Gostaria muito do fundo de meu coração que algumas lembranças fossem totalmente esquecidas, más essas as piores estão latentes em meu cérebro.
Lembro de quando eu tinha 13 anos na época das músicas românticas do Elvis Preley. Eu morava em um cômodo com minha mãe, meu padrasto e meus três irmãos, Beto, Carlos e Vera. Havia uma casa com dois cômodos onde morava a irmã de meu padrasto Ana. Eu adodorava ela e a tratava como tia. A chamava de Tia Ana. Eu naquela idade tinha amigas e amigos, as vezes brincávamos de beijo, abraço, aperto de mão, e ainda inventamos o passeio no jardim.
Fazíamos uma roda e uma pessoa da turma ficava apontando:
_ É esse? É esse? Enquanto a gente com uma venda nos olhos ia respondendo:
_ Não! Não! Não! Até que por vontade própria e nosse consentimento a pessoa que perguntava nos mostrava atravéz de um sinal que aquele era o menino que queríamos, então pedíam para escolhermos, beijo, abraço, aperto de mão, ou passeio no jardim?
Eu adorava passeio no jardim, pois o casal saía da roda e dava uma voltinha, muito raramente saía um beijo no rosto, e de mãos dadas e morrendo de vergonha voltávamos. Eh tempo bom. Brincavamos de roda, as vezes esqueço que fui criança e adolescente devido as responsabilidades que minha família me impunha.
Lembranças que não gosto.
O dia em que meu padrasto bateu. Tomei uma surra tão grande, que fiquei com os dois olhos roxos, hoje chamo de equimose, aprendí a falar isso no curso de enfermagem. Meu padrasto, bateu, com todas as suas forças, quase me matou, e com uma vassoura. Quebrou-a em minhas costas. Minha mãe não conseguiu fazer com que, ele parasse. Acho que meu padrasto era um sádico, gostava de fazer eu sentir dor, pois quanto mais eu gritava, mais ele batia. Fiquei tão machucada e dolorida que até hoje dói, só de pensar. Não esqueço nem um detalhe daquele massacre infantil. Eu era uma criança. Não tinha maldade, não pensava em sexo, não entendia de nada.
E fui convidada para ir a uma festinha de aniversário de uma amiga, na rua de baixo, pertinho de minha casa. Voltei 3horas da manhã e não a meia noite. E eu teria que ter retornado para casa á meia noite. Esse foi o horário estipulado pelo meu padrasto. Perdí a hora, estava tão boa a festa! Tinha tantas coisas boas pra comer! Apanhei, por ser desobediente. Foi isso que ele alegou, acreditando que era um ensinamento, me espancar. Dessa forma eu aprenderia a obedecer. Tadinho dele!
Coitado de você Dedé! Precisava de tratamento, ninguém sabia disso, eram todos ignorantes. Todos precisavam de saúde e educação. Eu sei que foi por falta de educação e por ser doente. Você está perdoado.
A minha intenção é falar da minha vida. Contar tudo o que me lembro desde a minha infãncia, até os dias de hoje. A vida passa e você esquece quase tudo. Entre um intervalo e outro, vão acontecendo, coisas que vale a pena relatar. Para as pessoas de sua família, para àqueles que te acham exemplo de vida. Ou simplesmente para que, entreis na imortalidade.
domingo, 30 de setembro de 2012
Lembranças
Estou em 1977, em casa de dona Maximina, estamos na sala sentadas assistindo o jornal, eu estou triste. Sinto saudades de minha mãe. Fazem três meses que não a vejo, as vezes não dá pra eu ir visitá-la. A senhora que cuido não pode ficar sozinha, afinal ela tem medo da solidão e da noite. Durante o dia me maltrata, a noite me trata melhor, acredito que é por causa do medo. Ela não quer ficar sozinha.
Outro dia me pediu para esquentar o café. Preparei um café fresco, coloquei á mesa, com margarina becel, pão de centeio, leite quente e pedí para que ela lavasse as mãos, para que pudéssemos tomar o café da manhã. Ela ficou demorando, e quando sentou a mesa o café estava frio. Eu disse a ela que, havia feito o café naquele momento. Ela falou rispidamente que o café estava frio, falei que não iria esquentar novamente, pois era a terceira vez que eu fazia aquilo, naquele mesmo dia. Ela jogou o bule no chão e disse:
Limpa! Eu te pago pra isso! Naquele tempo eu limpei, chorei. Hoje, acho que não aguentaria. Naquela época, filha da fome. Havia saído da casa de minha mãe por causa da fome. Eu precisava passar por aquilo, para poder estar aquí hoje.
Dizem que nada é por acaso. Pode ser
Engraçado as lembranças vêm e vão.
Outro dia me pediu para esquentar o café. Preparei um café fresco, coloquei á mesa, com margarina becel, pão de centeio, leite quente e pedí para que ela lavasse as mãos, para que pudéssemos tomar o café da manhã. Ela ficou demorando, e quando sentou a mesa o café estava frio. Eu disse a ela que, havia feito o café naquele momento. Ela falou rispidamente que o café estava frio, falei que não iria esquentar novamente, pois era a terceira vez que eu fazia aquilo, naquele mesmo dia. Ela jogou o bule no chão e disse:
Limpa! Eu te pago pra isso! Naquele tempo eu limpei, chorei. Hoje, acho que não aguentaria. Naquela época, filha da fome. Havia saído da casa de minha mãe por causa da fome. Eu precisava passar por aquilo, para poder estar aquí hoje.
Dizem que nada é por acaso. Pode ser
Engraçado as lembranças vêm e vão.
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Lembranças Da Irmã Vera Lucia
Hoje pensei em você. Você que passou como um relâmpago nessa vida. Você que na vida não teve alegrias. Seu olhar era recheado de tristezas. Suas esperanças te abandonaram. Não desistisses de viver. A vida desistiu de você. Sabe, eu espero que o espiritismo exista, assim quem sabe, poderei me encontrar com você. Tudo que entendo, era a minha querida irmã, a mais meiga, a mais sensivel, e a mais ouvinte.
Quantas vezes ficava a semana inteira esperando que eu chegasse para lhe contar as novidades, principalmente as minhas peripécias. Minha admiradora. O que dói é que eu acho que você não teve escolha. Fico mais triste porque você não me esperou, queria tanto ter te visto antes da partida. Minha dor hoje é como daquele dia que te vi deitada dentro daquele caixão. Estava frio, você estava com uma roupinha tão fresquinha e eu falei: _ Ela não sentirá frio. Saudades, muitas, muitas saudades, minhas lágrimas insistem em cair enquanto lembro-me de você.
Enquanto a saudade dói, vou vivendo. querendo ir até você. Desculpe estou sendo egoista, tem uma vida que depende de mim. Na minha tristeza esquecí de nossa Ana. Ela está linda. A saúde dela está bem melhor. Já faz tempo que não tem crise de bronquite. Então tenho que me conformar com a vida. Tem uma vida que depende totalmente de mim. Mais sei que quando vier o Chamado estaremos juntas.
Quantas vezes ficava a semana inteira esperando que eu chegasse para lhe contar as novidades, principalmente as minhas peripécias. Minha admiradora. O que dói é que eu acho que você não teve escolha. Fico mais triste porque você não me esperou, queria tanto ter te visto antes da partida. Minha dor hoje é como daquele dia que te vi deitada dentro daquele caixão. Estava frio, você estava com uma roupinha tão fresquinha e eu falei: _ Ela não sentirá frio. Saudades, muitas, muitas saudades, minhas lágrimas insistem em cair enquanto lembro-me de você.
Enquanto a saudade dói, vou vivendo. querendo ir até você. Desculpe estou sendo egoista, tem uma vida que depende de mim. Na minha tristeza esquecí de nossa Ana. Ela está linda. A saúde dela está bem melhor. Já faz tempo que não tem crise de bronquite. Então tenho que me conformar com a vida. Tem uma vida que depende totalmente de mim. Mais sei que quando vier o Chamado estaremos juntas.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Amiga E Filha Adotiva, Pelo Coração
Nessa semana pude perceber que não tenho amigas. Estava triste com uma dor na alma de tanta tristeza. A dona Berta me pediu a casa. Fiquei com medo de que a mulher me botasse na rua. Eu não sabia que tinha certos direitos. Minhas colegas ficaram desdenhando de minha pessoa. Uns falavam:
Fulana porquê você não deixa a Marcia morar na sua edícula? E a outra jogava:
Você não tem casa de aluguel, porque não arruma pra ela, outra dizia. A Marcia não tem dinheiro, e o que conta é o dinheiro. Não citarei nomes em respeito ao meu trabalho que amo de paixão, más estou envergonhada das chamadas amigas. Eu não queria nada de ninguém, eu tenho salário. Trabalho e só preciso de meus filhos e do meu salário. Amigos de verdade eu sei...só tenho uma. Outra dizia:
_ Minha edícula está cheia de porcarias! Eu não quero nada, só respeito. Isso é bom e eu gosto!
Fulana porquê você não deixa a Marcia morar na sua edícula? E a outra jogava:
Você não tem casa de aluguel, porque não arruma pra ela, outra dizia. A Marcia não tem dinheiro, e o que conta é o dinheiro. Não citarei nomes em respeito ao meu trabalho que amo de paixão, más estou envergonhada das chamadas amigas. Eu não queria nada de ninguém, eu tenho salário. Trabalho e só preciso de meus filhos e do meu salário. Amigos de verdade eu sei...só tenho uma. Outra dizia:
_ Minha edícula está cheia de porcarias! Eu não quero nada, só respeito. Isso é bom e eu gosto!
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Vera Lúcia, A visita E A Morte Logo Após
Ficamos na minha casa. Passeávamos com as crianças, íamos no mercado, arrumávamos a casa. E havia horas que ficávamos assistindo televisão. Á noite eu iria trabalhar, então durante o dia, nós tentávamos aproveitar o máximo que podíamos. Minha irmã falou tantas coisas, falou-me de suas dores e desencantos. Disse para eu fazer um frango assado, que só eu que sabia fazer, queria também salada de cenoura. Então eu lhe disse não tenho dinheiro: amanhã recebo e faço pra você. Ela falou: não eu quero comer hoje, e ir embora, a mãe precisa de mim, tenho que voltar pra casa. E depois vou receber a bolsa família hoje. E assim aconteceu. fomos no banco, ela recebeu o dinheiro, comprou o frango e a cenoura. Lá no largo do Carrão ela falou: Má se eu morrer você cuida do meu nenen? Sabe, eu confio em você porque cuida muito bem de teus filhos, e sei que cuidadrás de meu bebê. Se você não puder cuidar não faz mal deixa a Tia Anália cuidar, pois ela tem melhores condições! Mas eu preferiria que você ficasse com a minha criança se algo de mal me acontecer!
