Em 1977, morava na Vila Carrão. Trabalhava na casa da senhora Maximina.
Finais de semana era sagrado, ou Sociedade, ou Tocco. Eu e a minha amiga Regina. Naquele tempo a gente adorava ouvir Bethania, Caetano e Rock também.
Houve uma vez que eu e a Regina estávamos indo a pé pra Sociedade, lá era um salão de baile que tocavam tudo, e nós dançavamos muito. Íamo sempre a noite caminhando, e cantando. Quando mais que de repente parou um carro bem em nossa frente e dois rapazes jovens, bonitos, desceram do carro e nos abordaram com um belo sorriso. Eles tinham um interesse, queriam nos convidar para ir á um bar, minha amiga entrou no carrocom um deles. Fiquei com cara de boba conversando com o outro do lado de fora do carro. Daquí a pouco vejo eles se bijando. Então o rapaz que está conversando comigo fala:
_ Então...olha eles, estão numa boa! E nós vamos ficar aquí? Então pensei...não haverá mal algum se eu entrar no carro, porém deixei claro que eu não queria ficar com ele. Mais o cara do nada começou a me abraçar, e eu tentando me desvencilhar, em um determinado momento o peste tentou colocar as suas mãos cheias de dedo em minhas mamas. Ah...isso foi demais! Dei-lhe um safanão, e descí do carro, nem pensei em minha amiga, saí correndo. Entrei em desespero, o que aquele homem pensava que eu era?
Estava ainda correndo quando vejo a minha amiga também correndo atrás de mim. E me pergunta, o porque de eu estar com cara de assustada, lhe explico que o tarado queria por as mãos nos meus peitos. Minha amiga cai na gargalhada. Eu lhe explico, que onde já se viu, eu nem conhecia o cara, não era meu namorado, e chegava do nada com aquela intimidade toda. Minha amiga me achava engraçada, dava grandes risadas de minha cara, falava que gostava de sair comigo, porque se divertía muito. Acho que eu era uma palhacinha. Não era só ela que falava isso.
Não sei não, minha amiga era do balacobaco. Essa situação aconteceu pelo menos três vezes em nossa vida. As vezes fico pensando, acho que hoje as mulheres não são mais bobinhas como eu, naquele tempo. Eu tinha tanto medo. Era medo de ficar falada. Minha mãe falava que era feio uma maria vira folha. Uma mulher que ficava transando com todos os meninos da região.Naquela época quando uma menina ficava falada era um inferno! As mães proibiam as filhas de falarem com a dita cuja. Se a menina quizesse ficar bem, tinha que mudar do bairro, senão sua vida seria triste.
Essa minha amiga era danada. Ela era bonita, alegre, falava bem, falava inglês. Era uma menina descolada. Os meninos gostavam dela. Eu, era uma sonhadora. Sonhava casar de véu e grinalda, como minha mãe sonhara pra mim. Queria encontrar um príncipe encantado que me amasse e levasse ao altar. Que coisa mais retrógada! Diziam alguns...nem ligava para o que diziam, só sei que segurei o que a minha mãe chamava de honra durante muito tempo. Minha primeira relação sexual foi entre 24 e 25 anos de idade. achava que estava apaixonada o suficiente para ir aos finalmente. Leve engano. Os homens de ontem são como os de hoje, só querem uma coisa. Fazer Gud gud e tchau. Naquela época eu brincava com as minhas amigas falando que eu não podia fazer gud-gud. Se fizesse tinha que casar. Minha mente evoluiu, hoje não penso assim, porém vivo sem sexo, pois não acho certo transar com desconhecidos. Acredito que quando duas pessoas estão a ponto de fazerem sexo, tem que haver um algo mais, sexo por sexo, não é correto. Alguns ainda comentam que eu sou do tempo do cachorro amarrado com a linguiça.
O que quero da vida hoje, uma casa, aposentadoria e viver feliz com a minha filha Ana, até o último dia da minha vida.
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