinha um carocinho na mama esquerda, e estava me deixando preocupada, pois eu tinha dor. Era uma discreta dor mais eu estava com muito medo medo. Fui ao médico e após exames detectaram um nódulo. Contei para a dona Albina, e ela me disse para eu não me preocupar. Falou também que se eu tivesse que operar ficaria comigo, que eu não iria ficar sózinha no hospital. Um mês depois veio a notícia inesperada:_ Você sofrerá uma intervenção cirúrgica! Fiquei com tanto medo! Preparei tudo e me internei. Dona Albina esteve o tempo todo ao meu lado. Na internação a Dona Albina estava comigo, me deu segurança a sua presença. Quando eu estava em cima da maca e preparada para ir para o centro cirúrgico, dona Albina pegou em minha mão, e disse:_ Boa sorte! Tudo dará certo! Eu estarei aqui quando você voltar da cirurgia. E eu falava pra ela: Me perdoe se fiz algo errado pra senhora. Eu sei que vou morrer. Ela ria e falava: _ Fiteira! E fui. Quando acordei estava no meu quarto com a minha acompanhante. Já tinha acontecido a cirurgia e não vi nada. Estava alí agora me levantando para ir ao banheiro, e ela me ajudava. Dona Albina a mãe que eu queria para mim. Nada demais, só um nódulo benigno. Foi isso, que o médico falou.
A dona Albina pagava um convênio para mim na época que se chamava CLAM, era do grupo Silvio Santos. Era um ótimo convênio. Tinha um carocinho na mama esquerda, e estava me deixando preocupada, pois eu tinha dor. Era uma discreta dor mais eu estava com muito medo medo. Fui ao médico e após exames detectaram um nódulo. Contei para a dona Albina, e ela me disse para eu não me preocupar. Falou também que se eu tivesse que operar ficaria comigo, que eu não iria ficar sózinha no hospital. Um mês depois veio a notícia inesperada:_ Você sofrerá uma intervenção cirúrgica! Fiquei com tanto medo! Preparei tudo e me internei. Dona Albina esteve o tempo todo ao meu lado. Na internação a Dona Albina estava comigo, me deu segurança a sua presença. Quando eu estava em cima da maca e preparada para ir para o centro cirúrgico, dona Albina pegou em minha mão, e disse:_ Boa sorte! Tudo dará certo! Eu estarei aqui quando você voltar da cirurgia. E eu falava pra ela: Me perdoe se fiz algo errado pra senhora. Eu sei que vou morrer. Ela ria e falava: _ Fiteira! E fui. Quando acordei estava no meu quarto com a minha acompanhante. Já tinha acontecido a cirurgia e não vi nada. Estava alí agora me levantando para ir ao banheiro, e ela me ajudava. Dona Albina a mãe que eu queria para mim. Nada demais, só um nódulo benigno. Foi isso, que o médico falou.
Um Homem do Mal
E tive infância? Não me lembro de brincadeiras quando criança, não me lembro de dias felizes, não tenho recordações de festa de aniversário. Minha infância foi de fome, dor, tristeza, e muito choro. Eu tinha um padrasto que me odiava. Hoje eu acredito que quando ele olhava pra mim, pensava: essa menina é o homem que a minha mulher teve antes de mim. Só pode ser isso, porque nada difere disso, nem explica tanta maldade.
Quando nasceu o meu irmão José Roberto, as coisas ficaram piores para o meu lado. Ele dizia, que agora tinha seu filho. Eu parecia um cachorrinho, vivia triste, era difícil ganhar um carinho mesmo da minha mãe, que tinha os olhos o tempo todo voltado, para a criança e para o seu amor. O meu padrasto era etilista crônico, todos os dias, ingeria pinga pura, bebia até cair, e quando isso acontecia, saía do bar e seguia para casa, onde atormentava toda a família. Chegava em casa como se fosse UM Diabo, batia na minha mãe, e eu não podia fazer nada, se eu derrubasse uma tampa de panela no chão, um tabefe chegava na cabeça. Ele me espancava por qualquer coisa. Morávamos numa casa pequena, lá no Jardim Mírian. Tínhamos vários vizinhos, já que pra mim parecia um cortiço. Era uma confusão a minha casa, pois todas as vezes que meu padrasto chegava totalmente bêbado, começava uma briga, oras porque a comida estava quente, oras porque a comida estava fria, oras, porque não tinha carne, oras, porque tinha só ovo. Qualquer motivo, era motivo para o início de uma briga, ele queria confusão. E eu só chorava, as vezes ficava em um cantinho desejando a morte do infeliz.
Quando nasceu o meu irmão José Roberto, as coisas ficaram piores para o meu lado. Ele dizia, que agora tinha seu filho. Eu parecia um cachorrinho, vivia triste, era difícil ganhar um carinho mesmo da minha mãe, que tinha os olhos o tempo todo voltado, para a criança e para o seu amor. O meu padrasto era etilista crônico, todos os dias, ingeria pinga pura, bebia até cair, e quando isso acontecia, saía do bar e seguia para casa, onde atormentava toda a família. Chegava em casa como se fosse UM Diabo, batia na minha mãe, e eu não podia fazer nada, se eu derrubasse uma tampa de panela no chão, um tabefe chegava na cabeça. Ele me espancava por qualquer coisa. Morávamos numa casa pequena, lá no Jardim Mírian. Tínhamos vários vizinhos, já que pra mim parecia um cortiço. Era uma confusão a minha casa, pois todas as vezes que meu padrasto chegava totalmente bêbado, começava uma briga, oras porque a comida estava quente, oras porque a comida estava fria, oras, porque não tinha carne, oras, porque tinha só ovo. Qualquer motivo, era motivo para o início de uma briga, ele queria confusão. E eu só chorava, as vezes ficava em um cantinho desejando a morte do infeliz.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Meu Filho...Felipe!
Quando ele nasceu, a vida sorria para mim, eu estava no auge da paixão com o meu marido. Passávamos até 8 horas se curtindo. Eu era doente por meu marido. Ele nem tanto. O que fazia bem era amor. Eu era doméstica. Quando o Felipe nasceu eu fiquei um mês em casa, depois fui trabalhar, levava ele comigo, minha patroa era a neta da dona Maximina, a senhora com a qual trabalhei 11anos, e só a deixei porque ela morreu. O nome dela era Teresa. Ela é médica, especialista em doenças infecciosas, e também uma ótima amiga. Me ajudou muito. Eu cuidava da casa dela, e cuidava do Felipe, que era um chorão. Chorava o dia todo. Espertinho...só ficava quieto, quando eu o colocava no babybag, e deixava grudado nas minhas costas. Enquanto eu arrumava a casa ele acompanhava tudo com o olhar. Ele dormia placidamente, enquando eu lavava. passava e cozinhava. E quando eu o botava na cama ele gritava, berrava, alucinado, parecia que estavam matando! Gritava muito, eu botava ele no colo, dava o peito. Mamava até não querer mais. Só não queria ficar na cama, eu o colocava na cama e ficava com o corpo encostado nele, e ele dormia. Eu colocava uma almofada nas costas dele, e saía. Era o tempo de descer as escadas, e lá estava o Felipe se esgoelando. Mamamia! Como o Felipe chorava. Só queria ficar no peito ou no colo. Ele mamou três anos. Quando a Nádia Nasceu, pensa que ele parou de mamar? Que nada, ele pegava um peito e a Nádia pegava o outro. E eu parecia que ia morrer. A Patricia morou comigo. Ela foi a irmã que mais me ajudou.
Enquanto eu amamentava gritava:
_ Patricia...pelo amor de Deus me dá água! Esses dois vão me matar!!! ahahahahahahah. Era fogo!Meus filhos mamavam. Eu emagrecia. Pesava 49 kg, com 1.63. Parecia uma caveira. Quando estava na rua e aparecia um pé de -de-vento, tinha medo. Me falavam. O vento vai te levar! Nossa! Como você está magra!
Enquanto eu amamentava gritava:
_ Patricia...pelo amor de Deus me dá água! Esses dois vão me matar!!! ahahahahahahah. Era fogo!Meus filhos mamavam. Eu emagrecia. Pesava 49 kg, com 1.63. Parecia uma caveira. Quando estava na rua e aparecia um pé de -de-vento, tinha medo. Me falavam. O vento vai te levar! Nossa! Como você está magra!
- Eu só tinha o couro e o osso, e os peitos enormes. Minha mãe dizia: Meu Deus! Como essa menina tah magra! Precisa comer! Eu comia muito, más parece... que eles me sugavam toda a minha comida pelos bicos do peito. Eles mamavam, e eu trabalhava. A Paty ajudava arrumar a casa. E a noite ela ia pra escola. O meu marido trabalhava na General Motors do Brasil. Fui pro Hospital das Clínicas em 1989.