Minha Irmã Grávida (sexto mês de gestação).
Eu lhe respondi:
_ Pára com isso! Você não vai morrer! E ela me olhou com um olhar muito triste. E disse: _Sabe Má, eu quero que você fique com a minha criança, más se você não puder, deixa a tia Anália cuidar. Eu prefiro você. Eu sei que você será uma boa mãe , pois eu vejo como você cuida de seus filhos. E assim depois do almoço ela foi embora. Nos despedimos, e ela partiu em direção á vila Santa Lúcia. Naquele dia eu fiquei preocupada, más fui trabalhar. Jamais eu poderia imaginar que era a última vez que a veria com vida!
No dia 23 de março de 2004 minha irmã se foi para nunca mais voltar. Deixou uma vida internada no Hospital Regional Sul de Santo Amaro. Minha irmã a mais doce, minha única fan, faleceu.
Depois do dia 25 de março de 2004, que foi o dia do enterro, eu seria mãe mais uma vez, pois assumiria o compromisso fixado com a minha querida irmã. Ela me pediu ainda em vida que eu cuidasse se sua baby, e daquele momento em diante eu seria a melhor mãe que uma criança poderia ter.
Hoje sou mãe da Ana Lívia, nome que quem escolheu foi a minha irmã, segundo a outra irmã a mais nova. Não cito o seu nome pois não sei se devo, nem acredito que minha irmãtenha dado esse nome, mais enfim, o nome da minha princesa é Ana Lívia, veio dos braços de minha irmã morta para mim. Eu amarei até o meu último respirar.
Minha Irmã Grávida (sexto mês de gestação).
Eu lhe respondi:
_ Pára com isso! Você não vai morrer! E ela me olhou com um olhar muito triste. E disse: _Sabe Má, eu quero que você fique com a minha criança, más se você não puder, deixa a tia Anália cuidar. Eu prefiro você. Eu sei que você será uma boa mãe , pois eu vejo como você cuida de seus filhos. E assim depois do almoço ela foi embora. Nos despedimos, e ela partiu em direção á vila Santa Lúcia. Naquele dia eu fiquei preocupada, más fui trabalhar. Jamais eu poderia imaginar que era a última vez que a veria com vida!
No dia 23 de março de 2004 minha irmã se foi para nunca mais voltar. Deixou uma vida internada no Hospital Regional Sul de Santo Amaro. Minha irmã a mais doce, minha única fan, faleceu.
Depois do dia 25 de março de 2004, que foi o dia do enterro, eu seria mãe mais uma vez, pois assumiria o compromisso fixado com a minha querida irmã. Ela me pediu ainda em vida que eu cuidasse se sua baby, e daquele momento em diante eu seria a melhor mãe que uma criança poderia ter.
Hoje sou mãe da Ana Lívia, nome que quem escolheu foi a minha irmã, segundo a outra irmã a mais nova. Não cito o seu nome pois não sei se devo, nem acredito que minha irmãtenha dado esse nome, mais enfim, o nome da minha princesa é Ana Lívia, veio dos braços de minha irmã morta para mim. Eu amarei até o meu último respirar.
Quando Eu Não Tinha Juízo
Em 1977, morava na Vila Carrão. Trabalhava na casa da senhora Maximina.
Finais de semana era sagrado, ou Sociedade, ou Tocco. Eu e a minha amiga Regina. Naquele tempo a gente adorava ouvir Bethania, Caetano e Rock também.
Houve uma vez que eu e a Regina estávamos indo a pé pra Sociedade, lá era um salão de baile que tocavam tudo, e nós dançavamos muito. Íamo sempre a noite caminhando, e cantando. Quando mais que de repente parou um carro bem em nossa frente e dois rapazes jovens, bonitos, desceram do carro e nos abordaram com um belo sorriso. Eles tinham um interesse, queriam nos convidar para ir á um bar, minha amiga entrou no carrocom um deles. Fiquei com cara de boba conversando com o outro do lado de fora do carro. Daquí a pouco vejo eles se bijando. Então o rapaz que está conversando comigo fala:
_ Então...olha eles, estão numa boa! E nós vamos ficar aquí? Então pensei...não haverá mal algum se eu entrar no carro, porém deixei claro que eu não queria ficar com ele. Mais o cara do nada começou a me abraçar, e eu tentando me desvencilhar, em um determinado momento o peste tentou colocar as suas mãos cheias de dedo em minhas mamas. Ah...isso foi demais! Dei-lhe um safanão, e descí do carro, nem pensei em minha amiga, saí correndo. Entrei em desespero, o que aquele homem pensava que eu era?
Estava ainda correndo quando vejo a minha amiga também correndo atrás de mim. E me pergunta, o porque de eu estar com cara de assustada, lhe explico que o tarado queria por as mãos nos meus peitos. Minha amiga cai na gargalhada. Eu lhe explico, que onde já se viu, eu nem conhecia o cara, não era meu namorado, e chegava do nada com aquela intimidade toda. Minha amiga me achava engraçada, dava grandes risadas de minha cara, falava que gostava de sair comigo, porque se divertía muito. Acho que eu era uma palhacinha. Não era só ela que falava isso.
Não sei não, minha amiga era do balacobaco. Essa situação aconteceu pelo menos três vezes em nossa vida. As vezes fico pensando, acho que hoje as mulheres não são mais bobinhas como eu, naquele tempo. Eu tinha tanto medo. Era medo de ficar falada. Minha mãe falava que era feio uma maria vira folha. Uma mulher que ficava transando com todos os meninos da região.Naquela época quando uma menina ficava falada era um inferno! As mães proibiam as filhas de falarem com a dita cuja. Se a menina quizesse ficar bem, tinha que mudar do bairro, senão sua vida seria triste.
Essa minha amiga era danada. Ela era bonita, alegre, falava bem, falava inglês. Era uma menina descolada. Os meninos gostavam dela. Eu, era uma sonhadora. Sonhava casar de véu e grinalda, como minha mãe sonhara pra mim. Queria encontrar um príncipe encantado que me amasse e levasse ao altar. Que coisa mais retrógada! Diziam alguns...nem ligava para o que diziam, só sei que segurei o que a minha mãe chamava de honra durante muito tempo. Minha primeira relação sexual foi entre 24 e 25 anos de idade. achava que estava apaixonada o suficiente para ir aos finalmente. Leve engano. Os homens de ontem são como os de hoje, só querem uma coisa. Fazer Gud gud e tchau. Naquela época eu brincava com as minhas amigas falando que eu não podia fazer gud-gud. Se fizesse tinha que casar. Minha mente evoluiu, hoje não penso assim, porém vivo sem sexo, pois não acho certo transar com desconhecidos. Acredito que quando duas pessoas estão a ponto de fazerem sexo, tem que haver um algo mais, sexo por sexo, não é correto. Alguns ainda comentam que eu sou do tempo do cachorro amarrado com a linguiça.
O que quero da vida hoje, uma casa, aposentadoria e viver feliz com a minha filha Ana, até o último dia da minha vida.
Finais de semana era sagrado, ou Sociedade, ou Tocco. Eu e a minha amiga Regina. Naquele tempo a gente adorava ouvir Bethania, Caetano e Rock também.
Houve uma vez que eu e a Regina estávamos indo a pé pra Sociedade, lá era um salão de baile que tocavam tudo, e nós dançavamos muito. Íamo sempre a noite caminhando, e cantando. Quando mais que de repente parou um carro bem em nossa frente e dois rapazes jovens, bonitos, desceram do carro e nos abordaram com um belo sorriso. Eles tinham um interesse, queriam nos convidar para ir á um bar, minha amiga entrou no carrocom um deles. Fiquei com cara de boba conversando com o outro do lado de fora do carro. Daquí a pouco vejo eles se bijando. Então o rapaz que está conversando comigo fala:
_ Então...olha eles, estão numa boa! E nós vamos ficar aquí? Então pensei...não haverá mal algum se eu entrar no carro, porém deixei claro que eu não queria ficar com ele. Mais o cara do nada começou a me abraçar, e eu tentando me desvencilhar, em um determinado momento o peste tentou colocar as suas mãos cheias de dedo em minhas mamas. Ah...isso foi demais! Dei-lhe um safanão, e descí do carro, nem pensei em minha amiga, saí correndo. Entrei em desespero, o que aquele homem pensava que eu era?
Estava ainda correndo quando vejo a minha amiga também correndo atrás de mim. E me pergunta, o porque de eu estar com cara de assustada, lhe explico que o tarado queria por as mãos nos meus peitos. Minha amiga cai na gargalhada. Eu lhe explico, que onde já se viu, eu nem conhecia o cara, não era meu namorado, e chegava do nada com aquela intimidade toda. Minha amiga me achava engraçada, dava grandes risadas de minha cara, falava que gostava de sair comigo, porque se divertía muito. Acho que eu era uma palhacinha. Não era só ela que falava isso.
Não sei não, minha amiga era do balacobaco. Essa situação aconteceu pelo menos três vezes em nossa vida. As vezes fico pensando, acho que hoje as mulheres não são mais bobinhas como eu, naquele tempo. Eu tinha tanto medo. Era medo de ficar falada. Minha mãe falava que era feio uma maria vira folha. Uma mulher que ficava transando com todos os meninos da região.Naquela época quando uma menina ficava falada era um inferno! As mães proibiam as filhas de falarem com a dita cuja. Se a menina quizesse ficar bem, tinha que mudar do bairro, senão sua vida seria triste.
Essa minha amiga era danada. Ela era bonita, alegre, falava bem, falava inglês. Era uma menina descolada. Os meninos gostavam dela. Eu, era uma sonhadora. Sonhava casar de véu e grinalda, como minha mãe sonhara pra mim. Queria encontrar um príncipe encantado que me amasse e levasse ao altar. Que coisa mais retrógada! Diziam alguns...nem ligava para o que diziam, só sei que segurei o que a minha mãe chamava de honra durante muito tempo. Minha primeira relação sexual foi entre 24 e 25 anos de idade. achava que estava apaixonada o suficiente para ir aos finalmente. Leve engano. Os homens de ontem são como os de hoje, só querem uma coisa. Fazer Gud gud e tchau. Naquela época eu brincava com as minhas amigas falando que eu não podia fazer gud-gud. Se fizesse tinha que casar. Minha mente evoluiu, hoje não penso assim, porém vivo sem sexo, pois não acho certo transar com desconhecidos. Acredito que quando duas pessoas estão a ponto de fazerem sexo, tem que haver um algo mais, sexo por sexo, não é correto. Alguns ainda comentam que eu sou do tempo do cachorro amarrado com a linguiça.
