Houve uma época muito boa em minha vida. O tempo da Tocco. Era uma discoteca que havia na Vila Matilde, e eu quando adolescente frequentava. Nessa época trabalhava como empregada de dona Maximina. Nos finais de semana, quando a minha patroa dormia eu pulava a janela e ia com meus amigos do Carrão dançar. Saíamos as 22:00horas, e voltavámos sempre até as 2:00 da madrugada. Eu sempre chegava antes da senhora acordar, pois tinha pavor que acordasse e não me achasse. Eu não podia também deixar minha juventude o tempo todo presa naquela casinha da Renato Rinaldi no Carrão. Quase todos os finais de semana saía para dançar, com as minhas amigas Regina e Cia. Era muito legal, pena que sempre saíamos com o dinheiro da entrada e mais nada. As vezes encontrávamos algum amigo que pagava refrigerante para a gente. A Regina, certa vez me apresentou Fogo Paulista uma bebida fortíssima, que me deixou muito mal. O dia em que bebi, fiquei de repente com a visão borrada, via um branco não conseguía enxergar. Que péssimo! Bebida muito ruim. A Regina também me apresentou um comprimido chamado Optalidon, era um comprimido cor-de-rosa, que dava uma barato esquisito, a gente dançava como se tivesse o capeta no corpo, não parava. As vezes ficava dançando três horas seguidas. Um dia tomei 10 comprimidos e fiquei tão mal que resolvi nunca mais me aproximar daquela droga. A minha amiga certa vez foi internada por causa dos comprimidos, teve que fazer uma lavagem estomacal. Essa foi a época maligna de minha vida. Ainda bem que saí a tempo desse mal. Parei de passear com a Regina, visto que não era uma boa companhia.
Engraçado que mesmo bebendo bebida alcoólica, tomando comprimido estranho, eu nunca dormí com nenhum rapaz, tinha medo do sexo, não porque não quizesse ou não tivesse vontade, más tinha medo de ficar grávida. Eu sabia que naquele momento, sofreria muito se conseguisse uma gravidez, então simplesmente não fazia sexo. Também a única coisa que eu gostava era dançar. Aquela amiga era uma moça bem falante, ela gostava da Bethania. Quando saíamos para as baladas, seja na Tocco ou Sociedade, cantarolávamos na rua. Paquerávamos os rapazes que passavam com seus carros e as vezes nos ofereciam carona. Isso era uma coisa que eu detestava em Regina. Ela tinha mania de pegar carona com os rapazes desconhecidos. Eles eram simpáticos, mas muita vezes não queriam apenas nos dar carona, queriam algo mais, e o algo mais acabava em atrito. Uma vez fomos deixadas em uma avenida no meio do nada e eu apavorada, porque comigo era assim, quando a história era dá ou desce, eu descia feliz, tá louco!
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