Minha Filha Nádia Cristina
O seu nascimento foi esperado, e não deu trabalho para nascer. Senti uma pequena cólica pela manhã, então falei para o meu marido, vou esperar o momento certo, para ir ao hospital. Quando chegar lá, quero que tirem a minha filha rápido. Não quero sofrer como do primeiro parto! E foi assim mesmo. Como eu havia planejado. Fiquei o dia todo em casa, aguardando a hora. Quando foi as 21:00horas senti uma dorzinha, tipo(cólica), e veio mais uma e outra, em um intervalo de 10 minutos. Liguei pra minha ginecologista, pois naquela época eu tinha um ótimo convênio. A mesma pediu para que eu fosse esperá-la, no Hospital Santa izabel, lá na Santa Cecília. Ao chegar, já fui recebida pela médica que me aguardava. Foi o tempo de verificarem os sinais vitais e me levarem para o centro cirúrgico, a médica rompeu a bolsa, me ligaram um soro, e a Nádia nascia, dia 2 de julho de 1992. Que coisinha bonitinha, tão fofinha. A médica falou:_ é a criança que tem o nariz mais bonito do berçário! Eu fiquei muito feliz.
Minha felicidade estava completa, eu sempre sonhei com dois filhos. E eu queria um casal. Já tinha o Felipe com 2 anos de idade. Agora eu tinha duas crianças. Eu já trabalhava no HC. Agora precisava arranjar creche para a minha filhinha. Ela não queria pegar o peito, porém com muito esforço consegui que ela pegasse. E mamou 9 meses. Era um doce de criança. Só chorava quando estava com fome ou com as fraldas sujas, caso contrário, ficava quietinha no berço.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
TENHO MEDO DE ESQUECER.
Tenho uma imensa alegria, a Ana Lívia. Quando minha irmã se foi, pediu para que eu cuidasse de sua filha. E eu serei a sua verdadeira mãe. A amo, como se só ela existisse na minha vida
Amo também os outros filhos, o Felipe e a Nádia. Engraçado falar da Nádia. Quando ela era pequeni-
na, eu achava que ela não gostava de mim. Ela nunca me abraçava. Eu achava que ela só gostava do pai. Eu
descobri que ela me amava, e que sentia a minha falta, quando eu tive que passar por uma cirúrgia, e ela ficou doente. Ela teve febre de saudades, como pode isso? Eu pareço uma bobona, tenho ciúmes mortal dos meus filhos, principalmente da Ana. Eu queria que a Nádia fosse mesmo morar com o pai dela. Hoje não quero mais. Queria ficar ao lado dos três filhos, até o último dia de vida, não quero mais. Quero meus filhos felizes, e que consigam tudo que eu não consegui. Quero que o Felipe vá morar no Canadá, que a Nádia aprenda Inglês e vença na vida. Vou cuidar da minha filhinha Ana, até que eu durma para sempre. Hoje abri a minha cabeça para o mundo. E se eu tivesse uma chance para sair do País, eu também iria. Amo o Brasil, porém acredito que tudo poderia ser diferente. A cultura deveria estar mais inserida nas vidas ddas crianças, e dos jovens.
Amo também os outros filhos, o Felipe e a Nádia. Engraçado falar da Nádia. Quando ela era pequeni-
na, eu achava que ela não gostava de mim. Ela nunca me abraçava. Eu achava que ela só gostava do pai. Eu
descobri que ela me amava, e que sentia a minha falta, quando eu tive que passar por uma cirúrgia, e ela ficou doente. Ela teve febre de saudades, como pode isso? Eu pareço uma bobona, tenho ciúmes mortal dos meus filhos, principalmente da Ana. Eu queria que a Nádia fosse mesmo morar com o pai dela. Hoje não quero mais. Queria ficar ao lado dos três filhos, até o último dia de vida, não quero mais. Quero meus filhos felizes, e que consigam tudo que eu não consegui. Quero que o Felipe vá morar no Canadá, que a Nádia aprenda Inglês e vença na vida. Vou cuidar da minha filhinha Ana, até que eu durma para sempre. Hoje abri a minha cabeça para o mundo. E se eu tivesse uma chance para sair do País, eu também iria. Amo o Brasil, porém acredito que tudo poderia ser diferente. A cultura deveria estar mais inserida nas vidas ddas crianças, e dos jovens.
terça-feira, 28 de junho de 2011
NOS DIAS DE HOJE.
Semana dificil. Problemas financeiros, dinheiro contado. E o pior, a doença perseguindo a todos. Quando não é isso, é a dor. Em 2004 descobriram no Hospital das Clinicas, que tenho uma doença incurável. A Artrite Reumatóide, desde lá venho sofrendo muito. No começo as dores eram violentas. Eu acordava pela manhã com as articulações travadas. A dor era tão intensa, que eu nem conseguia me levantar da cama. Houve um dia, em que a minha filha Nádia, teve que me dar banho, pois com a mobilidade reduzida, não conseguia, nem tomar banho sózinha. E houve várias vezes que eu não conseguia por o sutiã, ou vestir a blusa. Isso é muito triste. Imagine para uma auxiliar de enfermagem, ter que passar o dia, na cama. E os corticóides que nos fazem ficar com a cara de lua cheia. Estou com 51 anos, tenho dores constantes. Espero mais alguns anos para a minha aposentadoria. Estou agora na Terapia do Movimento. Essa terapia é uma lei acreditada por mim. Eu acredito que quanto mais movimento, melhor. Todos os dias acordo ainda com dor, não tomo medicação, porque a Artrite não tem cura. Hoje estou com uma dor imensa. Tenho que ir trabalhar. Preciso aguentar essa dor, que me incomoda, pois daqui a pouco estarei livre. As vezes brinco com o pensamento e a dor some. E a dor compartilhada não é dor diminuída. Porém o movimento ajuda a diminuir a dor. Então Viva o Movimento!
domingo, 12 de junho de 2011
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Quando Peguei a Ana
Tomei á minha filha nos braços e fui pra casa de minha mãe. Lá tinha muitas roupinhas que a Patricia havia conseguido com as pessoas que tanto amavam a Vera. A Paty é uma irmã que amo muito. Foi uma festa, todos estavam esperando que a criança ficasse com eles na casa da minha mãe. Então eu disse á eles que ela não poderia ficar lá, pois havia prometido á minha irmã, que cuidaria da criança. E também prometí à própria criança, que eu seria uma boa mãe pra ela. Houve um rebuliço, a minha irmã caçula fez umas manhas, para ficar com a criança, más eu ganhei. Peguei tudo o que tinham comprado para a criança e fui com ela pra vila Santa Isabel. O bairro onde morava com os meus outros filhos, Felipe e Nadia. E agora? Como ia cuidar? Estava triste, meu coração partido de dor, e saudades da minha irmã Vera. Estava alí com a filhinha dela nos braços e um monte de perguntas no ar. Meus filhos Felipe e Nádia eram jovens, e eu agora com uma recém nascida em casa. Meus filhos não gostaram da idéia, más aceitaram, a minha opinião.
Agora urgente, teria que arrumar uma pessoa de confiança para cuidar da bebê, quando eu estivesse trabalhando. A final ela era uma recém nascida e doente, não poderia ficar com os meus filhos eles não saberiam cuidar corretamente.
Ela era fraquinha e magrinha. Os médicos me indicaram dar para ela leite Nan. Todo o leite que eu dava, ela vomitava.Tinha horas que eu pensava que ela ia morrer, pois vomitava o tempo todo. Todos os dias fazia massagens, e conversava muito com ela. colocava músicas para ela ouvir. Ela tinha também bronquite. E as crises eram violentas. Ainda bem que a minha chefe do HC, foi boa comigo, me deu alguns dias para eu cuidar da nenen. E me deu tempo, para eu conseguir uma babá. Escolhí uma pessoa que morava pertinho da minha casa. Seu nome Marcia. Foi uma pessoa maravilhosa. Eu não saberia viver sem o auxílio da Marcia. Foi uma grande aliada em minha vida.
Agora urgente, teria que arrumar uma pessoa de confiança para cuidar da bebê, quando eu estivesse trabalhando. A final ela era uma recém nascida e doente, não poderia ficar com os meus filhos eles não saberiam cuidar corretamente.
Ela era fraquinha e magrinha. Os médicos me indicaram dar para ela leite Nan. Todo o leite que eu dava, ela vomitava.Tinha horas que eu pensava que ela ia morrer, pois vomitava o tempo todo. Todos os dias fazia massagens, e conversava muito com ela. colocava músicas para ela ouvir. Ela tinha também bronquite. E as crises eram violentas. Ainda bem que a minha chefe do HC, foi boa comigo, me deu alguns dias para eu cuidar da nenen. E me deu tempo, para eu conseguir uma babá. Escolhí uma pessoa que morava pertinho da minha casa. Seu nome Marcia. Foi uma pessoa maravilhosa. Eu não saberia viver sem o auxílio da Marcia. Foi uma grande aliada em minha vida.
Enfrentando o Hospital Zona Sul.
Em 23de março de 2004, a minha irmã Vera Lúcia, deixou essa vida, más deixou uma linda sementinha, Ana Lívia. Imaginem a minha dor, acabei de perder a minha irmã, e ainda tendo que ir todos os dias no Hospital Zona Sul. Sim, porque minha irmã faleceu, más deixou sua filhinha que ficou entre a vida e a morte. Cheguei ao hospital, me apresentei como irmã da mãe da criança, e como apartir daquele momento: seria á mãe da recém-nascida. A criança era bem pequenina, tinha que ficar no hospital para ganhar peso. Seus bracinhos pareciam gravetos, bem fininhos, ela era tão bonitinha, á amei desde aquele primeiro momento. E eu disse á mim mesma: _ Eu havia prometido á minha irmã! Vou cuidar com muito amor dessa criança! Fique em paz minha irmã!