O que quero da vida hoje, uma casa, aposentadoria e viver feliz com a minha filha Ana, até o último dia da minha vida.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Comentando
Existe coisas que eu não queria relatar, tinha vergonha de falar, como sobre a Tocco, sobre as maldades de meu padrasto, mas perdí a vergonha. Relatarei tudo o que me lembrar, e se eu esquecer de algo que quero falar irei buscar onde a verdade estiver. Não tenho porque me envergonhar.
As Aventuras E Desventuras
Houve uma época muito boa em minha vida. O tempo da Tocco. Era uma discoteca que havia na Vila Matilde, e eu quando adolescente frequentava. Nessa época trabalhava como empregada de dona Maximina. Nos finais de semana, quando a minha patroa dormia eu pulava a janela e ia com meus amigos do Carrão dançar. Saíamos as 22:00horas, e voltavámos sempre até as 2:00 da madrugada. Eu sempre chegava antes da senhora acordar, pois tinha pavor que acordasse e não me achasse. Eu não podia também deixar minha juventude o tempo todo presa naquela casinha da Renato Rinaldi no Carrão. Quase todos os finais de semana saía para dançar, com as minhas amigas Regina e Cia. Era muito legal, pena que sempre saíamos com o dinheiro da entrada e mais nada. As vezes encontrávamos algum amigo que pagava refrigerante para a gente. A Regina, certa vez me apresentou Fogo Paulista uma bebida fortíssima, que me deixou muito mal. O dia em que bebi, fiquei de repente com a visão borrada, via um branco não conseguía enxergar. Que péssimo! Bebida muito ruim. A Regina também me apresentou um comprimido chamado Optalidon, era um comprimido cor-de-rosa, que dava uma barato esquisito, a gente dançava como se tivesse o capeta no corpo, não parava. As vezes ficava dançando três horas seguidas. Um dia tomei 10 comprimidos e fiquei tão mal que resolvi nunca mais me aproximar daquela droga. A minha amiga certa vez foi internada por causa dos comprimidos, teve que fazer uma lavagem estomacal. Essa foi a época maligna de minha vida. Ainda bem que saí a tempo desse mal. Parei de passear com a Regina, visto que não era uma boa companhia.
Engraçado que mesmo bebendo bebida alcoólica, tomando comprimido estranho, eu nunca dormí com nenhum rapaz, tinha medo do sexo, não porque não quizesse ou não tivesse vontade, más tinha medo de ficar grávida. Eu sabia que naquele momento, sofreria muito se conseguisse uma gravidez, então simplesmente não fazia sexo. Também a única coisa que eu gostava era dançar. Aquela amiga era uma moça bem falante, ela gostava da Bethania. Quando saíamos para as baladas, seja na Tocco ou Sociedade, cantarolávamos na rua. Paquerávamos os rapazes que passavam com seus carros e as vezes nos ofereciam carona. Isso era uma coisa que eu detestava em Regina. Ela tinha mania de pegar carona com os rapazes desconhecidos. Eles eram simpáticos, mas muita vezes não queriam apenas nos dar carona, queriam algo mais, e o algo mais acabava em atrito. Uma vez fomos deixadas em uma avenida no meio do nada e eu apavorada, porque comigo era assim, quando a história era dá ou desce, eu descia feliz, tá louco!
Engraçado que mesmo bebendo bebida alcoólica, tomando comprimido estranho, eu nunca dormí com nenhum rapaz, tinha medo do sexo, não porque não quizesse ou não tivesse vontade, más tinha medo de ficar grávida. Eu sabia que naquele momento, sofreria muito se conseguisse uma gravidez, então simplesmente não fazia sexo. Também a única coisa que eu gostava era dançar. Aquela amiga era uma moça bem falante, ela gostava da Bethania. Quando saíamos para as baladas, seja na Tocco ou Sociedade, cantarolávamos na rua. Paquerávamos os rapazes que passavam com seus carros e as vezes nos ofereciam carona. Isso era uma coisa que eu detestava em Regina. Ela tinha mania de pegar carona com os rapazes desconhecidos. Eles eram simpáticos, mas muita vezes não queriam apenas nos dar carona, queriam algo mais, e o algo mais acabava em atrito. Uma vez fomos deixadas em uma avenida no meio do nada e eu apavorada, porque comigo era assim, quando a história era dá ou desce, eu descia feliz, tá louco!
Artrite Novamente Dando As Caras
Estou preocupada, é que a doença que destrói as atriculações está tentando voltar. Eu abomino ela. Eu não quero parar de trabalhar, más ela está quase me levando a aposentadoria. Estou na teima, para que ela não me vença. O pior é que não aceito medicação. Nessa semana já acordei três dias com as mãos edemaciadas, as atrticulações queimando, e muita dor. Sei o que fazer pra parar, ficar o dia inteiro esperando um atendimento no hospital, ou me movimentar o máximo, que também me ajuda, prefiro a segunda opção.
Comose não bastasse as dores, tenho que resolver o problema dessa casa. Estou com medo, não sei o que fazer agora, não tem o que fazer com relação a isso.
Comose não bastasse as dores, tenho que resolver o problema dessa casa. Estou com medo, não sei o que fazer agora, não tem o que fazer com relação a isso.
domingo, 16 de setembro de 2012
Primeira Festa que Me Levaram
Foi a Sebastiana uma vizinha de minha mãe que gostava muito de mim. Era um aniversário. Como sempre eu não tinha roupa boa nem sapato para ir, más fui convidada e queria muito ir.
A minha roupa era um vestido de chita vermelho e estava de Sandália Havaiana e lá fui eu acompanhando a amiga de minha mãe. Na festa haviam pessoas bem vestidas, más eu estava mau vestida. Até eu que era uma simples criança pobre, sabia que não estava vestida para uma festa, más como diziam, é criança, ninguém repara. Sei...até parece! Até eu percebí quando pessoas me olhavam com olhar atravessado, me sentia uma pobrezinha de Deus. Um certo momento sentei pertode uma mesa em que os meus pés ficavam debaixo da mesma. Eu pensava...vou ficar com os pés aqui embaixo, assim, ninguém olha para os meus pés!
Bobo daquele que acha que criança não pensa, eu tinha 10 anos e pensava. E pensava e muito.
Cresci, casei, e jamais deixei os meus filhos sairem mau vestidos, e pensava...eles não passarão pelo que eu passei quando criança!
A minha roupa era um vestido de chita vermelho e estava de Sandália Havaiana e lá fui eu acompanhando a amiga de minha mãe. Na festa haviam pessoas bem vestidas, más eu estava mau vestida. Até eu que era uma simples criança pobre, sabia que não estava vestida para uma festa, más como diziam, é criança, ninguém repara. Sei...até parece! Até eu percebí quando pessoas me olhavam com olhar atravessado, me sentia uma pobrezinha de Deus. Um certo momento sentei pertode uma mesa em que os meus pés ficavam debaixo da mesma. Eu pensava...vou ficar com os pés aqui embaixo, assim, ninguém olha para os meus pés!
Bobo daquele que acha que criança não pensa, eu tinha 10 anos e pensava. E pensava e muito.
Cresci, casei, e jamais deixei os meus filhos sairem mau vestidos, e pensava...eles não passarão pelo que eu passei quando criança!
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
As Lendas
No meu tempo de criança circulava pela região lendas. Tinha a Lenda da Loira do banheiro, tinha a da mulher que aparecia na rua com a boca cheia de algodão, e tinha a Lenda do Homem do saco, essa era a que eu mais tinha medo. Minha mãe falava que a gente não podia ficar andando tarde da noite pois o homem do Saco ia carregar a gente. A lenda dizia que esse homem andava pelas ruas, a procura de crianças. Se achasse alguma, colocava no saco e levava pra longe, a mãe nunca mais veria o filho. Coitados dos velhos pedintes da região. Quando as crianças viam algum velhinho com um saco nas costas saíam correndo a milhão. Como já era atormentada desde criança, tinha medo de tudo. Se eu fosse comprar pão pra minha mãe e alguém me perguntasse algo, nunca respondia, saia correndo. Tinha medo de tudo.
Acho que por esse motivo que minha filha também tem medo. Eu falo pra minha filha não aceitar nada de ninguém, que não deve falar com estranhos. Quando vou passear com ela e alguém lhe oferece algo, não aceita. Só se eu der ordem.
Acho que por esse motivo que minha filha também tem medo. Eu falo pra minha filha não aceitar nada de ninguém, que não deve falar com estranhos. Quando vou passear com ela e alguém lhe oferece algo, não aceita. Só se eu der ordem.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
O Convento
Certa vez fui a um convento com a minha amiga Neusa de Brito. Ela tinha uma irmã religiosa freira, que morava em um convento, por esse motivo ela me levou pra conhecer. Como já falei algumas vezes tudo pra mim era maravilhoso, desde que não fosse ficar na casa de minha mãe, qualquer lugar era o meu céu!
A adolescência é uma linda semente esperando forças pra crescer. As vezes encontramos pessoas que são adubo para germinar a semente da bem aventurança. La no convento rezamos, cantamos, e comemos comida natural. As irmãs plantavam e colhiam as verduras fresquinhas. Acordavam cedo para entrar em oração. Elas eram irmãs de clausura.
Será que os adolescentes são inconstantes?
Eu queria tudo, ir para o Canadá com uma patroa de minha mãe, queria ir morar no convento, queria viver na cabana com os americanos. Eu queria aventura, será?
Foi difícil me convencer, mais a única coisa que eu queria era ficar no convento. Na hora do adeus foi triste, eu chorei, pois não queria ir embora. Pedí pra minha amiga me deixar ficar lá. Falei pra ela falar pra minha mãe que eu seria freira. Ela não me deixou ficar, disse que eu não tinha vocação. E disse mais, que eu iria casar e ter filhos, fiquei muito brava. Eu não queria mais casar, queria ser religiosa igual a irmã da Neusa.
A adolescência é uma linda semente esperando forças pra crescer. As vezes encontramos pessoas que são adubo para germinar a semente da bem aventurança. La no convento rezamos, cantamos, e comemos comida natural. As irmãs plantavam e colhiam as verduras fresquinhas. Acordavam cedo para entrar em oração. Elas eram irmãs de clausura.
