Tinha 13 anos de idade, ah, tempo de músicas lindas. O Elvis Presley era o meu ídolo. Uma amiga da escola me convidou para ir á um baile. E ficava na rua atrás da minha casa. Pedi pra minha mãe. Ela deixou, mais me explicou: vá, mais volte antes da meia noite se não teu padrasto chega, e te bate. Respondi: tá bem mãe! Eu volto. E assim fui...a a festa estava boa. Era o aniversário de um amigo da minha amiga. Naquele tempo, quando tinha uma festa ia tudo quanto é gente da região. Eita!! Tinha tantas coisas boas pra comer, eu estava me esbaldando. Depois, a música também era maravilhosa. Parecia que eu estava no céu. Esqueci as horas. Um tio, veio até mim e me aconselhou; vai pra casa que já é uma hora da madrugada, teu padrasto vai te matar! Eita pensei... já que vou morrer mesmo vou curtir até acabar. E assim fiquei até o fim do baile. Fui pra casa as tres horas da manhã. Chegando em casa, meu padrasto me esperava. Nem bem coloquei os pés dentro de casa, aquele peste começou a me bater, primeiro bateu com fio o do ferro de passar roupas, depois como não estava satisfeito, pegou a vassoura e quebrou batendo em mim. Minha mãe não conseguiu parar o peste. Bateu muito. fiquei toda cheia de hematomas, os olhos ficaram com um enorme edema periorbital. A testa doía. Meu corpo todo dolorido. Minha tia Ana foi quem conseguiu fazer o peste parar de me bater, porém eu estava com muito ódio no meu coração. Eu odiava tanto ele, que o meu sonho agora era que o desgraçado morresse o mais rápido possível. Eu não conseguia pensar em outra coisa. E jurei: nunca mais ele vai me bater. Nunca mais vou apanhar! E Foi a última surra.
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