A criança nasceu com anóxia, com baixo peso, e pela dificuldade para respirar, ficaria internada até melhorar. Recebia alimento por uma sonda e ficava em uma isolete (berço aquecido).
Todos os dias eu a visitava. Ficava com ela, conversava, dizia que eu seria uma boa mãe, para ela. Que compraria roupinhas, que iria comprar um bercinho, e que em breve iria pra casa comigo. Durante as minhas visitas briguei várias vezes com o pessoal da portaria. Muitas vezes me perguntavam o que eu era da criança, e eu respondia que era a tia. Então me falavam que eu não poderia visitar, que só a mãe podia subir, pois lá era uma UTI. Eu ficava possessa e gritava: como eu não poderia ver a minha sobrinha? Ela só tinha á mim! Vocês mataram a mãe dela! Nossa que forte, né! Más naquele momento eu estava triste, chorando, e vinham ainda me cutucar. O que queriam? Uma certa vez, pedi pra falar com a Assistente Social. Eu disse á ela que eles precisavam fazer as coisas direito, que assim, não poderia continuar, pois todas as vezes que eu ia visitar a minha sobrinha, era uma briga. Que eu trabalhava no Hospital das Clínicas, ficava 12 horas no plantão. Não podia ficar perdendo tempo com encrencas. Eles que resolvessem logo. Enfim fizeram uma autorização para que eu pudesse entrar, e acabaram os problemas. Agora eu ia todos os dias visitar a criança, e esperava que ela ganhasse peso logo, para eu tirá-la daquele lugar. Tive que obter uma autorização do pai da criança para levá-la comigo.
Ele era casado e tinha vontade de levar para a casa dele, más eu disse á ele que a minha irmã pediu em vida, para eu cuidar da filhinha dela, e que ele não iria levá-la. Ele concordou mais ou menos comigo.
Os dias foram passando e a criança, foi ganhando peso, ficando fortinha. Tiraram a sonda., porém ainda estava no oxigênio. Estava ficando lindinha. E eu cada vez mais apaixonada.
A criança nasceu com anóxia, com baixo peso, e pela dificuldade para respirar, ficaria internada até melhorar. Recebia alimento por uma sonda e ficava em uma isolete (berço aquecido).
Todos os dias eu a visitava. Ficava com ela, conversava, dizia que eu seria uma boa mãe, para ela. Que compraria roupinhas, que iria comprar um bercinho, e que em breve iria pra casa comigo. Durante as minhas visitas briguei várias vezes com o pessoal da portaria. Muitas vezes me perguntavam o que eu era da criança, e eu respondia que era a tia. Então me falavam que eu não poderia visitar, que só a mãe podia subir, pois lá era uma UTI. Eu ficava possessa e gritava: como eu não poderia ver a minha sobrinha? Ela só tinha á mim! Vocês mataram a mãe dela! Nossa que forte, né! Más naquele momento eu estava triste, chorando, e vinham ainda me cutucar. O que queriam? Uma certa vez, pedi pra falar com a Assistente Social. Eu disse á ela que eles precisavam fazer as coisas direito, que assim, não poderia continuar, pois todas as vezes que eu ia visitar a minha sobrinha, era uma briga. Que eu trabalhava no Hospital das Clínicas, ficava 12 horas no plantão. Não podia ficar perdendo tempo com encrencas. Eles que resolvessem logo. Enfim fizeram uma autorização para que eu pudesse entrar, e acabaram os problemas. Agora eu ia todos os dias visitar a criança, e esperava que ela ganhasse peso logo, para eu tirá-la daquele lugar. Tive que obter uma autorização do pai da criança para levá-la comigo.
Ele era casado e tinha vontade de levar para a casa dele, más eu disse á ele que a minha irmã pediu em vida, para eu cuidar da filhinha dela, e que ele não iria levá-la. Ele concordou mais ou menos comigo.
Os dias foram passando e a criança, foi ganhando peso, ficando fortinha. Tiraram a sonda., porém ainda estava no oxigênio. Estava ficando lindinha. E eu cada vez mais apaixonada.
- Chegou o dia. Ela estava de alta. Quando entrei no hospital tudo era diferente. Agora eu já era á mãe da nenen. Só que na alta eu precisava da autorização do pai, para sair com a criança do hospital. Telefonei para ele e fiquei uma três horas esperando. Nossa, eu estava apavorada, com receio que ele não me deixasse levá-la comigo. E quando ele chegou e assinou á autorização, foi uma festa no meu coração.
Artrite Reumatóide: Geriatria Sair ou Ficar
Artrite Reumatóide: Reumatismo e o Inverno. A dor começa quando você abre os olhos, e tenta se movimentar, as mãos estão travadas, suas articulações estão como uma fechadura inferrujada. Eu já tentei por duas vezes mudar de setor. Pedi para a minha chefe me transferir para um lugar que fosse menos pesado. Afinal, a Geriatria para uma pessoa com o meu problema de saúde, não é indicado. A chefe da Divisão de enfermagem Dona Cristina, falou que não existe lugar leve dentro do hospital. Eu sei que é má vontade de todos. Mostrei uma carta da médica pro serviço médico me disseram que tenho que ter um laudo, pedi um laudo pra minha reumatologista, e a mesma colocou no papel (provável diagnóstico de artrite reumatóide), eles não aceitaram. Eu trabalho com grande esforço, tenho dores horríveis dia e noite. Fazem 2 anos que não tomo medicação para a doença, desde não faziam mais nenhum efeito positivo, só negativo, foi que eu desisti. Estou agora nesse inverno com muita dor. Trabalho bastante, porque preciso. A minha terapia para enganar a dor é o movimento. Cada vez me movimentando mais. Já aprendi a conviver com a dor, pelo menos meus órgãos vitais agradecem, por não me encher de medicação. Eu amo demais trabalhar na geriatria, que pena que tenho que sair.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
A Grande Dor.
- Estava eu na minha casa, quando senti um sopro no ouvido. Foi um estranho vento. Pensei nossa, mas o que é isso? Derepente a minha irmã Patricia veio me visitar, e me contou que a Vera estava internada no Hospital Zona Sul. Me disse assim: Má ela está grave. Ontem fomos vê-la. Ela está edemaciada, com hipertensão arterial, e sofre com falta de ar. Eu perguntei porque ela não foi para o Hospital das Clínicas. e a Paty me respondeu que não deu tempo. E assim eu ainda estava pensando, sobre... quando o telefone toca: a vóz do outro lado me disse: oi Má tudo bem? Eu nem esperei ela falar mais nada, senti uma ângustia tão grande. E naquele dia 23 de março de 2004 minha irmã Vera Lúcia morria de parto.
A visita.
Naquele dia, parece que ela chegou, só para se despedir. Veio com os filhos, me contou que seu coração estava transbordando de tanta dor. Falou muito do homem que ela amava ,e que lhe prometeu um porto seguro, porém no momento que soube da gravidez, lhe jogou um balde de água fria na cabeça. Sua dor era muito grande. Veio passar uns dias na minha casa para espairecer. Fomos no banco e ela pegou o dinheiro da bolsa família. Estava com muita vontade de comer frango e salada de cenoura, que segundo ela só eu sabia fazer. No largo do Carrão ela me falou assim...do nada...Má, se eu morrer, você cuida da minha criança! Eu sei que você será uma boa mãe pro meu filho, pois você cuida muito bem dos seus.
Lhe respondi que sim, que eu cuidaria, más que ela parasse de falar bobagens. Minha irmã, a querida Vera Lúcia estava gràvida de seis meses. Assim se passaram seis dias. Naquela tarde depois do almoço ela foi embora, para casa da minha mãe. E eu jamais pensei que iria ser mãe novamente. Afinal eu ja tenho uma certa idade tenho dois filhos jovens e não queria mais filho.
Lhe respondi que sim, que eu cuidaria, más que ela parasse de falar bobagens. Minha irmã, a querida Vera Lúcia estava gràvida de seis meses. Assim se passaram seis dias. Naquela tarde depois do almoço ela foi embora, para casa da minha mãe. E eu jamais pensei que iria ser mãe novamente. Afinal eu ja tenho uma certa idade tenho dois filhos jovens e não queria mais filho.
domingo, 5 de junho de 2011
Vera, Minha Irmã Fan, Nunca A Esquecerei
Estamos em 2004. Em fevereiro desse ano recebi a visita da minha irmã querida. Vera Lúcia, e os dois sobrinhos, Rafael e Jeferson. Ficaram quase uma semana na minha casa, na vila Santa Isabel. Minha irmã estava grávida, e estava passando por maus pedaços na casa de minha mãe. Me disse que a outra irmã, a caçula da família a estava maltratando muito. Me falou que queria ficar alguns dias em minha casa, queria pensar na vida, denotava uma tristeza no olhar. Durante sua estadia em minha casa fiz tudo para que ela ficasse melhor. Todos os dias caminhávamos, levávamos as crianças para passear na Praça Sampaio Vidal. Minha irmã estava com uma tristeza de dar dó, me disse que não sabia o que fazer com o Nenê que estava esprando e que a irmã havia dito que quando ela tivesse o nenê teria que arranjar um lugar pra ficar, que na casa de minha mãe ela não poderia ficar. e disse também ou a Vera ou ela. Isso ela me relatou aquele dia. Eu falei pra ela que tudo daria certo. Me pediu para fazer um frango pra ela comer, e me confidenciou que estava com muita vontade d comer o frango que só eu sabia fazer. Eu fiz com prazer o frango mais delicioso do mundo, e ela comeu feliz. Ficou quase uma semana comigo.