Será que os adolescentes são inconstantes?
Eu queria tudo, ir para o Canadá com uma patroa de minha mãe, queria ir morar no convento, queria viver na cabana com os americanos. Eu queria aventura, será?
Foi difícil me convencer, mais a única coisa que eu queria era ficar no convento. Na hora do adeus foi triste, eu chorei, pois não queria ir embora. Pedí pra minha amiga me deixar ficar lá. Falei pra ela falar pra minha mãe que eu seria freira. Ela não me deixou ficar, disse que eu não tinha vocação. E disse mais, que eu iria casar e ter filhos, fiquei muito brava. Eu não queria mais casar, queria ser religiosa igual a irmã da Neusa.
Adolescentes Sabem Viver Em Paz
Quando era adolescente não pensava muito, não tinha o medo que tenho hoje. Com 16 anos eu nem me preocupava quando alguém fazia um convite pra passeio, aceitava e pronto, simples assim, ir pra qualquer lugar, claro, que sempre com responsabilidade. Não sei, acho que o meu sexto sentido me guiava. Se abacasse de conhecer alguém, e esse me convidasse pra uma viagem, lá ia eu.
Me lembro que estava em um ônibus em direção á cidade, quando conhecí um americano e o mesmo falava um português arrastado, mas dava pra entender, lógico. Então com 15 minutos de conversa, estávamos em direção a Sorocaba. Ele , a filha e eu, contentes, rezando e cantando, e pedindo carona.
Chegamos em Sorocaba, a noite, descemos de um caminhão de carona e entramos numa mata aparentemente fechada, no momento eu estava quase molhando as calças de paúra, porém ao longe em um caminhozinho vimos uma luz, e mais e mais começou a aparecer cabanas, tinha uma fogueira acesa e muitas pessoas cantando. Eram tipos bonitos, a maioria tinha olhos azuis e eram loiros, homens e mulheres. O trabalho deles era conseguir dos ricos para dar aos pobres, e viviam nesse tipo de vida, pra mim interessantíssimo. Alguns, saiam pedindo durante o dia, outros ficavam cuidando das cabanas e preparando as comidas para todos. Outros ensinavam as crianças, outros tocavam e cantavam. Ah, que vida linda! Pra mim aquilo era o céu! E eram respeitosos. As mulheres solteiras ficavam em uma cabana, os casados ficavam em outras. Fiquei apaixonada, queria aquela vida pra mim! Os que sairam para recolher roupas, chegavam a noite. No outro dia as mulheres lavavam e costuravam as roupas. No fim de semana todos iam distribuir as doações aos pobres. Eles tinham tudo o que precisavam. A vida era simples e feliz. Agora só faltava pedirem autorização a minha mãe. Que claro que não deixou. Fiquei uma semana com eles. Comíamos comida natural, cuidavamos de tudo e tudo era de todos. Nosso banheiro era a mata. Eu estava mais do que feliz.Comiam comida natural. Me sentia em casa. Tinham conhecido alguns brasileiros que se juntaram ao grupo, e como eu também estavam felizes. Tocavam e cantavam, suas vozes eram maravilhosas, pareciam anjos.
O meu único impasse, minha mãe. Ela ficou muito brava comigo quando o chefe do grupo foi pedir permissão para eu morar com eles. Minha mãe os expulsou de casa: _Onde já se viu, essa menina é doidinha meu Deus! Não vai e pronto. Minha mãe não quis assunto. Eu chorei muito, queria estar com aquela família feliz, viviam em uma vida simples, eram limpinhos, gostavam de tudo organizado. Uns ficavam em cabanas outros em traillers.
Sonho com eles, eu tocando violão e cantando em inglês, meus filhos correndo pela mata e se pendurando nos cipós como o Tarzan.
Me lembro que estava em um ônibus em direção á cidade, quando conhecí um americano e o mesmo falava um português arrastado, mas dava pra entender, lógico. Então com 15 minutos de conversa, estávamos em direção a Sorocaba. Ele , a filha e eu, contentes, rezando e cantando, e pedindo carona.
Chegamos em Sorocaba, a noite, descemos de um caminhão de carona e entramos numa mata aparentemente fechada, no momento eu estava quase molhando as calças de paúra, porém ao longe em um caminhozinho vimos uma luz, e mais e mais começou a aparecer cabanas, tinha uma fogueira acesa e muitas pessoas cantando. Eram tipos bonitos, a maioria tinha olhos azuis e eram loiros, homens e mulheres. O trabalho deles era conseguir dos ricos para dar aos pobres, e viviam nesse tipo de vida, pra mim interessantíssimo. Alguns, saiam pedindo durante o dia, outros ficavam cuidando das cabanas e preparando as comidas para todos. Outros ensinavam as crianças, outros tocavam e cantavam. Ah, que vida linda! Pra mim aquilo era o céu! E eram respeitosos. As mulheres solteiras ficavam em uma cabana, os casados ficavam em outras. Fiquei apaixonada, queria aquela vida pra mim! Os que sairam para recolher roupas, chegavam a noite. No outro dia as mulheres lavavam e costuravam as roupas. No fim de semana todos iam distribuir as doações aos pobres. Eles tinham tudo o que precisavam. A vida era simples e feliz. Agora só faltava pedirem autorização a minha mãe. Que claro que não deixou. Fiquei uma semana com eles. Comíamos comida natural, cuidavamos de tudo e tudo era de todos. Nosso banheiro era a mata. Eu estava mais do que feliz.Comiam comida natural. Me sentia em casa. Tinham conhecido alguns brasileiros que se juntaram ao grupo, e como eu também estavam felizes. Tocavam e cantavam, suas vozes eram maravilhosas, pareciam anjos.
O meu único impasse, minha mãe. Ela ficou muito brava comigo quando o chefe do grupo foi pedir permissão para eu morar com eles. Minha mãe os expulsou de casa: _Onde já se viu, essa menina é doidinha meu Deus! Não vai e pronto. Minha mãe não quis assunto. Eu chorei muito, queria estar com aquela família feliz, viviam em uma vida simples, eram limpinhos, gostavam de tudo organizado. Uns ficavam em cabanas outros em traillers.
Sonho com eles, eu tocando violão e cantando em inglês, meus filhos correndo pela mata e se pendurando nos cipós como o Tarzan.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Estou Torcendo Pelo Meu primeiro Blog
Eu comecei com História de Vida, e agora estou com 5 Blogs, para mim são como os meus filhos.
Minha Primeira Praia
Estávamos em 1968, a amiga de minha mãe e meu padrasto fizeram uma excursão pra Santos. Não me recordo qual praia. Só me lembro de um caldeirão gigante que a mãe de minha amiga preparou com frango e farofa, pra matar a fome da criançada, na qual eu estava inserida.
Aquele dia eu nem conseguí dormir, devido a ansiedade, por ter que esperar o dia da viagem. E chegou o grande dia. Bem na madrugada iam chegando o povo simples do Jardim Angêla, se arrumavam dentro do ônibus alugado para a excursão. Eu não inha maiô, e a Alcina me emprestou um velhinho. Eu nunca tinha ficado seminua perto de ninguém, e agora como seria? Eu teria que ficar de calcinha e sutiã perto de todo mundo, não entendia aquela coisa de roupa de banho, eu ficava bem esquisita com aquela roupa. Levei uma toalha velha pra me secar. Minha mãe não foi. Me deixou sob os cuidados de dona Lazinha.
Fomos cantando no ônibus, nossa alegria era tão imensa!
E depois de algumas horas naquele ônibus, chegamos em Santos, o caminho pra praia era engraçado, a cada lugar que eu via água comemorava achando que o ônibus iria parar. Quando o ônibus parou, eu e minhas amigas saimos em desabalada carreira, em direção ao mar.
Quando visualizei aquele mar imenso, fiquei abismada. Fui correndo até perto do mar, observei que não tinha adultos por perto, e tirei o vestido, já estava com a roupa de banho por baixo. Dei o vestido e a toalha pra minha amiga segurar e fui aos pouquinhos me familiarizando com a água do mar, fiquei feito boba pulando ondas, e de repente veio uma onda imensa e me derrubou, caí na água. E já de ínicio tomei um montão de água. Minhas amigas falaram que eu iria tomar toda a água do mar. Não gostei da brincadeira, eu quase me afoguei, e elas tirando sarro de mim. Naquele tempo falavam muito em sarro, tirar sarro disso, daquilo, etc...
Minha amiga Alcina e a Suía sua irmã, ficaram comigo. Brincamos bastante, aprendí a mergulhar. Fiquei o dia todo sob um sol de 33graus. Comí pouco o frango com farofa. Ficamos curtindo o mar, brincamos com a areia. Quem disse que pobre usa protetor solar? Acho que aqueles lá, nem sabiam o que era. O que passamos no corpo foi um óleo pra bronzear que nos emprestaram, na verdade ficamos foi torradas, em um único dia. Hove gente que brincando com a nossa desgraça falou que tomamos o Sol do ano todo em um único dia. E foi assim mesmo! Enquanto eu e minhas amigas brincávamos, jamais pensávamos que fôssemos ficar doentes após aquele dia. Digo, naquele dia a noite choraríamos, as dores das queimaduras pelo sol. E depois daquele dia minha mãe demorou, a me deixar sair novamente, já que dei muto trabalho na volta, apresentei, febre e cefaléia, meus ombros doíam muito, minhas faces ardíam, queimavam como pimenta ardida. E o pai da minha amiga Alcina quem nos apresentou o mar, ficou triste, pois o nosso sofrimento, era feio de se ver. Fomos outras vezes á praia, e sofremos tudo de novo, até eu crescer e apreender que sol não é brinquedo.
Aquele dia eu nem conseguí dormir, devido a ansiedade, por ter que esperar o dia da viagem. E chegou o grande dia. Bem na madrugada iam chegando o povo simples do Jardim Angêla, se arrumavam dentro do ônibus alugado para a excursão. Eu não inha maiô, e a Alcina me emprestou um velhinho. Eu nunca tinha ficado seminua perto de ninguém, e agora como seria? Eu teria que ficar de calcinha e sutiã perto de todo mundo, não entendia aquela coisa de roupa de banho, eu ficava bem esquisita com aquela roupa. Levei uma toalha velha pra me secar. Minha mãe não foi. Me deixou sob os cuidados de dona Lazinha.
Fomos cantando no ônibus, nossa alegria era tão imensa!
