Um dia amei, amei desesperadamente, amei como se o meu amor fosse o único do Planeta inteiro. Amei com volumpia, amei com ternura, amei como se o mundo fosse acabar, amei como só se pode amar uma vez na vida. E hoje morando com os meus filhos, eu penso, não amarei mais ninguém, não aquele amor de homem e mulher. Estarei fechada para o amor até a eternidade. Hoje só quero ver os meus filhos bem. Hoje tenho medo que me apaixone por algum crápula e esse venha a maltratar os meus filhos. Quando criança apanhei muito do meu padrasto as marcas ficaram pelo corpo e pela mente. São marcas que não desapareceram com o tempo. Hoje eu sei, que devo perdoar o meu carrasco, porque ele era um ser movido pela doença. A maldade é uma doença.
Quando eu tinha um amor, amava. Hoje eu tenho a solidão do amor sumido. Hoje, tenho outros amores, meus filhos.
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