Estávamos indo ao mercado quando do nada ela me pediu:
_ Marcia, se acontecer aluma coisa de ruim comigo, você cuida de meu bebê! Sabe, eu sei que você cuida bem dos seus filhos! Eu confio que se eu vier a falecer você será uma boa mãe pra minha criança. Então eu lhe respondí.
_ Credo Vera, pára de falar bobagens! Você não vai morrer!
E ela insistiu:
Sabe Marcia, se você não quizer cuidar, pode dar pra Tia Anália que tem melhores condições de vida, mas eu prefiro que fique com você!
Daquele momento em diante eu saberia do fundo do meu coração, que se minha querida irmã falecesse eu iria dar a minha vida pela criança dela.
Dia 23 de março de 2004 as 17:00horas, a Paty veio me visitar e me falou que a minha irmã Vera estava muito mal, nquele hospital do capeta, o Regional Sul de Santo Amaro. Eu havia dito que visitaria ela no dia seguinte, pois como sempre, estava cansada por ter saido naquele dia do plantão.
Eis que o telefone toca e vóz que falava era de uma conhecida de minha mãe que nunca havia telefonado antes. E o meu coração de irmã já sentiu que era má notícia.
E comunicou que minha irmã Vera havia acabado de falecer. Meu chão caiu. Fiquei estranha. Não acreditei. Uma angustia muito grande tomou conta do meu ser. E nem pensei que em breve eu assumiria mais uma vez o papel de mãe.
Fui lá no Jardim Angela, fui conversar com os meus irmãos e mãe. Preparamos tudo e no dia seguinte foi o enterro de minha doce irmã.
Depois de tudo fui ao hospital para assumir a minha sobrinha querida que estava entre a vida e a morte na UTI neonatal. Desde a primeira vez que vi aquela vida, eu disse serás minha filha! Te amarei para sempre. Prometi a minha irmã que cuidaria de ti. Pode ficar tranquila! Minha irmã amou tanto sua filha, que mesmo sentindo que partiria, pensou em protegê-la, e não descuidou do cuidado de mãe. Mesmo sabendo que não estaria mais nessa terra, arrumou uma mãe em vida, pra quando partir, sua filha ficar abrigada com tanto amor quanto o que ela teria pra dar.
Estávamos indo ao mercado quando do nada ela me pediu:
_ Marcia, se acontecer aluma coisa de ruim comigo, você cuida de meu bebê! Sabe, eu sei que você cuida bem dos seus filhos! Eu confio que se eu vier a falecer você será uma boa mãe pra minha criança. Então eu lhe respondí.
_ Credo Vera, pára de falar bobagens! Você não vai morrer!
E ela insistiu:
Sabe Marcia, se você não quizer cuidar, pode dar pra Tia Anália que tem melhores condições de vida, mas eu prefiro que fique com você!
Daquele momento em diante eu saberia do fundo do meu coração, que se minha querida irmã falecesse eu iria dar a minha vida pela criança dela.
Dia 23 de março de 2004 as 17:00horas, a Paty veio me visitar e me falou que a minha irmã Vera estava muito mal, nquele hospital do capeta, o Regional Sul de Santo Amaro. Eu havia dito que visitaria ela no dia seguinte, pois como sempre, estava cansada por ter saido naquele dia do plantão.
Eis que o telefone toca e vóz que falava era de uma conhecida de minha mãe que nunca havia telefonado antes. E o meu coração de irmã já sentiu que era má notícia.
E comunicou que minha irmã Vera havia acabado de falecer. Meu chão caiu. Fiquei estranha. Não acreditei. Uma angustia muito grande tomou conta do meu ser. E nem pensei que em breve eu assumiria mais uma vez o papel de mãe.
Fui lá no Jardim Angela, fui conversar com os meus irmãos e mãe. Preparamos tudo e no dia seguinte foi o enterro de minha doce irmã.
Depois de tudo fui ao hospital para assumir a minha sobrinha querida que estava entre a vida e a morte na UTI neonatal. Desde a primeira vez que vi aquela vida, eu disse serás minha filha! Te amarei para sempre. Prometi a minha irmã que cuidaria de ti. Pode ficar tranquila! Minha irmã amou tanto sua filha, que mesmo sentindo que partiria, pensou em protegê-la, e não descuidou do cuidado de mãe. Mesmo sabendo que não estaria mais nessa terra, arrumou uma mãe em vida, pra quando partir, sua filha ficar abrigada com tanto amor quanto o que ela teria pra dar.
O Beijo.
Acabou. Tchau. Fim. Que coisa chata! Uma pessoa falando sobre um tal de beijo que nem aconteceu como tinha que acontecer. E a emoção esperada? Não era amor. O que era então? Nada. Quando somos muito jovens acreditamos que o desconhecido pode ser bom, poderá ser emocionante. Então corremos, e quando nos deparamos com aquilo que tanto almejavamos, vamos ver, que não era bem aquilo que queríamos.
O Beijo.
Fui novamente á casa de uma amiga que morava perto da casa de minha mãe. Conversei com ela sobre o Marcio, lhe disse sobre o beijo que eu estva com medo, e que não sabia como fazer para recebê-lo, nunca havia beijado ninguém, ai ai o que fazer? Ela me falou que eu tinha que relaxar e deixar acontecer. Então fiquei esperando o Marcio aparecer. E quando ele apareceu eu fui até ele. Ele parou perto de mim, me olhou bem no fundo dos olhos, e lá estava eu com a boca dele na minha, eu me atrapalhei toda bati os dentes na boca dele e foi um terror, mas enfim conseguimos nos ajeitar, e o beijo saiu. Só sei dizer que não foi daquela vez, que aprendi a beijar. Desisti também de namorar. Afinal eu o amava platonicamente e agora com o beijo, o sentimento foi embora.
Difícil Esquecer O Primeiro Namorado
Tive poucos namorados, porém, três nomes importantes. Marcio, o primeiro namorado. Tinha uns 13 anos e estava no quintal lavando louças, quando vi ,aquele rapaz alto, branco, com cabelos encaracolados pretos e que ao passar lançou-me um olhar, que me deixou com tontura. Fiquei totalmente hipnotizada por aquele olhar. Todas as vezes que o via era a mesma coisa. Então um certo dia ele me chamou e perguntou o meu nome, ao responder, que era Marcia, ele me deu um belo sorriso e tentou me beijar, no que me esquivei, e fugi correndo. Naquela época eu ainda não sabia como era um beijo na boca, e tinha vergonha de errar. Passei uma semana pensando, o que eu faria, quando chegasse o momento!
O Beijo. Finalmente chegou o dia. Quando o vi passar, novamente aquele olhar que me queimava...
Fui á casa da minha amiga Alcina e perguntei como era o beijo na boca. Ela falou, que eu tinha que usar a língua, fiquei assustada, e ao mesmo tempo ansiosa para experimentar, o tal beijo de língua. E quando estava anoitecendo, lá vinha ele todo lindo, e eu apavorada. Ele se aproximou e segurou em minha cintura, fiquei extasiada. E quando tocou sua boca na minha, encostei os babios na boca dele, porém minha boca ficou fechada, a sua boca da minha ficou complicado, tentava fazer com que eu abrisse a boca mais eu me enrolei toda. Me soltei dele e saí correndo. O beijo não aconteceu.Sonei mais três meses com aquele beijo que não aconteceu.
Naquela linda tarde já tinha esquecido o ocorrido quando saí bem arrumada, era domingo e eu fui a padaria pra comprar pão pra minha mãe. E qual não foi a minha surpresa ao encontrar no caminho Marcio. Fiquei toda tímida, não sabia o que falar e o que fazer. Ele me hipnotizando com o seu belo olhar, colocou as minhas mãos em seus ombros e as suas na minha cintura, e sua boca se encontrou com a minha e aconteceu, tres tentativas frustradas e na quarta o beijo de novela. O meu corpo todo se esquentou minhas mãos ficaram úmidas e após...mais uma vez saí correndo. Mais uma semana sonhando.
O Beijo. Finalmente chegou o dia. Quando o vi passar, novamente aquele olhar que me queimava...