E depois de algumas horas naquele ônibus, chegamos em Santos, o caminho pra praia era engraçado, a cada lugar que eu via água comemorava achando que o ônibus iria parar. Quando o ônibus parou, eu e minhas amigas saimos em desabalada carreira, em direção ao mar.
Quando visualizei aquele mar imenso, fiquei abismada. Fui correndo até perto do mar, observei que não tinha adultos por perto, e tirei o vestido, já estava com a roupa de banho por baixo. Dei o vestido e a toalha pra minha amiga segurar e fui aos pouquinhos me familiarizando com a água do mar, fiquei feito boba pulando ondas, e de repente veio uma onda imensa e me derrubou, caí na água. E já de ínicio tomei um montão de água. Minhas amigas falaram que eu iria tomar toda a água do mar. Não gostei da brincadeira, eu quase me afoguei, e elas tirando sarro de mim. Naquele tempo falavam muito em sarro, tirar sarro disso, daquilo, etc...
Minha amiga Alcina e a Suía sua irmã, ficaram comigo. Brincamos bastante, aprendí a mergulhar. Fiquei o dia todo sob um sol de 33graus. Comí pouco o frango com farofa. Ficamos curtindo o mar, brincamos com a areia. Quem disse que pobre usa protetor solar? Acho que aqueles lá, nem sabiam o que era. O que passamos no corpo foi um óleo pra bronzear que nos emprestaram, na verdade ficamos foi torradas, em um único dia. Hove gente que brincando com a nossa desgraça falou que tomamos o Sol do ano todo em um único dia. E foi assim mesmo! Enquanto eu e minhas amigas brincávamos, jamais pensávamos que fôssemos ficar doentes após aquele dia. Digo, naquele dia a noite choraríamos, as dores das queimaduras pelo sol. E depois daquele dia minha mãe demorou, a me deixar sair novamente, já que dei muto trabalho na volta, apresentei, febre e cefaléia, meus ombros doíam muito, minhas faces ardíam, queimavam como pimenta ardida. E o pai da minha amiga Alcina quem nos apresentou o mar, ficou triste, pois o nosso sofrimento, era feio de se ver. Fomos outras vezes á praia, e sofremos tudo de novo, até eu crescer e apreender que sol não é brinquedo.
domingo, 9 de setembro de 2012
Quem Tira De Pobre Fica Sem Vitamina
Fome maus tratos, dor, tristeza. Tenho uma coisa boa pra falar de tudo isso. Fui trabalhar de doméstica. Pedí, até implorei pra minha mãe me deixar ir trabalhar na casa de uma amiga dela. Sim porque estava cansada de passar fome.Trabalhei anos na casa de Dona Maximina. Não foi a primeira casa. Também trabalhei na casa de uma mulher ruim, que não me deixava comer coisas mais gostosas. Exemplo...dizia que queijo não fazía bem ao cérebro. Com a cara de pau mais lavada desse mundo, falava que queijo podía me deixar burra. Leite eu tomava quando sobrava. Não me lembro bem a idade que eu tinha quando trabalhei nessa casa, só me lembro que por vingança; eu fervia o leite, tirava um copo pra mim, acrescentava um copo de água no leite da família e pronto. Não fiquei muito tempo naquela casa, só dois meses.
Pobre Desse Jeito, Nunca Mais
Nenê ficava o dia todo em casa, cuidando dos irmãos. Nenê tem 9 anos ainda não chegou no terceiro ano primário, afinal de contas a menina não consegue ir todos os dias pra escola, tem que cuidar de seus irmãos e sofre pelos maus tratos de Dedé que não perde a mania de agredir gratuitamente a menina.
Severina segue sua vidinha, tendo um filho todo ano. Se Deus manda a gente cuida!
Nenê agora tem 10 anos está no segundo ano primário, com grande dificuldade consegue ler e escrever. Passa os dias cuidando de seus irmãos que passam fome e como ela sofrem com a vida dura. No quintal tem um poço artesiano. Eles puxam a água do poço pra tudo, pra tomar banho, lavar as louças e lavar as roupas. Nossa casa o chão era de terra batido. Tínhamos um cachorro pulguento tadinho, que vivia se coçando. Nós também acordávamos todos pintadinhos de sangue de pulga ou sangue nosso tirados pelas pulgas? A noite era um inferno, dormir alí era como se estivesse no caldeirão do capeta. A coceira nos matava. Era ruim demais!
A menina Nenê, queria agradar a mãe, então lavava as roupas. E como os lençois eram grandes para as suas mãos pequenas, aprendeu com a vizinha que passando bastante sabão em barra nas roupas com sangue de pulga, e botando no sol pra quarar, as manchas saíam sozinhas, parecia mágica! Quem ensinou foi Dona Sebastiana, uma vizinha que gostava muito de Nenê.
Ascaris Lombrigóides
Nenê quando criança tinha um abdôme proeminente. Estava cheínho de vermes. Eram lombrigas imensas, que passavam o tempo a atormentar as crianças. Beto, Carlos e Vera também sofriam com a verminose.
Quando a menina tentava dormir a noite, as lombrigas ficavam passeando, iam até perto da garganta e depois desciam. Certa vez ao acordar Nenê percebeu que a sua garganta tinha algo que coçava, era uma coisa chata, e ela vomitou, uma imensa lombriga branca, igualzinha a um fio de macarrão. Severina ficou assustada. E falou: _Meu Deus! Essa menina ta cheia de bicha! Tenho que dar remédio pra matá essas bichas!
Quando ficavamos com fome a coisa era feia! As lombrigas nos deixavam irritadas. Minha mãe falava que tínhamos que alimentar as lombrigas.
No dia seguinte Dedé fez uma batida de mastruz com leite e deu pra Nenê e os irmãos tomarem. Todos os dias ele preparava aquela bebida intragável e dava para os filhos. E foi assim que as lombrigas desapareceram de nossas barrigas e de nossas gargantas. Beto e Vera também passaram pelo sofrimento das lombrigas na garganta.
Muitas vezes, quando dava vontade de evacuar, a gente saía correndo pra mata ao lado. Não tínhamos banheiro. Lá, a gente se limpava com folhas mais macias das árvores, ou mesmo levava os jornais que vinham embrulhando as compras.
sábado, 8 de setembro de 2012
Quando Virei Gente, Segundo Minha Mãe
Pedaços Da Vida De Pré- Adolescente
Em 1971 Severina resolveu fazer a menina virar gente. Até aquele momento a menina não tinha nome. Pobre, filha da fome, sem nome e sem documento.
Agora teria um nome. Severina foi ao cartório para tirar o registro de nascimento da menina. O problema é que pra tirar o registro de nascimento, teria que entrar com um Atestado de Pobrezaa, e foi o que ela fez. A escriturária perguntou: _ Nome? E Severina respondeu: Severina Galdino Rosa.
A mulher do cartório retrucou: _ Como assim? O nome da sua filha igualzinho o seu? E a atendente sugeriu: _ Que tal, Marcia Galdino Rosa!
Eu gritei:_ Isso, Isso! Eu gosto de Marcia!
Minha mãe me ingnorou, e disse:
_ Mais moça, esse nome foi uma premessa que fiz! Eu pedí pra São Severino dos Ramos me ajudar! É que sofrí muito no parto dessa fia!
A escriturária ponderou: _ Então porque a senhora não põe, Marcia Severina Galdino Rosa?
Então eu comemorei, bem baixinho, discretamente, pra minha mãe não desistir. Ah, esse sim! E dona Severina falou que estava bom. Que poderia ficar assim. E meu nome seria mesmo Marcia Severina Galdino Rosa. E naqule dia de 1971, ganhei um nome! O nome sugerido pela moça do cartório do Socorro. Marcia Severina Galdino Rosa, filha de Severina Galdino Rosa
Filha De Severina Galdino Rosa e pai ignorado.
_ Ah...isso eu não gostei, odiava quando tinha que apresentar o meu documento a alguém e apresentava aquele Registro com aquela tarja em verde e amarelo escrito bem no meio. Atestado de Pobreza. E a minha vergonha era também o pai ignorado. Ah...isso também era vergonha! Mais finalmente eu tinha um nome. Em breve eu teria também identidade.
Aos 13 anos tratei de perder o registro de nascimento para que a sorte me desse outro, sem aquela maldita tarja verde- amarela, e assim eu pudesse fazer a minha identidade. Como minha mãe queria que eu trabalhasse para ajudar em casa, me ajudou a tirar oum novo documento alteraram a minha idade para que eu pudesse trabalhar. Entrei na Gazeta como Atendente de Expedição. Fiquei três meses mais ou menos, não me recordo. Depois fui pra casa de uma parente da patrôa de minha mãe. Trabalhei como, empregada e acompanhante de uma senhora idosa. Fiquei com ela de 1976 a 1980.
Depois a senhora morreu. Fiquei dois anos cuidando da casa da neta da velhinha que havia falecido. Depois fiquei um pouco como recepcionista da ABI( Associação Brasileira de Imprensa) e mais tarde fui ser babá da filha do Procurador da República.
Em 1985 conhecí o meu marido José Carlos da Silva e me casei em 1988.
Em 1989, entrei no Hospital das Clínicas, lá terminei o meu Ensino Médio, Ganhei o curso de Auxiliar de Enfermagem. E trabalho até os dias de Hoje.
Em 2010 ganhei do Estado o curso Técnico de Enfermagem. Estou caminhando. Espero chegar mais longe.
Os Gatinhos
Os Dois Gatinhos
Houve um dia que Dedé chegou feliz e trouxe dois gatinhos. Nenê, Beto, Carlos e Vera ficaram felizes e brincavam muito com os gatos. Com o passar do tempo perceberam que eram um casal de gatos. E houve uma vez que a gata começou a festa do acasalamento. A gata dava gritos lá no telhado. _ Miauuuuuuuuuuuuuuuuuuuu! Miauaaaaaaaaaaaaaaaaa! Miauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu! So sei que meu padrasto ficou louco queria matar a gata, começou a jogar pedra nos gatos, acertou um dos gatos e a gata desapareceu.
Outro dia ele achou uma caixa com três gatinhos, os trouxe para casa, a noite...sempre a noite! Os gatinhos começaram a miar, um miado que o deixou com raiva, e ele pôs os gatinhos em um saco deu pra filha Nenê. Falou aos berros que ela pegasse aquelas porcarias de gatos e jogasse na ribanceira, bem longe dalí, e que não voltasse com eles pra casa. A menina saiu com os pobrezinhos no saco, e saiu chorando, e pensando...o que farei agora? Não terei coragem de jogá-los! Eles morrerão! Mais se eu voltar com eles, meu padrasto vai me bater. E agora? O que farei? Fui até a ribanceira me despedí dos gatinhos e... me faltou a coragem. Os levei para a casa da minha amiga Alcina. Deram um fim nos gatos talves alguém os tenha adotado, o pai dela também não os quis.
