segunda-feira, 23 de maio de 2011

Minha Vida!

Minha vida se resume em mais dor do que alegria. Dor pelas tristezas que a vida me trouxe. Quando eu nasci, acredito que o predestino já estava determinado. Lembranças da infãncia: Menina com 5 anos de idade. Ficava em casa cuidando do meu irmão que tinha 8 meses. Minha mãe trabalhava o dia todo. Eu alimentava e cuidava do meu irmãozinho. ele era fofinho e sorria muito com as minhas brincadeiras. Quando ele dormia eu arrumava a casa. Minha mãe chegava as 19 horas do trabalho e trazia sempre alguma coisa para eu comer. Meu padrasto Dedé, esse era o seu apelido, o homem mais mau que conheci no planeta, pelo menos na minha cabeça de menina, com  5 anos de idade. Ele voltava do trabalho ou do inferno...era assim que eu imaginava. Me falavam o tempo todo que existia um Diabo que vivia no inferno e vivia para atormentar as pessoas. Eu acreditava que o meu padrasto era parente do Capetão e foi mandado para atormentar as nossas vidas. Minha mãe, não sei se o amava ou se pela propria miséria, precisava daquela peste. Quando ele chegava sempre gritava, Quero comer! Põe comida pra mim sua vagabunda!  Minha mãe colocava arroz feijão e farinha, ele jogava tudo no chão e gritava: Quero carneee! e ela respondia:, Ai minha nossa senhora! Onde vou buscar carne? Homem, tu esta bebum, come e vai dormir. Não faz assim não, ai meu Deus! e a coitada começava a chorar. Eu no cantinho encolhida pensava: Por que essa peste não morre?

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