Fui á casa da minha amiga Alcina e perguntei como era o beijo na boca. Ela falou, que eu tinha que usar a língua, fiquei assustada, e ao mesmo tempo ansiosa para experimentar, o tal beijo de língua. E quando estava anoitecendo, lá vinha ele todo lindo, e eu apavorada. Ele se aproximou e segurou em minha cintura, fiquei extasiada. E quando tocou sua boca na minha, encostei os babios na boca dele, porém minha boca ficou fechada, a sua boca da minha ficou complicado, tentava fazer com que eu abrisse a boca mais eu me enrolei toda. Me soltei dele e saí correndo. O beijo não aconteceu.Sonei mais três meses com aquele beijo que não aconteceu.
Naquela linda tarde já tinha esquecido o ocorrido quando saí bem arrumada, era domingo e eu fui a padaria pra comprar pão pra minha mãe. E qual não foi a minha surpresa ao encontrar no caminho Marcio. Fiquei toda tímida, não sabia o que falar e o que fazer. Ele me hipnotizando com o seu belo olhar, colocou as minhas mãos em seus ombros e as suas na minha cintura, e sua boca se encontrou com a minha e aconteceu, tres tentativas frustradas e na quarta o beijo de novela. O meu corpo todo se esquentou minhas mãos ficaram úmidas e após...mais uma vez saí correndo. Mais uma semana sonhando.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Ainda em tempos de dificuldade, porém agora os problemas eram outros, e de ordem financeira. Quando entrei no HC, a cada dia que passava o banco ia mais e mais me dando crédito. E quando eu estava devendo o limite, o cartão de crédito eles me chamaram para negociar a dívida e me deram um empréstimo. Esse seria para eu pagar o cartão, o limite, e a minhas dívidas de casa? Paguei parte disso e daquilo e fiquei com uma dívida ainda maior. Até que um certo dia; no dia do pagamento, cadê o salário? De repente eu não tinha nem o meu salário, estava devendo muito. Fiquei desesperada, não tinha o que fazer, nem pra onde ir. E o meu aluguel? Fui na Crefisa e fiz um emprestimo. E dai no mês seguinte paguei a Crefisa e fiquei devendo o aluguel. A situação ficou insustentável. Fui na casa da minha ex patroa e pedi ajuda.
- A dona Albina, nora da senhora que eu havia cuidado tantos anos, me deu uma casa lá na vila Carrão, para eu morar. Fiquei morando alguns anos pagando um aluguel bem baratinho, na verdade, era só pra constar, pois falaram que se eu ficasse sem pagar, e por muitos anos, entraria na lei da usocapião. Pior que agora pagando pouco, eu abusava do meu dinheiro. Comprava tudo que via. Perdi o direito ao cartão de crédito, e ao cheque. Agora eu teria que pagar uma dívida imensa e sobreviver. Ja nessa época eu vivia como gato e rato com meu marido. As dividas eram uma constante na minha vida. Eu acreditava que um dia ia melhorar.
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Não Sei Lidar Com Dinheiro.
- Muitos gastos, dívidas, e o nome indo pra o espaço do SPC, eu estava no inferno dando benção ao Capeta. Minha vida estava um caos, e nem que eu ganhasse o maior dinheiro do mundo não teria jeito. Eu não tinha dinheiro nem mais para pagar o aluguel. E falando nisso meu aluguel ficou caro. Tinha as contas em geral, e eu nem tinha telefone. Minha irmã ainda morava comigo e sofria também. A vida é um Buraco gigante. Não se deve dar o passo maior que o pé, ne não você cai, e não consegue levantar. Minha vida está um caos. Fazem 22 anos que ando de maneira errada. Descobri que tenho uma doença. Não sei lidar com dinheiro. Assim cai em um buraco e não consigo sair.
Meus Filhos, Minha, Vida. Pedaços de uma existência.
E com 27 anos fiquei grávida. Sempre tomei cuidado pra isso não acontecer, más, quando conheci meu marido foi uma paixão tão louca, que rápidinho eu estava esperando meu primeiro filho. A minha patrôa me falou que eu deveria casar. Minha mãe também me orientou:
_ Filha, uma criança não pode nascer sem ter pai. Depois você vai ficar falada. Ninguém vai respeitar você! Retrógrada, como eu era, pensei...tenho que casar com esse homem. Depois ele era boa pinta. Bonitão, falava bem. Tinha pinta de jornalista. Eu naquela época era uma completa retardada. Fazia tudo o que os outros falavam. Era uma completa imbecil. Apaixonada, parecia uma louca varrida. Sonhava com ele dia e noite. E ele nem aí. A única coisa que acredito, era que ele ficou feliz com a idéia do filho. Então, lá fui eu procurar casa, pra gente morar. Saí da Bela vista com destino ao Glicério. E alí na Rua: Helena Zerrener achei uma kit que foi a nossa primeira casa. Depois de alugada montamos a nossa residência. Moramos alí por algum tempo, e fomos um pouco felizes. Um dia o meu marido sofreu um acidente e foi parar no hospital Bandeirantes. Foi atropelado por um automóvel e sofreu traumatismo craniano. Ficou inconsciente, quando acordou perdeu a memória. Ele trabalhava naquela época na General Motors do Brasil. Ele trabalhava á noite. Naquele dia do acidente, ele havia saído para trabalhar. Então no outro dia, quando ele não chegou em casa, eu fiquei desesperada. Após procurá-lo em vários lugares, inclusive no IML, e até ir reconhecer um corpo lá, que tinha todas as características do meu marido. Fui conversar com uma médica amiga da gente, e patroa minha. Ela o encontrou no Hospital Bandeirantes. Fui até lá ele não me reconheceu, e estava deitado numa cama e nu. Eu imediatamente fizemos a alta pedida e o internamos no Hospital Alvorada. Afinal ele tinha convênio com a Sulamérica. Poucos dias depois ele teve alta. E assim fomos levando a vida. Já tínhamos o nosso primeiro filho, que era o xodó do meu marido.
Em 1989 eu participei de um concurso público, e dessa forma deixei de ser doméstica. Passei a ser Atendente de enfermagem. O meu filho não se adaptou na creche. Então, tive que arrumar alguém para cuidar dele em casa. Primeiro ele ficou com uma mulher que também tinha uma criança da mesma idade. Depois por eu não confiar na mesma, arranjei uma moça de nome Alda, que ele adorava. Ele era um pequeno prodígio. Era muito lindo e inteligente. O meu marido o ensinou a ler. O menino com 2 anos de idade lia qualquer coisa.
Trabalhando no Hospital das Clínicas, fiz o meu Ensino Médio e ganhei o curso de Auxiliar de enfermagem. Grávida da segunda filha. Mamamia! Eu andava estressada, nervosa, não tinha paciência com nada. Vivia pra trabalhar e estudar. Minha irmã tadinha, ficava em casa cuidando de tudo para mim. Ela era uma adolescente, mas, me ajudava muito. Quando eu entrei no HC e recebi o meu primeiro salário, foi o dia mais feliz da minha vida. Depois recebi vale-refeição, vale-transporte, uma cesta básica maravilhosa, recebi dois talões de cheque do Banco Banespa e um cartão de crédito. Fiquei doidinha. Nunca tinha visto tanta coisa! Quando a cesta básica chegou em casa eu não sabia o que fazer de tanta felicidade. Nossa! Quanta comida! Fiquei felicíssima! Sai gastando como se não houvesse amanhã. Eu pagava o meu aluguel, e gastava pra caramba. Morar no Glicério era um inferno. Alí era chamado de Favela Vertical. No Natal o povo jogava lixo a noite toda para comemorar a chegada do mesmo. A meia noite do Ano Novo era a mesma coisa! Aquilo era o inferno na terra. Eu e o meu marido já não éramos mais os mesmos. Ele foi demitido da General Motors e agora eu ganhava mais do que ele. Nossas brigas eram constantes. Ele era bem mais inteligente do que eu, e a todo momento fazia questão de me por pra baixo. Parece que a alegria dele era me atormentar, espezinhar.
_ Filha, uma criança não pode nascer sem ter pai. Depois você vai ficar falada. Ninguém vai respeitar você! Retrógrada, como eu era, pensei...tenho que casar com esse homem. Depois ele era boa pinta. Bonitão, falava bem. Tinha pinta de jornalista. Eu naquela época era uma completa retardada. Fazia tudo o que os outros falavam. Era uma completa imbecil. Apaixonada, parecia uma louca varrida. Sonhava com ele dia e noite. E ele nem aí. A única coisa que acredito, era que ele ficou feliz com a idéia do filho. Então, lá fui eu procurar casa, pra gente morar. Saí da Bela vista com destino ao Glicério. E alí na Rua: Helena Zerrener achei uma kit que foi a nossa primeira casa. Depois de alugada montamos a nossa residência. Moramos alí por algum tempo, e fomos um pouco felizes. Um dia o meu marido sofreu um acidente e foi parar no hospital Bandeirantes. Foi atropelado por um automóvel e sofreu traumatismo craniano. Ficou inconsciente, quando acordou perdeu a memória. Ele trabalhava naquela época na General Motors do Brasil. Ele trabalhava á noite. Naquele dia do acidente, ele havia saído para trabalhar. Então no outro dia, quando ele não chegou em casa, eu fiquei desesperada. Após procurá-lo em vários lugares, inclusive no IML, e até ir reconhecer um corpo lá, que tinha todas as características do meu marido. Fui conversar com uma médica amiga da gente, e patroa minha. Ela o encontrou no Hospital Bandeirantes. Fui até lá ele não me reconheceu, e estava deitado numa cama e nu. Eu imediatamente fizemos a alta pedida e o internamos no Hospital Alvorada. Afinal ele tinha convênio com a Sulamérica. Poucos dias depois ele teve alta. E assim fomos levando a vida. Já tínhamos o nosso primeiro filho, que era o xodó do meu marido.