Houve um dia que Dedé chegou feliz e trouxe dois gatinhos. Nenê, Beto, Carlos e Vera ficaram felizes e brincavam muito com os gatos. Com o passar do tempo perceberam que eram um casal de gatos. E houve uma vez que a gata começou a festa do acasalamento. A gata dava gritos lá no telhado. _ Miauuuuuuuuuuuuuuuuuuuu! Miauaaaaaaaaaaaaaaaaa! Miauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu! So sei que meu padrasto ficou louco queria matar a gata, começou a jogar pedra nos gatos, acertou um dos gatos e a gata desapareceu.
Outro dia ele achou uma caixa com três gatinhos, os trouxe para casa, a noite...sempre a noite! Os gatinhos começaram a miar, um miado que o deixou com raiva, e ele pôs os gatinhos em um saco deu pra filha Nenê. Falou aos berros que ela pegasse aquelas porcarias de gatos e jogasse na ribanceira, bem longe dalí, e que não voltasse com eles pra casa. A menina saiu com os pobrezinhos no saco, e saiu chorando, e pensando...o que farei agora? Não terei coragem de jogá-los! Eles morrerão! Mais se eu voltar com eles, meu padrasto vai me bater. E agora? O que farei? Fui até a ribanceira me despedí dos gatinhos e... me faltou a coragem. Os levei para a casa da minha amiga Alcina. Deram um fim nos gatos talves alguém os tenha adotado, o pai dela também não os quis.
Será Que Ama Animais
Será Que Ele Gosta Dos Animais?
Dedé era esquisito, não gostava dos animais, mais as vezes, do nada trazia um bi chinnho para casa. Uma vez trouxe um casal de coelhos. O único problema era que Nêne tinha a incumbência de alimentá-los todos os dias, como se não fosse tanto o trabalho que a menina tinha, em ter que arrumar a casa, cuidar dos irmãos, puxar a água do poço para toda a família, ainda tinha que sair de casa todos os dias duas vezes, pela manhã e a tarde, para procurar capim gordura, para os famintos coelhos. Eu os achava até bonitinhos, mas, davam muito trabalho. O problema era que o lugar onde havia aquele tipo de vegetação, era um local meio assustador, passava um córrego e o caminho era cercado dos dois lados por um tipo de vegetação que davam o tamanho da menina. Os moradores das proximidades diziam que havia cobras por lá, e a menina tinha verdadeiro pavor desses animais. Dedé, porém não queria saber de bolodórios, queria os coelhos alimentados e ponto.
Havia entretanto algo que deixava a menina irritada, os coelhos nunca se satisfaziam, pereciam um saco sem fundo, a menina colocava na casa deles capim que enchia a casa, três horas depois eles gritavam como alucinados de fome. Quem ouvia pensava...coitados desses bichinhos estão com fome! Nêne não conseguia entender onde os coelhos botavam tanto capim, mais eles comiam rapidinho.
As vezes o padrasto da garota chegava cedo só pra ver se os bichos da fome estavam sem capim, e aí, da menina se eles estivessem gritando era cacetada na certa, ela iria apanhar pra apreender, ah, se ía!
Houve um dia que a menina pois parte do capim devagarinho para os coelhos, depois como eles ficaram quietinhos ela foi brincar com os amigos, de pular corda. O padrasto chegou cedo demais e pôs todo o capim para os coelhos, que comeram tudo e não sobrou nenhum pouquinho. Então quando estava anoitecendo os coelhos começaram a gritar como loucos. Dedè, fez a menina ir buscar capim para eles, e a pobre criança foi morrendo de medo de ser mordida por uma cobra, e eis que passou uma cobra pertinho da menina, que ficou paralizada de medo. Foi um baita susto ainda bem que a cobra não quis mordê-la!
Apanhou Por quê?
Certo dia a menina Nêne, resolveu dormir em um quarto que Dedê havia rebocado e feito o chão. A menina olhando para aquele lugar limpo levou um cochão e dormiu. Dormiu como se nunca tivesse dormido, um sono da paz. Sonhou com uma vida melhor, que era uma mulher feliz, que havia se casado com um rapaz bonito e tinha um lindo casal de filhos, sonhou que em sua casa tinha geladeira, e televisão. Esse quarto era um lugar que assim que Dedé terminou o conserto, a porta ficou fechada e ninguém jamais entrou al´até então.
Lá fora no quintal a mãe procurava a menina. Gritava: _ Nenê! Nenê! Onde foi parar essa menina?
Perguntou aos vizinhos se viram Nenê por alí, mais ninguém havia visto. Severina procurou a menina por todos os lugares, menos naquele quarto. A mulher ficou pelo menos três horas procurando e como não encontrasse, passou a gritar o nome da menina dentro da casa. E eis que Nenê surge meio sonolenta no quarto. A mãe fica furiosa, pergunta onde é que foi se enfiar a filha, a mesma diz que não saiu da casa e que estava dormindo, bem alí mesmo no quarto que o padrasto havia feito o chão, a mãe num instinto de raiva, pois achava que a menina estava se fazendo de besta, e que havia fingido que não ouvia, pegou um chinelo e começou a bater na menina. Depois, como a menina conseguisse fugir correndo para o quintal a mãe encontrou um pedaço de pau e bateu muito, até cansar, e a menina ficou chorando, sem entender muito o porque tinha apanhado.
Minha Professora Julieta
A Fileira Dos Burros
Havia na sala de aula crianças que tinham mais facilidade para comprender as coisas que a professora ensinava, tinham outros que não conseguiam interpretar o que ela falava, por esse motivo, a má profissional, deu para essas crianças o apelido pejorativo de burros. Minha classe tinha uma fileira que era chamada Fileira dos burros, e eu estava inserida nela. Essa mulher tinha o nome de Julieta e foi a pior professora que tive!
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Órgão Sexual À Lua
Jardim Angela, bairro de meus tormentos. Estava eu com 12 anos de idade, algumas meninas já pensavam em namoro naquela época. Eu, era bobinha, e tinha muito medo que algum menino pudesse me fazer algum mal. E o mal nada era mais que sexo. Muito medo. Vergonha e etc. Certa vez um menino da região com a idade de 15 anos marcou um encontro comigo. Eu teria que estar as 19:00 horas no muro da escola. Não entendia dessas coisas de namoro, e nem de encontros, achava que o menino queria me contar algo, talvez um segredo. Então tomada de ansiosidade e surpresa fui. E ao chegar, o menino me esperava. Me deu um beijo no rosto e me pegou a mão. Então eu falei: _ Pode contar o segredo!
Então o menino mal intencionado pediu para que eu olhasse para a lua. Eu olhei para o céu e fiquei como que hipnotizada pelo brilho da lua. O menino enquanto isso tirou seu órgão sexual para fora das calças, e como já estava segurando as minhas mãos. Ele pegou a minha mão e pôs em cima de seu falo. Ao perceber o meu engano com o travesso, dei-lhe um safanão e saí correndo como uma louca. Na verdade fiquei foi apavorada com o brilho da lua em cima daquele pênis branco. Saí como uma alucinada, fiquei com muito medo. Minha mãe falava que os homens só queriam engravidar as meninas e fugirem, depois, eu tinha muito medo. Só sei que corrí quase um quilômetro sem parar. Cheguei em casa com a lingua de fora. Minha mãe disse que cheguei branca de medo em casa. E ela disse:
_ Nossa, o que foi que tu viu menina? Parece que viu fantasma!
E aconteceu comigo. O primeiro namorado foi um namorado que ficou apenas em um beijo. Não houve contato sexual. O segundo namorado também era outro sonho. Na verdade eu comecei a namorar de verdade com 20 anos. Meu primeiro contato sexual foi com 24 anos. Eu tinha muito medo. minhas patroas e minha mãe me assustavam, quando o assunto era homens. Falavam, que eles não respeitavam as meninas fáceis. Que se eu passasse de mão em mão jamais me casaria. Eu era retrógrada assim como os que tentavam me ensinar sobre sexo. E por fim casei e mal.
Então o menino mal intencionado pediu para que eu olhasse para a lua. Eu olhei para o céu e fiquei como que hipnotizada pelo brilho da lua. O menino enquanto isso tirou seu órgão sexual para fora das calças, e como já estava segurando as minhas mãos. Ele pegou a minha mão e pôs em cima de seu falo. Ao perceber o meu engano com o travesso, dei-lhe um safanão e saí correndo como uma louca. Na verdade fiquei foi apavorada com o brilho da lua em cima daquele pênis branco. Saí como uma alucinada, fiquei com muito medo. Minha mãe falava que os homens só queriam engravidar as meninas e fugirem, depois, eu tinha muito medo. Só sei que corrí quase um quilômetro sem parar. Cheguei em casa com a lingua de fora. Minha mãe disse que cheguei branca de medo em casa. E ela disse:
_ Nossa, o que foi que tu viu menina? Parece que viu fantasma!
E aconteceu comigo. O primeiro namorado foi um namorado que ficou apenas em um beijo. Não houve contato sexual. O segundo namorado também era outro sonho. Na verdade eu comecei a namorar de verdade com 20 anos. Meu primeiro contato sexual foi com 24 anos. Eu tinha muito medo. minhas patroas e minha mãe me assustavam, quando o assunto era homens. Falavam, que eles não respeitavam as meninas fáceis. Que se eu passasse de mão em mão jamais me casaria. Eu era retrógrada assim como os que tentavam me ensinar sobre sexo. E por fim casei e mal.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Doença
A doença é algo involuntário. Ela vem do nada, não avisa. As vezes chega arrasando, tirando as vontades e desejos, nos deixando atônitos com uma única esperança; a vontade de viver. Não podemos mais andar, mais comer o que temos vontade, não podemos mais ir onde queremos. E o pior, se antes adorávamos beber água, hoje podemos apenas sonhar com um copo cheio de água transparente descendo pelos cantos da boca. Ficaremos felizes se alguém, por piedade molhar a nossa boca, com gaze umedecida em água.
Hoje a saúde é uma verdade em nossas vidas. Podemos comer tudo o que queremos, aquele chocolate podemos beber. Aquela cerveja geladinha. Delícia! Tomaremos quantas quisermos. Água, fonte da vida! Beberemos sempre que tivermos sede!
