Quando eu era adolescente, comecei a fumar. Fumava porque achava bonito e charmoso. Imagine havia aquele cigarro Chanceler, acho que nem existe, pois então fumava quando saia pra dançar, eram 20 cigarros a cada três dias. Houve uma época em que eu estava triste e saudosa da mãe, então fumava para passar o tempo. Qualquer motivo era motivo para acender um cigarro. De repente estava consumindo 20 cigarros por dia, e isso já estava me fazendo mal. Fumava com prazer, engolia a droga da fumaça como se fosse algo gostoso e saboroso.
Uma Super Gripe
Houve um dia em que fiquei doente, uma gripe horrível. Sabe, quando perde o paladar? Quando não consegue sentir o gosto dos alimentos. Aquela que dá até dor no peito. Resolvi então parar de fumar, pois achava que o cigarro fazia mal, naquele momento.
Assim que a gripe se foi, o cigarro voltou, fumei dos 17 ao 27 anos. Quando fiquei grávida achei que tinha que parar, afinal estava carregando uma vida dentro de mim, não era ético mandar cigarro pro bebê. Então parei. Depois da gravidez volteia fumar. Infelizmente peguei outra gripe muito forte. Ao respirar, tinha a impressão que doía o pulmão. E ao tragar parecia que eu iria me sufocar. Dessa vez eu falei que largaria o cigarro. Quando a gripe se foi, voltei ao cigarro com uma ressalva. Eu tinha que parar de fumar, então fiz o seguinte comecei a fumar a cada dia um cigarro a menos. Eu fumava já 20 cigarros por dia, então passei a fumar 19, no dia seguinte, 18, só sei que houve um tempo em que eu fumava apenas, um cigarro por dia. Teve um belo dia que esqueci de fumar, então pensei agora eu posso dizer Adeus ao vício. E então parei de fumar. Hoje não suporto cigarros. Engraçado que naquele tempo as propagandas de cigarro era um convite ao cigarrento. Finalmente eu resolvi deixar o cigarro, assim, fiz um bem a mim e aos meus.
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