Em 1989 eu participei de um concurso público, e dessa forma deixei de ser doméstica. Passei a ser Atendente de enfermagem. O meu filho não se adaptou na creche. Então, tive que arrumar alguém para cuidar dele em casa. Primeiro ele ficou com uma mulher que também tinha uma criança da mesma idade. Depois por eu não confiar na mesma, arranjei uma moça de nome Alda, que ele adorava. Ele era um pequeno prodígio. Era muito lindo e inteligente. O meu marido o ensinou a ler. O menino com 2 anos de idade lia qualquer coisa.
Trabalhando no Hospital das Clínicas, fiz o meu Ensino Médio e ganhei o curso de Auxiliar de enfermagem. Grávida da segunda filha. Mamamia! Eu andava estressada, nervosa, não tinha paciência com nada. Vivia pra trabalhar e estudar. Minha irmã tadinha, ficava em casa cuidando de tudo para mim. Ela era uma adolescente, mas, me ajudava muito. Quando eu entrei no HC e recebi o meu primeiro salário, foi o dia mais feliz da minha vida. Depois recebi vale-refeição, vale-transporte, uma cesta básica maravilhosa, recebi dois talões de cheque do Banco Banespa e um cartão de crédito. Fiquei doidinha. Nunca tinha visto tanta coisa! Quando a cesta básica chegou em casa eu não sabia o que fazer de tanta felicidade. Nossa! Quanta comida! Fiquei felicíssima! Sai gastando como se não houvesse amanhã. Eu pagava o meu aluguel, e gastava pra caramba. Morar no Glicério era um inferno. Alí era chamado de Favela Vertical. No Natal o povo jogava lixo a noite toda para comemorar a chegada do mesmo. A meia noite do Ano Novo era a mesma coisa! Aquilo era o inferno na terra. Eu e o meu marido já não éramos mais os mesmos. Ele foi demitido da General Motors e agora eu ganhava mais do que ele. Nossas brigas eram constantes. Ele era bem mais inteligente do que eu, e a todo momento fazia questão de me por pra baixo. Parece que a alegria dele era me atormentar, espezinhar.
- Fomos morar na Casa Verde Alta, eu arranjei uma casa lá, porque o aluguel ficou muito caro no Glicério. E é claro que com meus gastos o que eu poderia fazer? Então fomos morar na rua Antonio Antunes Maciel. Ficamos um bom tempo lá e as coisas iam ficando cada vez piores. Eu e o meu marido nos separamos, As brigas constantes. Ele desempregado, eu trabalhando e estudando. Minha irmã que cuidava dos meus filhos. Eu não tinha tempo pra nada. Enfim minha vida estava um inferno! A separação era oportuna.
Dívida eterna
Realmente agora morando na Bela Vista e Vila Olimpia, não tinha nenhuma vontade de ir ao Jardim Ângela. Bem esporadicamente, nos finais de semana eu partia para o bairro da minha mãe. Lá chegando brincava com os meus irmãos, conversava com minha mãe, e matava ás saudades das amigas. Tudo seria perfeito, se todos os meses eu não tivesse que dar todo o meu salário, para a minha mãe. Á vida na casa da minha mãe continuava difícil, meu padrasto continuava bebendo, e muito. Todos os meses era a mesma história. Minha mãe falava que não tinha feijão, não tinha arroz, e me pedia dinheiro. Eu pegava o salário do mês e ainda vivia de empréstimo com a minha patroa Dona Maria, ela era a minha verdadeira amiga. Me ensinava matemática, me ensinava a melhorar a oratória, e me dava diariamente lição de vida. Ela falava que a gente tem que ensinar a pescar, e não dar o peixe.
Eu só tinha roupas, porque a Maria Cristina dava. Maria Cristina era sobrinha da dona Maria. Dona Maria era esposa do senho José. O senhor José era filho da idosa a quem eu tomava conta. . A idosa que eu acompanhava era a dona Maximina, uma senhora bem magrinha, a quem eu acompanhava dia e noite, morei com essa família 14 anos de minha vida, fiquei uns 10 anos com a idosa e depois fui ser empregada na casa de Teresa, neta da dona Maximina.
Durante todo o tempo que passei na vila Carrão, todo o meu salário era pra ajudar na casa de minha mãe. Meu padrastro como sempre bebia muita pinga e não tinha emprego fixo, minha mãe era quem sustentava a casa e seus 8 filhos, e eu mandava todo o meu pequeno salário para ajudar minha mãe a terminar de criar os meus irmãos. Dona Maria e o Seu José eram os que me pagavam. Todos os meses, depois de receber o meu salário, eu ainda pedia mais emprestado, estava sempre devendo, minha dívida nunca chegava ao fim.
Eu só tinha roupas, porque a Maria Cristina dava. Maria Cristina era sobrinha da dona Maria. Dona Maria era esposa do senho José. O senhor José era filho da idosa a quem eu tomava conta. . A idosa que eu acompanhava era a dona Maximina, uma senhora bem magrinha, a quem eu acompanhava dia e noite, morei com essa família 14 anos de minha vida, fiquei uns 10 anos com a idosa e depois fui ser empregada na casa de Teresa, neta da dona Maximina.
Durante todo o tempo que passei na vila Carrão, todo o meu salário era pra ajudar na casa de minha mãe. Meu padrastro como sempre bebia muita pinga e não tinha emprego fixo, minha mãe era quem sustentava a casa e seus 8 filhos, e eu mandava todo o meu pequeno salário para ajudar minha mãe a terminar de criar os meus irmãos. Dona Maria e o Seu José eram os que me pagavam. Todos os meses, depois de receber o meu salário, eu ainda pedia mais emprestado, estava sempre devendo, minha dívida nunca chegava ao fim.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Pedaços das lembranças saindo desconectados.
Eu fiquei vários anos morando e cuidando da Dona Maximina, o salário era mínimo, mais eu coitada (Filha da Fome) nem me preocupava com isso. O problema foi que fiquei uns 17 anos com a família sem registro na carteira, más na época, eu também não me importava. Chegou um momento que não dava mais pra continuar cuidando dela na Vila Carrão, ela não ficava dentro de casa, a todo momento saia pra fora, já estava ficando ruim da memória, não se lembrava nem mais, quem era eu. Os filhos nos levaram para morar na casa deles. Eles eram casados com as mulheres mais maravilhosas do mundo. A dona Maria espôsa do filho de dona Maximina, fazia a melhor comida que alguém poderia comer. E os doces? E as compotas? A dona Albina além de ser funcionária pública da Secretaria da Fazenda, era uma pessoa maravilhosa. A dona Albina me ensinou tudo que eu sei e um pouquinho mais. Na casa da dona Albina, lá na Bela Vista eu ficava cuidando da vó, assim eu a chamava depois de um tempo. Eu também ajudava a dona Albina na cosinha, e observava tudo o que ela fazia com atenção. Nessa convivência aprendi muitas coisas, a falar, a comer, a me vestir. Ela foi uma ótima professora. Certa vez ela preparou um belo almoço e eu me recusei a comer. Ela insistiu pra que eu comesse, porém eu não queria. Á noite a mesma coisa eu não quis comer. Ela me chamou e disse: come menina, você não pode ficar sem comer. Então delicadamente ela me pediu para explicar qual era o problema. Então chorando mostrei meus dentes para ela. Estavam todos cariados. Os dentes do fundo cabia um caroço de feijão, e como doía! Eu disse a ela que estava com vergonha de falar, porque o meu salário não ia dar para o dentista, então resolvi parar de comer. Dona Albina no dia seguinte me levou ao dentista, e trataram meus dentes em um mês. Minha boca ficou ótima. Que vida boa! Ai eu comia e comia. Na casa da dona Maria na vila Olimpia tinha uma goiabeira que eu adorava. Sempre que eu tinha um tempinho, subia lá no galho mais alto e ficava meditando. Eu e a dona Maximina passeávamos todos os dias pelo quintal. Minha mãe era diarista na casa. Na sexta-feira era dia de faxina, e á tarde a vó ficava na sala com a dona Maria e eu ajudava minha mãe a lavar o quintal. Em frente á casa da dona Maria tinha um rapaz que eu paquerava. Eu tinha uma paixão platônica. Adorava lavar o quintal e ficar olhando para aquele lindo rapaz moreno de cabelos enroladinhos. Quando minha mãe terminava de limpar toda a casa. Partia para o Jardim Angêla, bairro que eu não tinha nem mais vontade de ir. E assim seguia a minha vida. Um mês na vila Olímpia, e o outro na Bela Vista. A gente morava na rua Santo Amaro, pertinho da Praça da Bandeira. Do décimo andar eu paquerava o Anhagabaú. Que vista maravilhosa! Que sonho! Comida boa o dia todo, avó não dava mais tanto trabalho, pois a dona Albina também ajudava a cuidar dela, e eu a auxiliava com o trabalho da casa. Um belo dia eu resolvi estudar. E pedi pra dona Maria, ela me disse que eu não poderia, pois quem cuidaria da vó? Então fui procurar uma escola e depois comuniquei que iria estudar. Ela não falou nada. Tudo bem. Quando fomos passar mais um mês na casa da dona Albina, eu pedi pra ela. E e assim comecei a estudar. Eu naquele momento só tinha a terceira série do ensino fundamental. Então resolvi me esforçar, e lia o dia todo. Quando a vó ia dormir eu estudava matemática, português, um pouquinho de ciências, só sei que a escola me deu uma prova e eu fui muito bem. me colocaram na quarta série do ensino fundamental. E me esforcei tanto, que era a melhor aluna da classe. Terminei o Ensino Fundamental. Á noite dava o jantar da vó, escovava a sua dentadura da arcada inferior. E partia para a escola que ficava lá na rua São Joaquim, na Liberdade. E assim por muitos anos.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
O trabalho.