Não passemos vontade! Estamos na rua, temos sede, vamos ao primeiro bar. Vamos tomar uma coca-cola geladinha, um suco de frutas frescas. Um yogurte natu
ral com frutas. Não vamos ficar com vontade de nada! Vamos agora! Já! Aproveitemos que podemos comer ou beber qualquer coisa!
Então vamos cuidar da pressão arterial e comer, o que nos faça bem e o que nos deixem felizes. Vamos cuidar da pressão arterial e sermos felizes.
Hoje a saúde é uma verdade em nossas vidas. Podemos comer tudo o que queremos, aquele chocolate podemos beber. Aquela cerveja geladinha. Delícia! Tomaremos quantas quisermos. Água, fonte da vida! Beberemos sempre que tivermos sede!
Não passemos vontade! Estamos na rua, temos sede, vamos ao primeiro bar. Vamos tomar uma coca-cola geladinha, um suco de frutas frescas. Um yogurte natu
ral com frutas. Não vamos ficar com vontade de nada! Vamos agora! Já! Aproveitemos que podemos comer ou beber qualquer coisa!Então vamos cuidar da pressão arterial e comer, o que nos faça bem e o que nos deixem felizes. Vamos cuidar da pressão arterial e sermos felizes.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Um Dia Fui Criança
Quando criança, por volta de uns 10 anos de idade, meu padrasto tinha uma mania que eu odiava. Ele sempre dava ordens para que eu fosse comprar algo, e as vezes me mandava ir ao bar.
Naquele tempo os bares, chamados de empórios, vendiam algumas coisas em unidades. Hoje compramos pacotes de bombril, pacotes de sabão em barra, compramos pacotes de fosforos. Antes íamos no bar e pedíamos uma caixa de fósforos. Muitas vezes minha mãe mandava eu ir ao bar, para comprar uma cabeça de alho. Uma cebola. Um ovo, dois ovos. Éramos tão pobres que mercado era pra ricos, Comprávamos só o necessário.
Então meu padrasto pedia para que eu fosse ao bar, empório, boteco, sei lá... e ele cuspia no chão e dizia: -Se você voltar, e o cuspe secar...vai apanhar! Eu saía em desabalada carreira. Corría uns 600 metros pra comprar o que ele pedia e voltava rapidinho. Tinha tanto medo de meu padrasto, que qualquer que fosse o pedido eu obedecia, e voltava sempre com a compra certa.
Uma certa vez meu padrasto me mandou comprar, pão, farinha de mandióca, açucar e leite. Eu repetia as palavras em sílabas, bem alto, para não esquecer. Nós quase sempre não tínhamos dinheiro pra nada, então quando me mandava comprar algo que fosse também pra gente, ficava até alegre, e corría. Repetindo bem alto: _ Pão, fa-ri nha- de- man di- ó-ca, a-çu-car, lei-te. A única coisa que tinha pavor era de perder o dinheiro.
Um dia, perdí o dinheiro na rua, procurei, mais não encontrei. Não teve outro jeito, tive que voltar pra casa e enfrentar o meu padrasto, que me espancou. Me agrediu com um fio de ferro. A dor era intensa, principalmente nas mãos e costas. Rezava para que Deus castigasse ele, pela maldade. Um dia minha mãe e ele discutiram e os dois gritavam, ele bateu na minha mãe. Os vizinhos chamaram a polícia. Demoraram tanto que quando a polícia chegou, meu padrasto estava dormindo. Minha mãe abriu a porta e eles entraram e foram dando uns petelecos nele. Minha mãe começou a gritar e pedir para que não machucassem o se marido. Foram embora e disseram: _ Dona a senhora merece!
Eu não sei o que minha mãe via naquele bêbado.
Naquele tempo os bares, chamados de empórios, vendiam algumas coisas em unidades. Hoje compramos pacotes de bombril, pacotes de sabão em barra, compramos pacotes de fosforos. Antes íamos no bar e pedíamos uma caixa de fósforos. Muitas vezes minha mãe mandava eu ir ao bar, para comprar uma cabeça de alho. Uma cebola. Um ovo, dois ovos. Éramos tão pobres que mercado era pra ricos, Comprávamos só o necessário.
Então meu padrasto pedia para que eu fosse ao bar, empório, boteco, sei lá... e ele cuspia no chão e dizia: -Se você voltar, e o cuspe secar...vai apanhar! Eu saía em desabalada carreira. Corría uns 600 metros pra comprar o que ele pedia e voltava rapidinho. Tinha tanto medo de meu padrasto, que qualquer que fosse o pedido eu obedecia, e voltava sempre com a compra certa.
Uma certa vez meu padrasto me mandou comprar, pão, farinha de mandióca, açucar e leite. Eu repetia as palavras em sílabas, bem alto, para não esquecer. Nós quase sempre não tínhamos dinheiro pra nada, então quando me mandava comprar algo que fosse também pra gente, ficava até alegre, e corría. Repetindo bem alto: _ Pão, fa-ri nha- de- man di- ó-ca, a-çu-car, lei-te. A única coisa que tinha pavor era de perder o dinheiro.
Um dia, perdí o dinheiro na rua, procurei, mais não encontrei. Não teve outro jeito, tive que voltar pra casa e enfrentar o meu padrasto, que me espancou. Me agrediu com um fio de ferro. A dor era intensa, principalmente nas mãos e costas. Rezava para que Deus castigasse ele, pela maldade. Um dia minha mãe e ele discutiram e os dois gritavam, ele bateu na minha mãe. Os vizinhos chamaram a polícia. Demoraram tanto que quando a polícia chegou, meu padrasto estava dormindo. Minha mãe abriu a porta e eles entraram e foram dando uns petelecos nele. Minha mãe começou a gritar e pedir para que não machucassem o se marido. Foram embora e disseram: _ Dona a senhora merece!
Eu não sei o que minha mãe via naquele bêbado.
Professora Julieta
Filha da fome, como já dizia Graciliano Ramos, Em Vidas Secas. Também fui vítima da fome. Hoje dou o maior valor a qualquer coisa que se mastiga. Pobre sem nome, apelido Nenê. Entra na escola e é aceita devido a piedade da diretora. Vai pra escola com fome, só pensa na hora do recreio. Cada minuto que passa é um tédio, aguarda ansiosamente a hora de sair da sala e ficar na fila da merenda. Hoje vão dar macarrão com salsicha. Adoro salsicha minha mãe nunca tem dinheiro pra comprar! Aprendí a gostar de salsicha na escola. Amanhã tem chocolate com bolachas de leite, amanhã vão dar arroz doce, tão docinho, uma delícia. Entrava na fila várias vezes. A tia da merenda tinha dó de mim e dava sem reclamar. Entrei em uma sala que era muito forte pra mim, tive que ir pra outra classe. Lá a professora que era um diabo me colocou na fileira dos burros, pra ela eu era incapacitada, tinha dificuldade para assimilar a lição, a explicação, não conseguia interpretar o que era me ensinado. A Professora Julieta não me dava a mínima, acho que porque eu era muito pobre, paupérrima. Acho que era por causada minha cabeça que estava empestada de piolhos. Não podia levantar a mão para perguntar algo, porque a professora não respondia.
Nas Férias
Quando começavam as férias tinha uma época que o governo oferecia merenda para os alunos. Eu, claro, sempre que podia ia comer na escola. As vezes levava até um pouco de merenda para casa. Em casa não tinha nada pra comer. Quando chegava a hora do lanche eu corría pra escola e matava a fome.
Nas Férias
Quando começavam as férias tinha uma época que o governo oferecia merenda para os alunos. Eu, claro, sempre que podia ia comer na escola. As vezes levava até um pouco de merenda para casa. Em casa não tinha nada pra comer. Quando chegava a hora do lanche eu corría pra escola e matava a fome.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Casamento Que Não Deu Certo
O meu casamento foi um erro. Eu casei porque tive medo de ficar sózinha jogada no mundo, sem um pai para os meus filhos. Engano puro! Fui burra. Hoje com a cabeça que tenho, jamais casaria, antes iria conhecer, perceber, verificar. Teria aceitado casar se o marido fosse bom de cama e de bolso, de inteligencia, fosse respeitoso, tivesse carinho. Jamais berrasse. tivesse paciência para ensinar tudo o que achava que eu não sabia. E eu, não sabia mesmo. Era uma completa imbecil, idiota formada na escola da pobresa e ignorância. Acreditava que era incapaz de criar uma criança sozinha. Tinha medo extremo da vida. Também só morava com pessoas que só sabiam dar conselhos, más nunca falaram do tesão, nunca me explicaram que o prazer era capaz de virar a cabeça de qualquer ser, com a mínima inteligencia, ainda mais de uma incapacitada de tudo como eu! Fui muito cretina pra casar, pior, só faltei lamber os pés do meu ex-marido. Ele me tratava como uma coisa. Me maltratou, com palavras. Dizia a maior parte do tempo que eu era burra, idiota e ignorante. Ele fazia questão de gritar isso muitas, e muitas vezes. Ele estava certo, eu era mesmo.
Houve um tempo que ele me tratou até com um certo carinho, foi quando fiquei grávida de meu primeiro filho. Tivemos bons momentos, mais não sei até que ponto. Ele mais tarde falou, que a única coisa que gostava, era do filho. Me maltaratou tanto, que chegou uma hora que quem não queria ele, era eu. E depois do nascimento de minha filha as coisas foram piorando a cada dia. Quando a minha filha nasceu eu ainda arrastei o meu casamentos por alguns anos. Chegou o dia em que falei pra ele que não dava mais. Comecei a namorar para ele compreender que eu estava completamente decidida. Eu não queria de forma alguma ficar com ele. Ele porém, so queria ficar comigo porque o perder era demais. Ele não podia sentir aquela sensação. E ficou doido, parecia que me amava, chegou até a chorar...lágrimas de crocodilo.
Eu sei, não me apaixonei por ele. Me apaixonei pelo prazer que ele me proporcionava, mais até isso eu cansei.
Depois da separação tentamos voltar. Voltavámos entre aspas, ficávamos um tempo, fazíamos sexo, e depois brigávamos, e ficamos nessa um tempo. Nada era mais como no começo. Quando os meu filho maior tinha 11anos, nos separamos para sempre, até hoje. Tentei ser amiga dele, mais ví que é impossível.