Falavam: essa menina precisa trabalhar! Então arrumaram um emprego pra mim. Ajudante de expedição, lá no prédio da Gazeta. Eu não tinha registro de nascimento, com Atestado de Pobreza, minha mãe foi ao cartório e fez o registro de nascimento, aproveitou da situação e aumentou a minha idade em 2 anos, pois assim eu poderia trabalhar. E lá fui eu toda feliz. Quem arrumou esse emprego foi o meu tio Romão, que tinha conhecimento com o povo daquele lugar. Trabalhei uns três meses, me demitiram. Eu adorava subir e descer as escadarias da Gazeta. Parecia louca. Hoje avalio que eu era criança pra trabalhar naquele momento. Por causa de tantos problemas em casa, pedi pra minha mãe me arrumar um emprego na casa das patroas dela. Então a sorte chegou. Com 13 anos de idade lá fui eu trabalhar de doméstica. Era acompanhante de uma velhinha. Levantava as sete horas, preparava o café da manhã, colocava a mesa e chamava a Dona Mininha para tomar café. Ela era uma velhinha bem baixinha e magrinha, bem bonitinha. Eu tinha um quarto lindo pra eu dormir. Todos os dias tinha cinco refeições. Era o céu comer bem e dormir bem. Só tinha que cuidar da casa e fazer companhia pra linda anciã. E o tempo passava.
O Baile.
Tinha 13 anos de idade, ah, tempo de músicas lindas. O Elvis Presley era o meu ídolo. Uma amiga da escola me convidou para ir á um baile. E ficava na rua atrás da minha casa. Pedi pra minha mãe. Ela deixou, mais me explicou: vá, mais volte antes da meia noite se não teu padrasto chega, e te bate. Respondi: tá bem mãe! Eu volto. E assim fui...a a festa estava boa. Era o aniversário de um amigo da minha amiga. Naquele tempo, quando tinha uma festa ia tudo quanto é gente da região. Eita!! Tinha tantas coisas boas pra comer, eu estava me esbaldando. Depois, a música também era maravilhosa. Parecia que eu estava no céu. Esqueci as horas. Um tio, veio até mim e me aconselhou; vai pra casa que já é uma hora da madrugada, teu padrasto vai te matar! Eita pensei... já que vou morrer mesmo vou curtir até acabar. E assim fiquei até o fim do baile. Fui pra casa as tres horas da manhã. Chegando em casa, meu padrasto me esperava. Nem bem coloquei os pés dentro de casa, aquele peste começou a me bater, primeiro bateu com fio o do ferro de passar roupas, depois como não estava satisfeito, pegou a vassoura e quebrou batendo em mim. Minha mãe não conseguiu parar o peste. Bateu muito. fiquei toda cheia de hematomas, os olhos ficaram com um enorme edema periorbital. A testa doía. Meu corpo todo dolorido. Minha tia Ana foi quem conseguiu fazer o peste parar de me bater, porém eu estava com muito ódio no meu coração. Eu odiava tanto ele, que o meu sonho agora era que o desgraçado morresse o mais rápido possível. Eu não conseguia pensar em outra coisa. E jurei: nunca mais ele vai me bater. Nunca mais vou apanhar! E Foi a última surra.
Na Segunda Casa...
Fomos morar no Jardim Angêla , bairro bem pobre, da zona Zul. Em 1970 eu tinha 11 anos de idade, e já tinha tantas obrigações. Minha mãe ainda trabalhava de diarista, meu padrasto ainda ficava bêbado, todos os dias. Eu ficava em casa o dia inteiro, cuidando dos meus irmãos que agora eram 5. Minha mãe aguardava a vinda do sétimo filho. O nosso banheiro era feio. Ficava lá no quintal, parecia uma casinha; dentro tinha um buraco imenso que foi cavado pelo Dedé (meu padrasto) e umas tábuas uma em cima da outra, colocadas de uma maneira ...bem de qualquer jeito...ficava um buraco que era para desprezarmos as nossas funções fisiológicas. A noite não havia luz no quintal. Eu tinha medo de ir no banheiro. Na verdade, tinha medo de cair no buraco de detritos. O cheiro era nojento, muito fétido. e todas as vezes que eu tinha que ir lá, me sentia muito mau. Não tínhamos agua encanada. No quintal também havia um poço artesiano, onde nós, para beber água, precisavámos, tirar do poço com um balde, puxando por uma manivela. Eu tirava água para dar banho nos meus irmãos, para fazer comida. O chão da cozinha era de terra batida, ainda bem que não precisava lavar. Eu lavava as louças com água do poço. Enfim, para fazer qualquer coisa tinha que retirar a água do poço. Imagine uma criança tendo tanta coisa pra fazer. Muitas vezes eu ficava na rua brincando de corda, mamãe polenta, de mãe rica e mãe pobre. Brincava até corrida. Quando estava perto da minha mãe chegar do trabalho: lá ia eu correndo arrumar a casa, lavar as louças e dar banho nos meus irmãos. Uma vez meu cachorro caiu no poço. Foi muito triste. Eu chorava pois acreditava que ele estava morto, porém;ao gritar: Bidú! Bídú! O coitadinho começou a latir dentro do poço. Que alegria! Agora tinha que convencê-lo a entrar no balde pra puxá-lo pra cima. Ficávamos eu e o Beto e o Carlos gritando: entra cachorro bobo, dentro do balde. E ele dentro do poço, latia feito um alucinado, e nada de entrar no balde. Tive uma idéia: Descer meu irmão lá pra baixo. Conversei com ele. E pedi pra ter cuidado, não se afogar, e assim foi. Quando meu irmão chegou lá dentro do poço, ele pôs o cachorro no balde e eu puxei para cima. Depois com a ajuda de alguns meninos do bairro puxamos também, o meu irmão. Que medo! Que dia! Bem, e como se não bastasse tudo isso , meu padrasto ao chegar ainda por qualquer coisa batia na minha mãe.Certa vez depois de um ataque de fúria começou a dar socos na minha mãe. Eu peguei uma garrafa e bati nas costas dele. O danados e virou com tudo e me deu um socasso e fui parar na parede. Depois do nada o peste dormia.
terça-feira, 24 de maio de 2011
Meus A nimais de Estimação
- Certa vez, ganhei um cachorrinho que se chamava Bidú. Era um caozinho preto e muito alegre. me seguia por todos os lugares onde eu ia. As vezes meu padrasto me mandava ir á venda comprar pão. Antes porém ele cospia no chão e dizia: se o cuspe secar e você não chegar, vai apanhar pra aprender! E lá ia eu e o cãozinho correndo como um foguete. E rezava pelo caminho, para o cuspe não secar. E graças, chegava á tempo de encontrar o cuspe ainda no chão, pelo menos o residuo. Meu padrasto não podia ver os animais namorando, que chingava e dava pauladas nos coitados. Uma vez ele trouxe pra casa uma linda cachorrinha, que o mesmo deu o nome de Vanderléia. Pobre animal! Apanhava sempre, quando o Capetão chegava bêbado dava cada chute na coitada! Eu e o meu irmão Beto ficávamos assustados. Meu padrasto era esquisito quando estava bêbado descia um espírito mal nele, pelo menos minha mãe falava isso. Tínhamos uma gata, não me lembro o nome dela, mais quando ela começava a gritar em cima do telhado, meu padrasto ficava doido. Um dia ele colocou a gata dentro de um saco e me mandou eu jogá-la do barranco. Eu a levei até o barranco, e retirei do saco e lá a deixei. Não tive coragem... Pela manhã a gata apareceu em casa e ele só não me bateu porque eu corrí. Teve uma certa vez que ele chegou bêbado, como sempre e cheio de ódio. Eu e meus irmãos estávamos brincando com os cachorros no quintal. Ele mandou a gente pra dentro de casa e falou fechar os ouvidos. Escutei um grito de dor da minha cachorra. Eu falei pra minha mãe. Mãe! Mãe o que ele está fazendo com a Vanderléia? Minha mãe não sabia o que falar. Eu abraçava o meu irmão e chorava. O grito foi horrível, o desgraçado matou a cachorra com a enxada, pois segundo ele ela era uma vagabunda, que ficava fazendo senvergonhice com os cachorros da vizinhança. Esse foi um momento dolorido da minha vida, ao escrever essas linhas não consigo conter as lágrimas que brotam de meus olhos.