Gostamos de Chico Buarque, votamos no Lula, na Marta, no Suplicy, mais não somos amigos. Sempre que preciso, ele me ajuda. É um amigo de longe, porém não pode se aprouximar, pois brigamos.
Estou sozinha. Já namorei alguns. Estou bem melhor só. Quero cuidar da minha vida ser feliz.
Houve um tempo que ele me tratou até com um certo carinho, foi quando fiquei grávida de meu primeiro filho. Tivemos bons momentos, mais não sei até que ponto. Ele mais tarde falou, que a única coisa que gostava, era do filho. Me maltaratou tanto, que chegou uma hora que quem não queria ele, era eu. E depois do nascimento de minha filha as coisas foram piorando a cada dia. Quando a minha filha nasceu eu ainda arrastei o meu casamentos por alguns anos. Chegou o dia em que falei pra ele que não dava mais. Comecei a namorar para ele compreender que eu estava completamente decidida. Eu não queria de forma alguma ficar com ele. Ele porém, so queria ficar comigo porque o perder era demais. Ele não podia sentir aquela sensação. E ficou doido, parecia que me amava, chegou até a chorar...lágrimas de crocodilo.
Eu sei, não me apaixonei por ele. Me apaixonei pelo prazer que ele me proporcionava, mais até isso eu cansei.
Depois da separação tentamos voltar. Voltavámos entre aspas, ficávamos um tempo, fazíamos sexo, e depois brigávamos, e ficamos nessa um tempo. Nada era mais como no começo. Quando os meu filho maior tinha 11anos, nos separamos para sempre, até hoje. Tentei ser amiga dele, mais ví que é impossível.
Gostamos de Chico Buarque, votamos no Lula, na Marta, no Suplicy, mais não somos amigos. Sempre que preciso, ele me ajuda. É um amigo de longe, porém não pode se aprouximar, pois brigamos.
Estou sozinha. Já namorei alguns. Estou bem melhor só. Quero cuidar da minha vida ser feliz.
Recordando más Recordações
Eu tinha saído de um plantão horrível. Estava muito cansada. Estava a procura das contas de luz para pagar e não encontrara. Estava muito indignada por não conseguir encontrar, então enquanto estava tentando achar as contas do mês, eis que chamam no portão. Quem era? O funcionário da Eletropaulo. Ele estava pedindo para ver a conta de luz. Não acredito, essa é uma má hora! O meu filho entrou correndo em casa e falou: _ Mãe! Mãe, o homem quer ver a conta de luz!
Eu por mais que procurasse não conseguia encontrar, então tomei uma decisão...fui ao portão e falei para o homem não cortar a minha luz, falei que eu trabalhava a noite, e talvez por desorientação não conseguira encontrar as contas. O Homem disse que se não visse a conta iria desligar a energia. Eu entrei em desespero. O homem foi buscar a escada pra subir no poste. Eu esperei ele se aprouximar do poste e gritei:
_ Filho! Filho, pega o meu 38 aí! Como o meu filho não respondia fui pra dentro de casa. Não sei o que houve. Mais no minuto seguinte, fui ao portão e cadê, o homem? Sumiu! Até hoje ele deve tah pensando que morreria naquele dia.
Eu por mais que procurasse não conseguia encontrar, então tomei uma decisão...fui ao portão e falei para o homem não cortar a minha luz, falei que eu trabalhava a noite, e talvez por desorientação não conseguira encontrar as contas. O Homem disse que se não visse a conta iria desligar a energia. Eu entrei em desespero. O homem foi buscar a escada pra subir no poste. Eu esperei ele se aprouximar do poste e gritei:
_ Filho! Filho, pega o meu 38 aí! Como o meu filho não respondia fui pra dentro de casa. Não sei o que houve. Mais no minuto seguinte, fui ao portão e cadê, o homem? Sumiu! Até hoje ele deve tah pensando que morreria naquele dia.
domingo, 2 de setembro de 2012
O Procurador Da República Antonio Augusto Cesar
Trabalhei em alguns lugares. Fui empregada doméstica, onde fazia quase tudo na casa ganhava um salário mínimo. Trabalhava o mês todo, as folgas eram a cada quinze dias. Fui ajudande de expedição de expedição lá no prédio da gazeta, fui atendente de crediário na Besni, fui auxiliar de escritório na Associação Brasileira de imprensa. Houve um emprego que foi o melhor de todos. Nesse eu podia trabalhar, me divertir e ainda ganhava. Trabalhei como babá da filha do procurador da república. O nome da menina era Priscila. Ela era uma menininha linda, loirinha dos olhinhos claros. O dr: Antonio Augusto me contratou para cuidar da filha e nos finais de semana, ou feriados, ou até mesmo nas férias me contratava para acompanhá-los em pequenas viagens até o litoral norte. Ele levava os filhos Rodrigo e Priscila e uma namorada. Eu ficava cuidando da filha dele, eu adorava brincar com a Priscilinha, a gente corria pela casa toda. A menina me tinha como amiguinha. Conhecí várias praias de Ubatuba. Eita lugar lindo! Se eu fosse rica acho que moraria lá. Durante a semana quando eu não estava em viagem cuidando da Priscila trabalhava como recepcionista no escritório de Antonio Augusto, lá na Liberdade.
Certo dia estava eu trabalhando no escritório quando atendí uma ligação de minha mãe. Ela estava desesperada e chorava ao telefone: _ Filha, pelo amor de Deus, você trabalha com advogado! Salva seu irmão, tira ele da cadeia!
Eu fiquei em pânico, afinal meu irmão querido, aquele que cuidei quando criança, aquele que troquei as fraldas...meu irmão preso? Como assim? Me explica! E minha mãe continuou:
_ Então minha filha, seu irmão estava no bar tomando uma cerveja junto com um homem que apareceu por lá, e a polícia chegou de repente... deu vóz de prisão. Beto pensou que era para o homem, más que nada, era pra ele também. O resultado foi que teu irmão tah preso, ninguém sabe onde, o minino está preso fais dois dias e eu estou em tempo de morrer de dô de cabeça de tanto pensá, filha, me ajude!
Bem...eu nem conseguímais fazer nada. Minha mãe desligou o telefone e comecei a chorar. Eu não conseguia nem falar tamanho era a minha tristeza. A secretária me deu um copo de água e pediu para que eu fosse falar com doutor Antonio. Entrei na sala dele soluçando. Ele se compadeceu de minha situação, pediu para que eu contasse tudo o que estava acontecendo. Expliquei tudo tim-tim por tim-tim. E ele deu ordem para a secretária ligar para todas as delegacias da região de Santo Amaro. E em uma delas achou o meu irmão. Ele conversou com o delegado, pediu informações sobre o meu irmão. Ele ficou sabendo que meu irmão, nunca havia tido problemas com a justiça, e que não participara do crime de roubo daquele indivíduo. O cara que havia assaltado um estabelecimento comercial. O coitado do meu irmão só estava na hora errada, no lugar errado, com a pessoa errada, e por esse motivo tinha sido confundido como cúmplice, do meliante. E só por isso, foi preso. Então o doutor Antonio deu ordem:_ Quero que soltem o rapaz imediatamente! Se ele não tem culpa não entendo o porque de vocês terem deixado ele preso por dois dias! O delegado explicou que meu irmão estaria lá para averiguações e que já estaria sendo solto, pediu para que alguém da família levasse os documentos dele. O doutor Antonio fez uma carta para que eu levasse ao delegado, responsável pela prisão de meu irmão.
Cheguei lá na delegacia, e meu irmão já estava circulando por lá como pessoa livre. Dei a carta para o delegado, o mesmo ficou todo engraçadinho. Me perguntou, como que eu conhecía um homem tão importante como o procurador da república. Após a entrega da carta e documentos levei o meu irmão pra minha mãe, que ficou muito contente. E disse: _ Graças a Deus que tua irmã trabalha com gente importante, sinão, tú tava era ferrado!
Certo dia estava eu trabalhando no escritório quando atendí uma ligação de minha mãe. Ela estava desesperada e chorava ao telefone: _ Filha, pelo amor de Deus, você trabalha com advogado! Salva seu irmão, tira ele da cadeia!
Eu fiquei em pânico, afinal meu irmão querido, aquele que cuidei quando criança, aquele que troquei as fraldas...meu irmão preso? Como assim? Me explica! E minha mãe continuou:
_ Então minha filha, seu irmão estava no bar tomando uma cerveja junto com um homem que apareceu por lá, e a polícia chegou de repente... deu vóz de prisão. Beto pensou que era para o homem, más que nada, era pra ele também. O resultado foi que teu irmão tah preso, ninguém sabe onde, o minino está preso fais dois dias e eu estou em tempo de morrer de dô de cabeça de tanto pensá, filha, me ajude!
Bem...eu nem conseguímais fazer nada. Minha mãe desligou o telefone e comecei a chorar. Eu não conseguia nem falar tamanho era a minha tristeza. A secretária me deu um copo de água e pediu para que eu fosse falar com doutor Antonio. Entrei na sala dele soluçando. Ele se compadeceu de minha situação, pediu para que eu contasse tudo o que estava acontecendo. Expliquei tudo tim-tim por tim-tim. E ele deu ordem para a secretária ligar para todas as delegacias da região de Santo Amaro. E em uma delas achou o meu irmão. Ele conversou com o delegado, pediu informações sobre o meu irmão. Ele ficou sabendo que meu irmão, nunca havia tido problemas com a justiça, e que não participara do crime de roubo daquele indivíduo. O cara que havia assaltado um estabelecimento comercial. O coitado do meu irmão só estava na hora errada, no lugar errado, com a pessoa errada, e por esse motivo tinha sido confundido como cúmplice, do meliante. E só por isso, foi preso. Então o doutor Antonio deu ordem:_ Quero que soltem o rapaz imediatamente! Se ele não tem culpa não entendo o porque de vocês terem deixado ele preso por dois dias! O delegado explicou que meu irmão estaria lá para averiguações e que já estaria sendo solto, pediu para que alguém da família levasse os documentos dele. O doutor Antonio fez uma carta para que eu levasse ao delegado, responsável pela prisão de meu irmão.
Cheguei lá na delegacia, e meu irmão já estava circulando por lá como pessoa livre. Dei a carta para o delegado, o mesmo ficou todo engraçadinho. Me perguntou, como que eu conhecía um homem tão importante como o procurador da república. Após a entrega da carta e documentos levei o meu irmão pra minha mãe, que ficou muito contente. E disse: _ Graças a Deus que tua irmã trabalha com gente importante, sinão, tú tava era ferrado!
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