Pedaços do sofrimento.
- E eu esqueci de dizer, que antes de saber como preparar, uma galinha...coloquei agua no fogão para ferver. Peguei a galinha e falei pra ela que eu tinha que cozinhá-la, se não meu padrasto ia me bater. Chorei olhando nos olhos da galinha. Tentei colocar a galinha na água quente, ela pulou para o chão, e saiu correndo. Saí desesperada atrás dela, a mesma cacarejava e corria frenéticamente pelo quintal. Depois de muito correr consegui pegá-la. E assim, a levei para a minha vizinha Dora, que cortou o pecoço da galinha e me deu. Fui pra minha casa. Peguei a galinha e coloquei na agua quente, e assim a depenei. Após retirar todas as penas limpei bem, e tentei cortá-la nas articulações, porém não ficou bem. Ao cortá-la explodi uma parte que minha mãe chamou de fel.[ Amargo como fel] Coloquei a galinha no fogo, aos pedaços, temperei com muito alho, cebola, sal a gosto que pedi emprestado á vizinha. Bem, só sei que quando experimentei a galinha o sabor era terrível. Muito amargo. [Amargo como fel]. Bem fui na vizinha pedi mais alho, cebola e coloquei no intuito de conseguir melhorar o sabor; porém não teve jeito. A galinha ficou ruim de comer. Quando minha mãe chegou eu falei o que tinha acontecido. Meu padrasto chegou muito bêbado, não conseguia nem ficar em cima das próprias pernas, mais pediu pra comer a galinha, e mesmo bêbado, sentiu o amargo. Falou que ia me bater, mis como estava, mais pra lá, do que pra cá, desistiu. no outro dia minha mãe riu com a estória da galinha que tentou fugir.
Continuação
- E a vida seguia, um dia ruim e o outro também. Fui crescendo no meio de brigas, dor e fome. Havia dias que se minha mãe não fosse trabalhar, a gente não tinha o que comer. Ficávamos o dia todo tomando água com açucar para matar a fome. Esperava desesperada que minha mãe voltasse, para eu comer algo que acabasse com a minha fome. Ficamos nessa vida... e minha mãe ia tendo um filho por ano. Depois do Beto, veio o Carlos, a Vera, a Cida e assim a vida seguia de mal para pior. Meu padrasto seguia bebendo muita pinga e brigando todos os dias em casa. Uma vez por mês tinha carne. Minha mãe trabalhava de diarista. O dinheiro do dia dava pra comprar: 1kg de arroz, 1kg de feijão, uma lata de óleo, 1 padra de sabão, 1 kg de açuçar. Em nossa casa agora as coisas eram piores. Morávamos em dois cômodos, pequenos e cheio de fendas na parede. Á noite, o medo assolava a minha alma. Havia baratas pelas paredes. Nosso banheiro era um matagal próximo da casa. Eu ficava em casa cuidando dos irmãos pequenos, enquanto minha mãe ia trabalhar. Tadinha, naquele tempo que não me recordo direito a data, só me lembro do sofrimento. Minha mãe trabalhava doente, tinha uma ferida na perna que não sarava, mesmo assim...trabalhava o dia todo, limpando casa de gente rica. na minha cabeça de menina triste e filha da fome, qualquer pessoa que tinha uma casa, televisão, geladeira, e um quarto decente para dormir era rica! Meu padrasto oras trabalhava e ajudava minha mãe, oras tomava todo o dinheiro de pinga. Minha mãe sempre chorava. Eles tinham momentos bons, quando o mesmo não estava bêbado! Me lembro, que em certa ocasião...minha mãe foi trabalhar e eu estava em casa, brincando com as crianças da vizinha. Nossa brincadeira era jogar pedra ....eles na minha casa e eu na casa deles. E de repente meu padrasto chegou e foi falando: O que você tah fazendo? Sua vagabunda! Não precisa nem dizer o que aconteceu...ele investiu contra mim e bateu muito com um fio de ferro. Bateu muito, fiquei toda machucada e com marcas pelo corpo.O desgraçado bateu até ficar cansado. Depois saiu...foi pro bar beber mais. quando minha mãe chegou do trabalho falei pra ela. E foi outra briga quando se encontraram á noite. aiiiii eu não aguentava aquela vida...fome e maus tratos. Minha mãe continuava a apanhar dele. Eu pedia á minha mãe para arrumar um emprego pra mim, podia ser de doméstica eu não ligava, o que eu queria era uma boa cama e comer bem todos os dias. Ahhhhh eu adorava televisão, adorava ir na casa das patroas da minha mãe. Lá comia coisas boas e nutritivas. Uma outra coisa que eu adorava era ajudar os vizinhos...eles sempre davam algo para eu comer. As vezes eu sonhava. Um dia vou me casar com um homem bom e vou ter uma casa com dois quartos, e vou ter uma televisão e uma geladeira. Meu sonho era pobre. Assim como a minha triste vida! Um certo dia, eu estava em casa brincando com meus irmãos. nem vi quando o capeta chegou. E foi dizendo: Trouxe uma galinha e tu vai cozinhar. Eu vou alí no bar, e quando voltar...quero essa galinha pronta! Meu Deus! pensei. E agora? Eu não sei matar. Coitadinha da galinha! E agora? Fui na casa da minha vizinha e pedi pra ela matar a galinha, pedi também explicação. Como fazer uma galinha...
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Continuação
- Houve um dia em que meu padrasto chegou mesmo nervoso. E mais que de repente, eu corri pra minha cama e cobri cabeça. E ouvi! Tô cum fome muié! Pensei: ichiiii o capeta chegou! Minha mãe sempre fazia tudo o que podia pra agradá-lo, mais nada estava bom pra ele. Uma hora reclamava que a comida estava muito quente....outra que estava muito fria, outra que queria comer carne, outra que queria comer ovo, enfim nada estava bom. Chegava todos os dias bebado e com vontade de encrencar. E como minha mãe era muito passiva não falava nada ele aproveitava. Nossa casa era situada em um terreno grande. A casa era grande com vários cômodos e em cada um morava uma família. Eu podia correr ao redor da casa. Naquele fatídico dia meu padrasto chegou bravo, meu irmão chorava muito. Eu sai da cama e peguei meu irão no colo. Minha mãe aprontou um prato de comida pra ele, e o mesmo como sempre, jogou tudo no chão, alegando que estava fria, Minha mãe esquentou uma nova comida e o mesmo comeue foi dormir. Eu peguei uma tampade panela e comecei a bater brincando com meu irmãozinho. Só percebi que o peste havia levantado da cama, quando levei uma tremenda cacetada na cabeça. Era assim mesmo, eu nem sabia porque estava apanhando. Apanhava por qualquer coisa. Minha mãe apanhava quase todos os dias. Muitas vezes ela corria por toda a extensão do quintal para não apanhar, ele corria com uma vassoura ou qualquer pedaço de pau para bater nela. Os vizinhos, as vezes entravam no meio da briga, e não deixavam o meu padrasto bater nela. Nessa época minha mãe trabalhava como doméstica. Esse é um pedaço da minha infãncia tem muito mais pra contar. Meu padrasto era alcólatra. Bebia todos os dias. Quando estava sóbrio era bonzinho...mais quando estava bebado,,,cruz credo!
Minha Vida!
Minha vida se resume em mais dor do que alegria. Dor pelas tristezas que a vida me trouxe. Quando eu nasci, acredito que o predestino já estava determinado. Lembranças da infãncia: Menina com 5 anos de idade. Ficava em casa cuidando do meu irmão que tinha 8 meses. Minha mãe trabalhava o dia todo. Eu alimentava e cuidava do meu irmãozinho. ele era fofinho e sorria muito com as minhas brincadeiras. Quando ele dormia eu arrumava a casa. Minha mãe chegava as 19 horas do trabalho e trazia sempre alguma coisa para eu comer. Meu padrasto Dedé, esse era o seu apelido, o homem mais mau que conheci no planeta, pelo menos na minha cabeça de menina, com 5 anos de idade. Ele voltava do trabalho ou do inferno...era assim que eu imaginava. Me falavam o tempo todo que existia um Diabo que vivia no inferno e vivia para atormentar as pessoas. Eu acreditava que o meu padrasto era parente do Capetão e foi mandado para atormentar as nossas vidas. Minha mãe, não sei se o amava ou se pela propria miséria, precisava daquela peste. Quando ele chegava sempre gritava, Quero comer! Põe comida pra mim sua vagabunda! Minha mãe colocava arroz feijão e farinha, ele jogava tudo no chão e gritava: Quero carneee! e ela respondia:, Ai minha nossa senhora! Onde vou buscar carne? Homem, tu esta bebum, come e vai dormir. Não faz assim não, ai meu Deus! e a coitada começava a chorar. Eu no cantinho encolhida pensava: Por que essa peste não morre?
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